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Recentemente, a revista Mundo Estranho, que faz parte do grupo Editorial Abril, lançou seu primeiro livro: uma coletânea de contos escritos por dez autores de sucesso no Wattpad, plataforma de leitura online. Cada autor ficou responsável por escrever um conto.

Os contos não se relacionam entre si, a única coisa que os liga é o fato de todos se passarem em mundos diferentes, distópicos e ficcionais. O livro possui muitas ilustrações, feitas por Thales Molina, quotes destacados e um projeto gráfico incrível, assinado por Bruna Sanches.


Com exceção de "Para educar crianças feministas", que foi lançado recentemente, este blog já resenhou todos os livros em português brasileiro da autora, agora chegou a vez de resenharmos um livro em português de Portugal.
A coisa à volta do teu pescoço ("The thing around your neck"), foi traduzido do inglês por Ana Saldanha e publicado em 2009 pela editora Dom Quixote, em Portugal.

Esse ano, teremos as editoras Biruta e Gaivota como parceiras aqui do blog e ficamos muito felizes em contar essa novidade!

Para começar, quero que conheçam um pouco sobre elas.


A editora Biruta foi criada em 2000, em São Paulo. Tem como proposta oferecer livros com texto, projeto gráfico e ilustrações harmoniosos entre si, o que resulta em publicações originais e de qualidade, sem nunca subestimar a inteligência do leitor, sejam crianças ou adolescentes.
Publica tanto autores clássicos internacionais, quanto autores contemporâneos nacionais.

Nesse romance de estreia do autor, conhecemos Neil Basset Jr, um ex- redator publicitário que mora em San Francisco (por isso a capa) e atualmente trabalha em uma empresa de informática, Amiante Systemns. Apesar de não ser sua área de atuação, seu chefe tem muito interesse nele por um motivo primordial: a empresa está tentando desenvolver o primeiro computador inteligente do mundo a partir dos diários escritos pelo pai de Neil. 
Para ser considerado inteligente, o computador tem que passar no Teste de Turing, no qual, juízes conversam com um computador e com um ser humano, sem saber qual é qual. Se o computador, por trinta por cento do tempo conseguir convencer os juízes de que não é uma máquina, ele é considerado inteligente.
Além disso, o leitor também pode acompanhar a vida de Neil como um todo, suas relações amorosas, familiares e interpessoais.


Este livro apresenta o método KonMari de organização, criado pela autora, Marie Kondo. É um método que realmente pode dar bons resultados, dependendo da necessidade de cada pessoa. Não acho que todas as dicas que ela dá são fáceis de aplicar na vida real por questões de praticidade e outras que podem soar estranhas.


Neste livro, conhecemos Perry Cook, um garoto de 11 anos que nasceu e mora em uma prisão de segurança mínima, o Instituto Penal Misto Blue River, localizado em Surprise, uma cidade de Nebraska.
Perry é o responsável por todos os dias acordar os residentes às 6h30 da manhã. Ele começa calma e lentamente, falando a previsão meteorológica, o cardápio do café da manhã, dando alguma dica literária e termina gritando “Toooooodos de pé!”.


Com muita alegria, anunciamos nossa parceria com a autora Clara Savelli. Uma pessoa que sempre teve minha admiração pelo seu trabalho e que agora poderei acompanhar mais de perto. Já resenhei um de seus livros aqui e logo mais todos os outros estarão resenhados também, além disso, faremos muitos sorteios.
Saiba mais sobre a autora logo abaixo.


Nesse livro, conhecemos Maitê Passos, uma adolescente de 17 anos que por ser gorda, sofre diversos tipos de preconceitos, tanto no âmbito escolar, quanto no âmbito familiar. Uma das piores consequências de tudo isso é a imagem que ela tem de si mesma: não se sente capaz de se achar bonita, nem de se amar, com uma baixa autoestima gritante. E isso acaba refletindo no seu círculo social de amigos, que é reduzido a apenas três pessoas: Josi e Valentina, amigas do colégio, um ano mais novas e Isaac, seu melhor amigo desde a infância, que mora no mesmo condomínio que ela.


