Uma polêmica das grandes! O que fazer quando a resenha encomendada sai negativa e ofensiva?
Isso pode acontecer principalmente quando o blogueiro é preconceituoso e decide atacar pela sua ótica pessoal. Infelizmente não se pode agradar a todo mundo.
Antes de tudo, vou ensinar como evitar esse constrangimento. Primeiro, antes de entregar o livro, procure saber qual o gênero literário preferido do blogueiro. Se ele tiver um gênero que odeia, procure saber também.
Depois, peça antes que o blogueiro leia ressaltando a qualidade textual e gramatical. Se o resenhista descer o sarrafo no seu livro de zumbis simplesmente porque ele odeia a temática, saiba que não foi pelo seu livro ter sido ruim, e sim porque foi somente pelo gosto dele.
Se por acaso a resenha correu solta, não alimente a polêmica. Ficar fazendo alardes, com lamúrias públicas só vai servir de lenha na fogueira. Isso é tentar apagar o fogo com querosene.
Críticas públicas vão aumentar o ibope do blogueiro. Além de criar uma situação desconfortável para todos. Existe uma regra para nunca usar o telefone quando se está bêbado. Também não devemos tomar atitudes quando estamos zangados. Isso também se aplica à internet. Relaxe, tome um café, dê uma volta na rua, leia um gibi, pense em coisas boas e depois tome uma atitude com disciplina.
Se você ficou extremamente ofendido, você pode pedir gentilmente que a resenha seja removida do blog. Se o blogueiro também quiser devolver o livro, agradeça.
Caso nem uma nem outra coisa seja feita, não toque mais no assunto. Também não se vingue, para que isso não prejudique o seu lado. Caso o rumo das postagens ofensivas lhe prejudicarem demais, tome medidas judiciais cabíveis.
E a vida virtual literária continua. Todos nós erramos e aprendemos a não repeti-los, nem confiar novamente em certas pessoas.


Conheça também o Coliseu dos Quadrinhos
® Leo Vieira- Direitos Reservados


O livro é dividido em duas partes. A primeira recebeu o título de Caderno de anotações. Nessa parte acompanhamos o processo de escrita de um livro pelo narrador-personagem de nome Pedro, seu relacionamento com Nina, que um dia resolver ir embora e lhe deixar com seus 17 cadernos de diários e também conhecemos sobre a família de Nina.
A segunda parte, Ficções, parece ser mais decisiva. O protagonista possui um relacionamento mau resolvido com seu pai, um velho que provoca aversão, mas que nos faz compreender os seus motivos para ter sido um pai tão pouco estimado pelo filho.
As duas partes não necessariamente se complementam, podendo até serem lidas de forma independente.

O texto é corrido, pontuado principalmente por vírgulas e pontos de interrogações. Não senti que chega a atrapalhar a leitura e acho que ainda se configura como originalidade da autora.
Inicialmente foi uma leitura um pouco difícil pelo paralelismo da narrativa, mas na segunda parte já estava mais acostumada à troca constante de narração.
O que mais chama atenção é o título do livro, soa poético e nos faz perguntar "como inventariar coisas que não existem?"

Carola Saavedra é uma autora premiada e reconhecida. Este é o seu quarto livro, publicado em 2014, os anteriores são "Toda terça" (2007), "Flores azuis" (2008) e "Paisagem com dromedário" (2010); todos foram publicados pela Companhia das Letras.

"Abro ao acaso, vejo que há um trecho sublinhado. Leio. Instintivamente, fecho o livro. O que fazer com as frases sublinhadas por outra pessoa, essa invasão, essa repentina intimidade". *(p.63)

"Talvez entre o eu te amo e o amor propriamente dito haja um espaço intransponível. Talvez o tempo que passa. Mas não apenas. Talvez um inevitável desencontro. Essa incoerência. Leio o texto como se fosse parte de um romance. Talvez seja isso, e quando o amor acaba resta apenas a ficção". (p.64-65)

"Um homem só controla seus pensamentos se for capaz de controlar o próprio, entenda isso". (p.73)

"(...) é preciso ser forte, forte o suficiente para que a própria estabilidade não dependa de mais ninguém". (p.80)

"É necessário ter coragem para possuir as coisas (...), porque coragem não é só sair por aí vociferando meia dúzia de ideias, coragem é ser capaz das coisas mais prosaicas, como ter coisas que te prendam a um lugar, que te amarrem, coisas que pesem sobre teus ombros." (p.102)




*A numeração das páginas citadas são referentes ao livro da foto.

A exposição Picasso e a Modernidade Espanhola esteve em São Paulo do dia 25/03 até 08/06, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Estive lá no dia 26/04 e venho contar para vocês como que foi.

Era fim da manhã de um domingo, faltava menos de uma hora para meio-dia e lá estava eu na fila, aguardando para entrar. Até que a fila não estava tão grande e até que estava andando rápido. Quem foi com mochilas teve que deixar no guarda-volumes, mas bolsas de ombro podiam entrar. A visitação começou no quarto andar e terminou no subsolo. Então, para subir, fomos direcionados para o elevador.

A exposição se inicia com o quadro O PINTOR E A MODELO, pintado em 1963, segundo a descrição  é a "metáfora do processo de criação e símbolo da criatividade inspirada pelas mulheres".
Seu desenho MULHER NUA DIANTE DE UMA ESTÁTUA, de 1931, "apresenta o dualismo entre o clássico e o estilo maneirista, entre a arte e a vida". Através da linguagem clássica, faz com que o real e o suprarreal estejam no mesmo plano.

CABEÇA DE MULHER, quadro de 1910, é composto por formas geométricas, com sobreposições de diferentes níveis.

