Guylain Vignolles é funcionário de uma usina que destrói livros para a reciclagem. É um homem reservado e de poucos amigos. As únicas pessoas com quem conversa são o vigia da usina onde trabalha, Yvon, um senhor que só fala em versos alexandrinos e Giuseppe.
Guylain, no entanto, não gosta do trabalho que faz, não gosta de ter que destruir livros, por isso, sempre que possível, tenta salvar algumas páginas escondido de seu chefe, o senhor Kowalski. Lia as páginas que conseguia salvar, na ida para seu trabalho, no trem das 6h27. A leitura era feita em voz alta, portanto, todos os outros passageiros ouviam. Nisso, duas senhorinhas irmãs, ouvintes de muito tempo das leituras de Guylian, o convidaram para ler para elas na casa delas. Chegando lá, descobriu que elas moravam em uma casa de repouso e que teria que ler para vários velhinhos, que o acolheram super bem e gostaram muito da leitura, então combinaram que Guylain leria para eles uma vez por semana.

Segundo a Ciência, não existe comprovação para a estética. A ciência não pode explicar o que é feio e o que é bonito. A estética é uma opção pessoal. Desta mesma maneira, o moralismo e o gosto pessoal também não pode ser mensurado cientificamente.
Compreendemos então que não se pode classificar um livro ruim segundo a ciência. Podemos sim julgar um livro pela sua qualidade textual e ortográfica, tornando a leitura incompreensível. Mas julgar pelo fato da história ser simplesmente ruim, irá apenas atrelar a um gosto pessoal.
Nem todo livro é ruim. Talvez ele não faça o seu gênero literário. Há uma frase que diz que não existe piada ruim e sim piada mal contada. Deve-se ter interpretação e eloquência ao contar uma piada. Se você for rápido demais, ninguém entenderá. Se você se estender demais, os ouvintes ficarão dispersos. O pior de tudo é ter que explicar a piada. Daí que perde toda a graça mesmo.
Um livro é uma história que deve ser contada no compasso de uma piada. Ele deve ter uma boa gramática, uma boa "eloquência textual" para que o leitor não se perca no decorrer das páginas e deve fazer o expectador fazer um bom passeio durante a aventura. Resumindo: um escritor deve ser um bom contador de história.

Portanto, não critique um livro somente pelo fato de ser mal contado. Um bom leitor vai além e compreende além da intenção do autor.

Leo Vieira


Acompanhe a campanha de incentivo à leitura "Leia + Livros", do Leo Terário.
® Leo Vieira- Direitos Reservados 


Este livro nos apresenta a rotina de Sidney, um professor universitário de Jornalismo. Leciona essa disciplina há dez anos em uma universidade privada e já está cansado da rotina de seu trabalho. O relacionamento com os colegas é superficial e com os alunos, é sempre a mesma coisa: alunos novos, inexperientes e encantados com a faculdade, sem saber onde estão se metendo  e alunos mais vividos, adultos, que dividem sua vida entre família, emprego e faculdade. Destes últimos, percebe um esforço quase sobre-humano para continuarem no curso, por isso, sempre que possível, tenta compreendê-los e não deixá-los retidos em sua matéria. Quanto aos primeiros, observa o comportamento displicente, que muitas beira o desrespeito quando a tela do celular deles parece ser mais interessante do que está sendo ensinado pelo professor.


Este é o primeiro livro da trilogia As Areias do Imperador, em que o autor rememora os tempos em que Moçambique era governada pelo imperador Ngumgunyane, até ser derrotado por Portugal.

Imani e seus familiares moram em Nkokolani e são da tribo dos VaChopi. A área em que moram é disputada entre os portugueses e os guerreiros VaNguni, comandados pelo imperador Ngungunyane. No entanto, os VaChopi se aliaram aos portugueses e esperam proteção da coroa portuguesa. Para isso, o sargento Germano de Melo é enviado para Nkokolani. Quando chega, Imani, por ter aprendido muito bem o idioma português, ensinado outrora pelos padres missionários, serve a Germano como intérprete.
"Os brancos podem falar de variados modos: diz-se que têm sotaques. Só a nós, negros, não é permitido outro sotaque. Não basta falarmos a língua dos outros. Temos que, nesse outro idioma, deixar de sermos nós". -(p.341)

Diversas vezes eu desenhei a diferença de uma editora tradicional para uma editora por demanda. A tradicional investe tudo e promove a obra, através de um contrato editorial. A editora por demanda presta apenas serviços gráficos, onde é o autor que investe o dinheiro, assinando um contrato de prestação de serviços.

Editora Tradicional- investe no livro
Editora por Demanda- você que investe no seu livro

Editora Tradicional- contrato editorial
Editora por Demanda- contrato de prestação de serviços

Editora Tradicional- distribui, vende, divulga e presta conta das vendas
Editora por Demanda- te entrega o lote de livros e expõe no site. O autor é que promove venda e divulgação.

Em editoras tradicionais, também acontece de ter em seus inúmeros títulos, obras que têm mais potencial de mercado, principalmente quando for um livro estrangeiro já sucesso de vendas. Nesse caso, mesmo sendo "concorrente de si mesma", ela vai optar em promover a obra mais conveniente.
Já em editoras por demanda, todos os títulos têm o mesmo valor e ficarão de exposição no site para atrair novos clientes, além de possíveis compradores de livros na loja virtual.


Resumindo: editoras não são obrigadas a apoiar o autor e nem mesmo devem ser culpadas por isso. Sabemos sim que existem escritores preciosos no mercado, mas mesmo assim, eles ralaram muito para chegar até lá. E uma pergunta fica no ar: será que você está disposto a aprender e a se desenvolver neste caminho das pedras para fazer por merecer?