Este foi um desafio que aconteceu no Instagram entre os dias 13/02 e 20/02, para comemorar o Black History Month ou Mês da História Negra, comemorado nos Estados Unidos para celebrar e relembrar as lutras da população negra nos anos 60. O desafio foi proposto por três mulheres do Instagram: Camilla Dias (@camillaeseuslivros), Camille Moraes (@liecurti) e Maria Fernanda (@_bookhunter) e contou com a participação de muitas pessoas, fazendo com que refletíssemos sobre a presença ou ausência de literatura negra em nossas estantes. 
Foram sete dias recheados de boas indicações. Fiquei com vontade de conferir tudo e pensando nisso, resolvi reunir em um só lugar todos os títulos. Houve alguns títulos repetidos, então optei por colocar em uma só categoria.


Este é um livro infantil, em que Clarice Lispector, narra em primeira pessoa, como ela matou dois peixinhos vermelhos. Mas deixa claro desde o início, que não o fez por querer. Para provar sua inocência, ela vai contando ao longo do livro, as relações que teve com outros animais ao longo de sua vida, de modo que fique claro seu amor aos animais, e mostre que não poderia fazer nenhum mal a eles de forma consciente. Diz que espera que no final, quando o leitor souber como os peixinhos morreram, ela seja perdoada.


Essa postagem compreende 27 páginas (79-106), nas quais se encontram os capítulos 4 e 5, intitulados "Racismo no movimento sufragista feminino" e "O significado de emancipação para as mulheres negras", respectivamente.

Quando o Partido Republicado conseguiu fazer com que a escravidão chegasse ao fim no Sul, eles queriam fazer com que houvesse sufrágio para os homens negros, mas não porque eram homens e sim porque representavam mais de 2 milhões de votos para o Partido Republicano. As mulheres brancas de classe média, lideradas por Elizabeth Cady Stanton e Susan B. Anthony, não pensavam assim. Com argumentos racistas, elas viam o sufrágio dos homens negros como uma forma de reafirmar a supremacia masculina, mas ignoravam que o fim dá escravidão só se deu, praticamente, de forma nominal, sem o direito ao voto, os homens negros não conseguiriam liberdade plena, pois ainda tinham privações econômicas e ainda eram constantemente atacados por gangues racistas.


Comprei esse livro em 2014 e apesar da minha euforia inicial para lê-lo, os anos foram se passando sem o fazer. Por estar a tanto tempo parado na estante, resolvi colocá-lo na categoria de autor nacional do #Desafio12MesesLiterários que estou participando esse ano. 
Não coloquei expectativas, mas bem lá no fundo, esperava gostar do livro. Infelizmente, não foi o que aconteceu e ao longo da resenha explicarei os motivos.


Dando continuidade do projeto, essa postagem compreende 35 páginas (43-78), nas quais se encontram os capítulo 2 e 3, que têm como título "O movimento antiescravagista e a origem dos direitos das mulheres" e "Classe e raça no início da campanha pelo direito das mulheres", respectivamente.
"Quando a verdadeira história da causa antiescravagista for escrita, as mulheres ocuparão um vasto espaço em suas páginas; porque a causa das pessoas escravas tem sido particularmente uma causa das mulheres" - Frederick Douglass (p. 43)

Fonte: Facebook da editora

Quem tem o sonho de publicar um livro, já mandou o original para muitas editoras, mas só obteve um “não” como resposta, isso quando houve resposta, pode se animar! A editora Multifoco está recebendo originais para análise e eu deixo abaixo uma carta do Geferson Santana, editor que apresenta o trabalho da editora e os benefícios oferecidos pela mesma.


