Este livro apresenta o método KonMari de organização, criado pela autora, Marie Kondo. É um método que realmente pode dar bons resultados, dependendo da necessidade de cada pessoa. Não acho que todas as dicas que ela dá são fáceis de aplicar na vida real por questões de praticidade e outras que podem soar estranhas.
Destaco algumas dicas que são muito úteis, como por exemplo, na hora de organizar as coisas, fazer isso por categoria e não por localização, reunindo em um só lugar todas as coisas de uma mesma categoria e assim evitar ter as mesmas coisas espalhadas pela casa toda; organizar o guarda roupa por cores e por roupas pesadas para as mais leves, como também organizar as gavetas de modo que nenhuma roupa fique em cima da outra, o que permite que se tenha uma visão de tudo que está guardado nela.

No entanto, achei a autora bem radical por ela dizer que o que não nos traz prazer, tem que ser jogado fora sem medo. O que discordo, temos coisas que não nos trazem prazer e não podemos jogá-las fora só por isso. Somos adultos e isso inclui guardar coisas pensando no que pode acontecer no futuro, por segurança mesmo.

Achei engraçado que a autora sempre ficava repetindo, de modo a frisar, que dos clientes que jogaram tudo fora, nenhum se arrependeu.

A autora diz que seu método consiste em buscar um estado em que a faça viver o mais natural possível e que ela não considera natural guardar coisas que não a trazem alegria. Eu discordo. Acho bem natural guardamos coisas que não nos trazem alegria, nem sempre dá para viver cercado só de coisas que nos alegrem, a vida não é assim, não é prático desse jeito.

Ela também fala de saudar a casa, agradecer por ela dar abrigo e continuar falando com a casa enquanto a organiza. Acho que cada um pode fazer o que achar melhor, mas que é estranho falar com a casa, um ser inanimado, de concreto, isso é. Além disso, ela aconselha expressar gratidão às coisas, como por exemplo agradecer as roupas que usou durante o dia, aos acessórios.  Ao meu ver, esses objetos não têm sentimento e por isso, não faz diferença para eles receber um “muito obrigado”, mas se faz diferença para a pessoa que vai falar, tudo bem. Outra coisa que ela fala, é quando estivermos organizando o guarda-roupa, temos que tocar em todas as roupas para energiza-las e sentir a energia que ela nos passa, além de nos perguntar se aquela peça nos faz feliz, se não a resposta for negativa, ela tem que ir para o lixo ou para a doação.

É verdade que eu não concordei com muita coisa do livro, mas é verdade também que alguns métodos de organização são ótimos e dão mesmo certo.
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4 Comentários

  1. Oi Maria! Admito que fiquei chocada quando, ao folheá-lo na livraria, abri justo nessa parte onde a autora diz que livros podem sim ser jogados fora sem dó, já que acabam sendo um peso em nossa vida acumuladora... Não sei se foi algum erro de tradução ou de diferenças culturais mesmo, mas não me identifiquei com isso, rolou um bloqueio-birra com a Sra. Kondo na hora rs.
    Acabei preferindo conhecer o livro da Thais Godinho, o Vida Organizada, que é estruturalmente mais organizado e ainda te dá aquele empurrãozinho emocional pra colocar a casa, a agenda e a vida nos eixos.
    Mas enfim, sempre vale a experiência de conhecer os autores e métodos de produtividade que tem por aí...
    Bjs,
    Rebeca

    http://blogpapelpapel.blogspot.com

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  2. A opinião dela sobre livros não me caiu bem rs.
    Acho que tem muita coisa que acumulamos e só fica entulhando o quarto, a sala, a casa toda. Sei disso pq meu pai adora acumular bregueços rs.
    Mas como vc falou, tem coisas que nos dão prazer que necessariamente não precisamos nos desfazer.
    Obrigada pela visita no Blog As Meninas Que Lêem Livros.
    Bjs.

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  3. Eu sempre fiquei curiosa em relação a esse livro, Maria. E cheguei a imaginar que ele pudesse ser radical dessa forma. Eu, sinceramente, imagino pessoas ricas lendo esse livro. Pessoas que realmente podem jogar coisas foras e se futuramente precisar novamente, elas terão condições de comprar. Sobre a questão falar com as "coisas", acho que ela acaba se contradizendo. A partir do momento que você "dá atenção" para algo, dificilmente aquilo não será importante. Ela que diz tanto para abrir mão de coisas materiais, na realidade, parece pregar o culto as coisas. Eu heim... haha

    beijos
    Psicose da Nina | Instagram

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  4. Não li esse, pessoas não costumam elogiar.

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Obrigada pela visita e pelo comentário :)