Leo Vieira

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® Leo Vieira- Direitos Reservados 


Uma mulher negra que vive no sul dos Estados Unidos, no século XX, sem perspectiva de vida, abusada e oprimida, escreve para Deus e conta tudo que se passa em sua vida.

Logo na primeira página, nos damos conta de como vai ser dolorosa a leitura. Levamos um baque ao ler que Celie foi abusada sexualmente pelo pai. Teve duas gravidez, mas em nenhuma delas pode ficar com os filhos porque o pai os tirou dela. Quando sua mãe faleceu, teve que cuidar da casa e dos irmãos. Não pode continuar os estudos, mas sua irmã Nettie ia para escola e tentava lhe ensinar tudo que aprendia. Quando Celie percebeu que seu pai começou a olhar de forma maliciosa para Nettie, fez de tudo para protegê-la, para que não lhe acontecesse o mesmo que com ela, pois sua irmã tinha grande potencial  para ser uma pessoa com um futuro melhor do que o dela.

Você finalmente realiza o sonho de publicar um livro! Junta uma boa grana, procura uma editora por demanda legal, investe nos registros, arte, revisão, diagramação, lote e quando lança... quase ninguém compra!
Você volta pra casa com aquela pilha inútil de livros e o volume é ameaçado pelas traças e mofo. Você negocia uma consignação com uma livraria e perde metade do que poderia lucrar com as vendas. Poucos exemplares são vendidos, isso porque naquela mesma época, a Disney promoveu um mega lançamento de diversos títulos de Star Wars e Heróis Marvel no formato de romances. As prateleiras foram todas tomadas e seus livros foram parar lá no canto da estante.
Você então é chamado para buscar os exemplares restantes e recebe o seu repasse das vendas que mais parece um comissionamento. Você então acaba fazendo uma liquidação pela internet e decide vender tudo a preço de custo, mas no fim das contas, você acabou tendo uma despesa maior. A solução é respirar fundo e praguejar o mercado literário nacional que menosprezou sua obra.

Prepare-se agora para a sacudida de quem também já passou por isso:
- Arrumar um culpado para os seus fracassos é uma atitude imatura.
- O fato de escrever uma boa história não é garantia para o êxito nas vendas.
- Editora por demanda é prestadora de serviço e não é obrigada a promover venda nem marketing de seu livro.
- Livrarias são comércios e não são obrigadas a darem mais atenção a livro nacional independente.
- O mercado editorial é para todos e assim como você, a Disney também está investindo (e muito dinheiro por sinal) para promover seus produtos nas versões literárias também.


Mas não desanime. Procure entender mais como os grandes autores e editoras fizeram para ganhar espaço neste mundo tão competitivo. Nem tudo é feito a base de dinheiro. Criatividade e esperteza para agir no momento certo conta muito e nos dá o merecido espaço.

Leo Vieira


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® Leo Vieira- Direitos Reservados 



"Esteja avisado: você está nas mãos de um escritor que não concede ou pede clemência. Ele vai exauri-lo... E quando você fechar este livro, ele vai entregar-lhe um dos maiores presentes que um escritor pode dar: ele vai deixar você querendo mais".
E é assim, com este prefácio de Stephen King, que o leitor inicia a leitura desse livro publicado pela editora Aleph em 2015.


Parceria boa é aquela em que todo mundo ganha não é mesmo? O autor e o blogueiro ganham divulgação, os dois viram amigos e todo mundo fica feliz. Mas e o leitor nesta hora? Ele não ganha? Fica esquecido? Não aqui! 
Pensando nisso, a autora Gislaine Oliveira se reuniu com as suas parceiras e juntas elas organizaram um sorteio muito especial. Neste sorteio, três leitores sortudos levarão para casa um presente muito especial. Você não vai ficar de fora, vai? 
REGULAMENTO: 


  • O sorteio ficará no ar a partir do dia 06/06 e se encerra no dia 09/07;


  • É necessário preencher as entradas obrigatórias do formulário; 


  • Na entrada "visite nossa página" é necessário que CURTAM a página, caso contrário a entrada não será válida;


  • Apenas as primeiras entradas são obrigatórias, as demais são opcionais, porém são chances a mais para você ganhar; 


  • É necessário ter um endereço de entrega em território brasileiro;


  • Os vencedores terão 48h para responder o e-mail, caso contrário, um novo sorteio será realizado; 


  • Os prêmios serão enviados em até 60 dias;


  • Os livros serão enviados pela autora Gislaine Oliveira, mas a mesma não tem qualquer responsabilidade por extravio ou perda por conta dos correios; 


  • Caso o livro retorne a autora, o mesmo poderá ser enviado novamente, mediante o pagamento do frete. 


  • Este é um livro autobiográfico, em que Solomon Northup nos descreve minuciosamente e de forma detalhada os duros anos em que foi mantido como escravo.

    A narrativa começa com Solomon refazendo seu processo de escrita do livro: "Meu objetivo é dar uma declaração simples e verdadeira dos fatos: repetir a história de minha vida, sem exageros, deixando para outros determinarem se as páginas da ficção apresentam um retrato de uma maldade mais cruel ou de uma servidão mais severa". (p.17). E faz uma breve apresentação de sua família, desde seu pai à sua esposa e filhos. Conta como ele se estabeleceu como violinista e sua esposa como cozinheira requisitada. Eles sobreviveram disso por uns tempos, até que decidiram ir em busca de mais estabilidade.