Este é um livro de contos do autor moçambicano Luís Bernardo Honwana. Publicado pela primeira vez em 1964, com sete contos: “Nós Matamos o Cão Tinhoso”, “Inventário de Imóveis e Jacentes”, “Dina”, “A Velhota”, “Papá, Cobra e Eu”, “As Mãos dos Pretos” e “Nhinguitimo”. Esta edição da editora Kapulana, lançada em 2017 no Brasil, depois de 37 anos desde a primeira publicação, traz um conto inédito: “Rosita, até morrer”. Esta edição também conta com um posfácio de Vima Lia de R. Martin, professora de Letras da USP.  

A ideia aqui é divulgar alguns eventos literários e culturais que acontecerão ao longo do mês e ir atualizando a lista caso surja algum evento interessante nesse meio tempo.
Parece que só parte do sudeste, São Paulo e Rio de Janeiro, fazem eventos, mas certamente outros Estados também, então, se souberem de algum em outros eixos do país, eu adoraria saber. Deixe nos comentários, me manda um e-mail ou me procura nas redes sociais.


Texto de Mayra Guanaes
Em 2013 eu fazia estágio em arte-educação no SESC Belenzinho. Parte do nosso trabalho consistia em receber grupos de escolas para visitarem as exposições de arte daquela unidade. As unidades do SESC São Paulo além de receberem exposições temporárias de arte, possuem um acervo fixo, que são obras que ficam espalhadas pelo espaço.
No SESC Belenzinho uma das obras do acervo fixo era o Véio. Na verdade, Véio é o artista, a obra em si não tinha título, era uma escultura em tronco de árvore com o nome do artista gravado. Era a obra favorita de muitos grupos que eu recebia e pelo diálogo que conseguíamos estabelecer durante o meu trabalho de mediação, tornou-se uma das minhas obras favoritas também.
Fui assistir Antígona no Itaú Cultural e descobri por acaso, uma exposição que tinha lá, só do Véio. Encantadora!

Com a ascensão das redes sociais começou a haver uma banalização e deturpação do conceito de lugar de fala e surgiu o equívoco de confundir esse conceito com representatividade, quando na verdade não se trata disso especificamente. Há tendência a polarizar a discussão, mas é preciso entender que todas as pessoas falam a partir de um lugar. Mas o que é este lugar? Esta é a questão que este livro buscará responder.

Está acontecendo no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, a exposição Jean-Michel Basquiat – Obras da coleção Mugrabi. Esta exposição teve início no dia 25 de janeiro e irá até o dia 7 de abril, mas também passará pelas outras três unidades do CCBB em Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, com a curadoria do holândes theco radicado no Brasil, Pieter Tjabbes.

No dia 24 deste mês aconteceu no Sesc Interlagos, dentro da programação da NerdCon, Conferência Nerd da Zona Sul, um bate-papo sobre Afrofuturismo, intermediado por Augusto Oliveira, Fábio Kabral e Rodrigo Cândido, parte da equipe de O Lado Negro da Força, site de entretenimento e cultura nerd que dá visibilidade para o protagonismo e presença negra nos quadrinhos, jogos, cinema e TV e outros meios de cultura.

 
Este livro é diferente de tudo o que já li. É diferente porque todos os personagens são negros, possuem pele melaninada e se passa em um universo afrofuturista com tecnologia avançada em que a religião é fator naturalizado, como a realidade deveria ser se não houvêssemos passado por um processo de escravização, colonização e apropriação do saber africano.

Quando uma pessoa se propõe a ler ficção, principalmente ficção científica, precisa estar consciente de que pode encontrar muitos elementos que não fazem sentido na vida real, porque não existem na vida real, mas na ficção tudo é possível, tudo é permitido, tudo é passível de acontecer. É preciso estar aberto ao inesperado, ao irreal, é preciso fazer um acordo com a fantasia, por mais improvável que seja o que está escrito. É preciso crer para que as coisas façam sentido. Mas quando essas coisas não vêm acompanhadas de uma boa explicação, de algo que faça com que o leitor entenda, não necessariamente aceite, mas entenda, fica difícil se entregar à narrativa. Foi o que aconteceu comigo em relação a este livro, que eu queria de ter gostado.

No final do ano passado eu fiz uma viagem para a Bahia e naturalmente, levei alguns livros. Dentre eles, cinco infantis que foram, mas não voltaram comigo. Eu sabia que ia conhecer pessoas, mas não imaginava que conheceria tantas crianças quanto conheci, muitos menos que me encantaria tanto. Gosto muito de crianças e tenho orgulho de me dar bem com elas. Basta uma pequena abertura e é fácil cativá-las, conquistar sua confiança. Nesse caso, não foi diferente. Principalmente quando percebi que a leitura poderia ser uma aliada no fortalecimento de nossos vínculos.