Este é um livro de contos, quinze no total, precedidos de um prefácio assinado por  Heloisa Toller Gomes e uma introdução assinada por Jurema Werneck.
O primeiro conto é o que dá título ao livro, Olhos d'água, li arrepiada do começo ao fim. A personagem principal é uma mulher que não tem nome, recurso que faz com que o leitor possa se identificar mais com a história dela. Uma noite essa mulher acorda e se pergunta de que cor eram os olhos de sua mãe. Se assusta ao perceber que não lembra, o que é estranho porque todas as outras coisas ainda estão em sua memória: as brincadeiras que faziam juntas com suas irmãs e até mesmo do choro de sua mãe quando chovia, por medo da chuva derrubar seu barraco.
Tem uma parte em que a personagem lembra que na sua infância ela e suas irmãs sentiam fome e a mãe tentava distraí-las para esquecerem da fome. Isso me fez pensar  muito em Carolina Maria de Jesus e seu "Quarto de Despejo", do quanto ela batalhou para não deixar seus filhos morrerem de fome. O conto termina de uma forma muito simples e profunda. 


Essa é a primeira publicação do projeto #7SemanasComDavis, em que durante esse período trarei postagens referentes ao livro "Mulheres, Raça e Classe", publicado originalmente em 1981 e no Brasil, em 2016, pela editora Boitempo (clique aqui para saber mais).
Essa postagem compreende 20 páginas (11-41), nas quais se encontram o prefácio à edição brasileira e o capítulo 1, intitulado "O legado da escravidão: parâmetros para uma nova condição da mulher".


Estou lendo o livro "Mulheres, Raça e Classe", da Angela Davis, publicado aqui no Brasil pela editora Boitempo. A leitura está sendo feita com base no cronograma para leitura compartilhada feito pela Charlene Ximenes, do Instagram @livrosdacha (vejam o perfil dela) e é com base nele que farei as postagens relacionadas ao projeto aqui, baseadas nas anotações que estou fazendo ao longo da leitura e de eventuais pesquisas por fora. Mas adianto que não terá nada de acadêmico nessas postagens, serão escritas de um modo bem acessível, assim como é a escrita da Davis.
Desse modo, teremos postagem sobre o livro durante sete semanas, toda quinta-feira. A primeira postagem será no dia 04/02 e a última, dia 16/03 (meu aniversário).


O livro começa com Beatriz e Virgílio, os personagens principais, em uma reunião que apresentava um novo projeto de novela de época. Os dois foram contatados para fazerem parte da preparação da novela, mas nenhum dos dois sabiam o motivo de terem sido escolhidos se não trabalhavam na área televisiva. A primeira, é colunista de viagens para um jornal e o segundo, dono de um restaurante. Mesmo quando ouvem a explicação do motivo de os quererem como consultores, não se convencem muito, mas aceitam, pensando no dinheiro extra que ganhariam.

Fonte: Divulgação
Dirigido por Tony Kaye, estreou nos Estados Unidos em 2011, mas só chegou no Brasil em 2013, sem passar pelas telas dos cinemas e indo direto para as locadoras.
O título brasileiro não faz muito jus ao original, “Detachment”, que traduzido é algo como “distanciamento” ou “indiferença”, que é o que o professor substituto Henry Barthes (Adrien Brody) tenta sentir com suas turmas, não se apegar a eles, não criar nenhum vínculo, é justamente por isso que ele escolheu ser professor substituto, porque é passageiro. Por outro lado, acho que o título “O Substituto”, caí bem. Em ambos os nomes, sabe-se que se refere ao professor, só que o primeiro de uma forma mais subjetiva.


