Com a ascensão das redes sociais começou a haver uma banalização e deturpação do conceito de lugar de fala e surgiu o equívoco de confundir esse conceito com representatividade, quando na verdade não se trata disso especificamente. Há tendência a polarizar a discussão, mas é preciso entender que todas as pessoas falam a partir de um lugar. Mas o que é este lugar? Esta é a questão que este livro buscará responder.

Está acontecendo no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, a exposição Jean-Michel Basquiat – Obras da coleção Mugrabi. Esta exposição teve início no dia 25 de janeiro e irá até o dia 7 de abril, mas também passará pelas outras três unidades do CCBB em Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, com a curadoria do holândes theco radicado no Brasil, Pieter Tjabbes.

No dia 24 deste mês aconteceu no Sesc Interlagos, dentro da programação da NerdCon, Conferência Nerd da Zona Sul, um bate-papo sobre Afrofuturismo, intermediado por Augusto Oliveira, Fábio Kabral e Rodrigo Cândido, parte da equipe de O Lado Negro da Força, site de entretenimento e cultura nerd que dá visibilidade para o protagonismo e presença negra nos quadrinhos, jogos, cinema e TV e outros meios de cultura.

 
Este livro é diferente de tudo o que já li. É diferente porque todos os personagens são negros, possuem pele melaninada e se passa em um universo afrofuturista com tecnologia avançada em que a religião é fator naturalizado, como a realidade deveria ser se não houvêssemos passado por um processo de escravização, colonização e apropriação do saber africano.

Quando uma pessoa se propõe a ler ficção, principalmente ficção científica, precisa estar consciente de que pode encontrar muitos elementos que não fazem sentido na vida real, porque não existem na vida real, mas na ficção tudo é possível, tudo é permitido, tudo é passível de acontecer. É preciso estar aberto ao inesperado, ao irreal, é preciso fazer um acordo com a fantasia, por mais improvável que seja o que está escrito. É preciso crer para que as coisas façam sentido. Mas quando essas coisas não vêm acompanhadas de uma boa explicação, de algo que faça com que o leitor entenda, não necessariamente aceite, mas entenda, fica difícil se entregar à narrativa. Foi o que aconteceu comigo em relação a este livro, que eu queria de ter gostado.

No final do ano passado eu fiz uma viagem para a Bahia e naturalmente, levei alguns livros. Dentre eles, cinco infantis que foram, mas não voltaram comigo. Eu sabia que ia conhecer pessoas, mas não imaginava que conheceria tantas crianças quanto conheci, muitos menos que me encantaria tanto. Gosto muito de crianças e tenho orgulho de me dar bem com elas. Basta uma pequena abertura e é fácil cativá-las, conquistar sua confiança. Nesse caso, não foi diferente. Principalmente quando percebi que a leitura poderia ser uma aliada no fortalecimento de nossos vínculos.

Venho dar um aviso que já deveria ter sido dado.
Desde dezembro estou viajando, de modo que não tenho como me dedicar como gostaria ao blog. Já deveria ter assumido isso e entrado em recesso desde o final do ano passado, mas pensei que conseguiria seguir com a programação normal, o que evidentemente não aconteceu, por diversos motivos.
O que me faz dar esse anúncio agora é a falta de internet. Aqui onde estou não tem sinal de celular para minha operadora e eu estava usando o wi-fi da vizinha, mas não é mais possível fazer uso dele e o novo acesso que estou tendo é bem limitado, de modo que, querendo ou não, vou ter que tirar umas férias forçadas daqui. Retorno de viagem no final desse mês e em março as coisas se normalizarão.


Até breve :)

Capa do cd
Cobrança – talvez esta seja a palavra que defina bem todas as nossas frustrações na vida! Somos cobrados por existir. Existir é de uma responsabilidade imensa a um ser humano, ainda mais por não virmos ao mundo com um manual de como viver. Assim, aprendemos necessariamente por erros e acertos, cujo sucesso nas escolhas não é garantido.