Nesse livro, conhecemos Maitê Passos, uma adolescente de 17 anos que por ser gorda, sofre diversos tipos de preconceitos, tanto no âmbito escolar, quanto no âmbito familiar. Uma das piores consequências de tudo isso é a imagem que ela tem de si mesma: não se sente capaz de se achar bonita, nem de se amar, com uma baixa autoestima gritante. E isso acaba refletindo no seu círculo social de amigos, que é reduzido a apenas três pessoas: Josi e Valentina, amigas do colégio, um ano mais novas e Isaac, seu melhor amigo desde a infância, que mora no mesmo condomínio que ela.


Este foi um desafio que aconteceu no Instagram entre os dias 13/02 e 20/02, para comemorar o Black History Month ou Mês da História Negra, comemorado nos Estados Unidos para celebrar e relembrar as lutras da população negra nos anos 60. O desafio foi proposto por três mulheres do Instagram: Camilla Dias (@camillaeseuslivros), Camille Moraes (@liecurti) e Maria Fernanda (@_bookhunter) e contou com a participação de muitas pessoas, fazendo com que refletíssemos sobre a presença ou ausência de literatura negra em nossas estantes. 
Foram sete dias recheados de boas indicações. Fiquei com vontade de conferir tudo e pensando nisso, resolvi reunir em um só lugar todos os títulos. Houve alguns títulos repetidos, então optei por colocar em uma só categoria.


Este é um livro infantil, em que Clarice Lispector, narra em primeira pessoa, como ela matou dois peixinhos vermelhos. Mas deixa claro desde o início, que não o fez por querer. Para provar sua inocência, ela vai contando ao longo do livro, as relações que teve com outros animais ao longo de sua vida, de modo que fique claro seu amor aos animais, e mostre que não poderia fazer nenhum mal a eles de forma consciente. Diz que espera que no final, quando o leitor souber como os peixinhos morreram, ela seja perdoada.


Essa postagem compreende 27 páginas (79-106), nas quais se encontram os capítulos 4 e 5, intitulados "Racismo no movimento sufragista feminino" e "O significado de emancipação para as mulheres negras", respectivamente.

Quando o Partido Republicado conseguiu fazer com que a escravidão chegasse ao fim no Sul, eles queriam fazer com que houvesse sufrágio para os homens negros, mas não porque eram homens e sim porque representavam mais de 2 milhões de votos para o Partido Republicano. As mulheres brancas de classe média, lideradas por Elizabeth Cady Stanton e Susan B. Anthony, não pensavam assim. Com argumentos racistas, elas viam o sufrágio dos homens negros como uma forma de reafirmar a supremacia masculina, mas ignoravam que o fim dá escravidão só se deu, praticamente, de forma nominal, sem o direito ao voto, os homens negros não conseguiriam liberdade plena, pois ainda tinham privações econômicas e ainda eram constantemente atacados por gangues racistas.


Comprei esse livro em 2014 e apesar da minha euforia inicial para lê-lo, os anos foram se passando sem o fazer. Por estar a tanto tempo parado na estante, resolvi colocá-lo na categoria de autor nacional do #Desafio12MesesLiterários que estou participando esse ano. 
Não coloquei expectativas, mas bem lá no fundo, esperava gostar do livro. Infelizmente, não foi o que aconteceu e ao longo da resenha explicarei os motivos.


Dando continuidade do projeto, essa postagem compreende 35 páginas (43-78), nas quais se encontram os capítulo 2 e 3, que têm como título "O movimento antiescravagista e a origem dos direitos das mulheres" e "Classe e raça no início da campanha pelo direito das mulheres", respectivamente.
"Quando a verdadeira história da causa antiescravagista for escrita, as mulheres ocuparão um vasto espaço em suas páginas; porque a causa das pessoas escravas tem sido particularmente uma causa das mulheres" - Frederick Douglass (p. 43)

Fonte: Facebook da editora

Quem tem o sonho de publicar um livro, já mandou o original para muitas editoras, mas só obteve um “não” como resposta, isso quando houve resposta, pode se animar! A editora Multifoco está recebendo originais para análise e eu deixo abaixo uma carta do Geferson Santana, editor que apresenta o trabalho da editora e os benefícios oferecidos pela mesma.


Este é um livro de contos, quinze no total, precedidos de um prefácio assinado por  Heloisa Toller Gomes e uma introdução assinada por Jurema Werneck.
O primeiro conto é o que dá título ao livro, Olhos d'água, li arrepiada do começo ao fim. A personagem principal é uma mulher que não tem nome, recurso que faz com que o leitor possa se identificar mais com a história dela. Uma noite essa mulher acorda e se pergunta de que cor eram os olhos de sua mãe. Se assusta ao perceber que não lembra, o que é estranho porque todas as outras coisas ainda estão em sua memória: as brincadeiras que faziam juntas com suas irmãs e até mesmo do choro de sua mãe quando chovia, por medo da chuva derrubar seu barraco.
Tem uma parte em que a personagem lembra que na sua infância ela e suas irmãs sentiam fome e a mãe tentava distraí-las para esquecerem da fome. Isso me fez pensar  muito em Carolina Maria de Jesus e seu "Quarto de Despejo", do quanto ela batalhou para não deixar seus filhos morrerem de fome. O conto termina de uma forma muito simples e profunda. 


Essa é a primeira publicação do projeto #7SemanasComDavis, em que durante esse período trarei postagens referentes ao livro "Mulheres, Raça e Classe", publicado originalmente em 1981 e no Brasil, em 2016, pela editora Boitempo (clique aqui para saber mais).
Essa postagem compreende 20 páginas (11-41), nas quais se encontram o prefácio à edição brasileira e o capítulo 1, intitulado "O legado da escravidão: parâmetros para uma nova condição da mulher".