Os personagens principais deste livro são adolescentes, que estão no ensino médio e moram em uma cidadezinha do interior.
Matheus, reservado, sempre preferiu ficar na sua e não frequentar as festas da escola, mas isso muda quando sua melhor amiga Beatriz o convida para lhe fazer companhia na festa junina. Ele vai, mais motivado pelo sentimento que nutre pela garota do que pela vontade de ir na festa em si. As coisas saem um pouco de seu controle quando, depois da festa, ele e Beatriz, resolvem ir para a casa da namorada de uma amigo deles, a fim dela realizar um ritual para descobrir o futuro de Beatriz. Depois dessa noite, com as supostas revelações, a garota coloca na cabeça que ela tem que ir atrás de seu destino que é ir encontrar em São Paulo um youtuber famoso chamado Garoto Diferente, que fala sobre sentimentos em seu canal e  ídolo de muitas adolescentes. Mas como ela só tem dezessete anos e seus pais jamais autorizariam tal viagem, ela resolve fugir, mas não sozinha. Ela chama Matheus para irem juntos. O garoto, a princípio, tem um pouco mais de juízo do que a amiga e recusa o convite, mas depois de um desentendimento com os pais, resolve acompanhar Beatriz na fuga para a cidade grande.


O livro "A Vadia", é uma publicação independente da autora Gislaine Oliveira. Atualmente está sendo vendido na Amazon,  mas é provável que em breve também tenha a versão impressa.
O que chama atenção logo de cara, certamente é o título, porque a palavra que dá nome ao título, muitas vezes é usada de forma ofensiva contra mulheres, mas nesse livro a autora mostra que ser vadia, de repente, pode não ser algo negativo, dependendo do ponto de vista.


Este desafio foi criado pela Ana Paula, do blog Entre Chocolates e Músicas e pela Kah Fernandes, do Books and Carpe Diem.
Consiste em lermos um livro do gênero escolhido para cada mês, resenharmos e trocarmos nossas impressões de leituras no grupo criado no Facebook.
Para saber mais sobre o desafio, veja a postagem original de uma das criadoras aqui.
Aqui estão os livros que escolhi para cada mês. Me digam se já leram ou se querem ler algum deles.


Mar Grande- As águas que corre para a Baía de Todos os Santos é o romance de estreia do jovem autor, Geferson Santana, publicado pela editora Multifoco. O livro será lançado oficialmente dia 18/02, no restaurante Baian'a Point, às 15h.

Lito, o personagem principal, é uma criança que mora em Beira Mar, um distrito da cidade de Maragogipe, no Recôncavo baiano. Filho de pescador, deseja seguir os mesmos passos do pai, que é contra por querer que o filho estude para ter uma profissão que dê dinheiro, para que seu destino não seja viver na mesma pobreza como ele e sua esposa vivem.

A construção de uma usina hidrelétrica afetou muito a pesca na região e consequentemente a economia local, que é majoritariamente movimentada pela pescaria, de modo que os moradores tiveram que procurar por outras formas de trabalho. As mulheres, marisqueiras e ceramistas, atividades tradicionais, se veem na necessidade de executar trabalhos domésticos nas casas dos mais ricos, muitas vezes para ganhar menos do que o merecido.

Sensível como Lito é, quando não está brincando com seus amigos, aproveita para escrever poesias. Curioso, faz perguntas e aprende muito com sua avó sobre a história da região em que vive, imerso numa realidade em que as religiões de matriz africana se fazem presentes na vida e nas narrativas.

Nesse livro, o autor traz questões que são caras à cultura local, faz uma crítica social ao expor a realidade de pessoas que ainda são exploradas, chama atenção para o tema da sexualidade, que ainda é tabu nas comunidades ribeirinhas, de modo que o final deixa no ar uma curiosidade instigante.

A narrativa segue uma linha de prosa poética com uma leveza que chega a mexer com os sentidos de quem lê. É como se sentíssemos o toque das águas, o cheiro das comidas ou aquela sensação de plenitude quando aprendemos algo novo.
É uma leitura importante para abrir os olhos para o novo, para o outro e outras realidades.
Fica a minha indicação de que mergulhem nesse Mar Grande.

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