RETRATO DE DORA MAAR, de 1939, é o famoso quadro a mulher com dois narizes. Uma curiosidade: a modelo do quadro foi sua amante tempos depois.

BUSTO E PALETA, de 1925, faz alusão à arte clássica e à natureza morta.

Percebe-se que é constante na obra de Picasso, a figura do Minotauro. Ele é o alter ego do artista, por meio dele, Picasso fala de si e da condição da arte e do artista na modernidade. O touro é a representação da brutalidade, mas por amá-lo, o humaniza em seus desenhos. Ver MINOTAUROMARQUIA, de 1935; e MINOTAURO CEGO GUIADO POR UMA MENINA.

Em GUERNICA, 1937, o artista dá atenção especial ao cavalo, que é a "representação simbólica do povo e que por isso aparece unido à mulher que sofre pelo filho morto". Sem dúvidas um de seus quadros mais conhecidos, que retrata as atrocidades da Guerra Civil Espanhola.

E a exposição termina com o mesmo quadro que iniciou: O PINTOR E A MODELO.

E essa é a parte do Picasso, a parte da "modernidade espanhola", conta com nomes como Pablo Gargalo: escultura "Silhueta de um homem jovem", (1933- 1934); Julio Gonzáles: escultura "Dom Quixote", (1929- 1930); Angel Ferrant: móbile "Mulher laboriosa", (1948); Joan Miró: pintura "Cabeça e aranha", (1925); Salvador Dalí: pintura "Arlequim", (1927) e mais uma infinidade de outros artistas.

A mesma exposição agora se encontra no  CCBB do Rio de Janeiro, desde o dia 24/06  e vai até o dia 07/09. Vocês cariocas, não percam a oportunidade!

Você já dedicou o seu tempo em alguma atividade social cultural? Seja lendo para crianças, ajudando em alguma biblioteca, entre outras cortesias, isso ajuda muito na sua biografia, além de ser uma atitude muito nobre.
Visite escolas conhecidas, faça contato com professores e peça um dia para se
apresentar. Já pensou no número de amigos na página e seguidores que ganhará?
Quando a gente faz uma boa ação, a gratidão nem sempre é instantânea. Podem sim aparecerem oportunistas, ingratos, críticas, entre outras decepções. Mas ao mesmo tempo, também aparecerão pessoas de valor que irão te ajudar e indicar sua atividade em um caminho certo.

Pensem nisso.

Conheça também o Coliseu dos Quadrinhos

® Leo Vieira- Direitos Reservados

Nos dias 12, 13 e 14 de setembro aconteceu na EFLCH, Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, da Unifesp, campus de Guarulhos, a VII Feira de Livros. O evento contou com a presença das editoras Cosac Naify, Editora 34, nVersos, entre outras. Todas com desconto mínimo de 50%.


Estive presente no dia 12 e comprei alguns livros. Algumas pessoas sentiram falta de mais opções de livros de Literatura, o que não seria ruim, mas tendo em vista que era um ambiente Acadêmico, é compreensível a predominância desse gênero. A editora UNESP e Editora da Unicamp se encarregaram disso.


"Baladas" é a reunião dos três primeiros livros de poesia de Hilda Hislt: "Presságio", "Balada de Alzira" e "Balada do festival".

Em "Presságio" (1950) nos deparamos com vinte e um poemas que versam sobre a solidão. Solidão de quem ama e a solidão do ser humano. Também fala sobre o amor. O amor correspondido, o amor que vê e não vê barreiras e o amor que nem chegou a ser.

"Me fizeram de pedra
quando eu queria
ser feita de amor"
(estrofe do poema VI, do livro Presságio).

"Balada de Alzira" (1951) é composto por dezessete poemas. Percebi que aqui Hilst já demonstra uma densidade e amadurecimento poético bem maior do que o encontrado no livro anterior, o que surpreende se nos atentarmos para o fato de que é só um ano de distância entre os dois livros.

"Há desconsolo
 permanecendo
 nos meus prelúdios
 de alegria.
 Só tenho a ti
 mas tão distante
 que não me houves.
 Chamo e pergunto
se não me queres
 mas o teu grito
de assentimento
 chega cansado
 ao meu ouvido
e assim cansado
 desaparece
 como um lamento".
(Estrofe do poema XIV, do livro Balada de Alzira).

Vinte poemas compõem "Baladas do festival". Aqui é mais comum a presença de rimas e de poemas mais descrentes da bondade das pessoas.

"Somos humanos e frágeis
 mas antes de tudo, sós".
(Estrofe do poema XX, do livro Balada do festival).

Ao final dessa edição encontramos uma vasta organização das obras publicadas da autora, separados por gênero: poesia, ficção, dramaturgia, coletâneas. Livros seus que foram traduzidos, bibliografias que se encontram em livros, artigos, teses, dissertações, jornais e por fim, uma cronologia suscinta da vida de Hilda Hilst.


De vez em quando essa polêmica aparece, abalando alguns autores e até dando certa preocupação para algumas editoras. Várias vezes li postagens de autores reclamando publicamente quando descobrem que o PDF de algum livro foi parar em blogs para download ou até pior, quando é comercializado clandestinamente em site estrangeiro de download. O que fazer então diante dessa situação?
Ter um livro pirateado não é o fim do mundo nem para você e tão pouco para a editora. Todo livro que alcança popularidade corre esse risco. E quando isso acontece, não significa que as vendas irão despencar. Em algumas situações, acontece até mesmo o inverso.
Lembre-se que o leitor precisa de alternativas para ler o seu livro. O PDF acaba
sendo uma delas. Se a editora não se importar, disponibilize mesmo.

Eu também estarei disponibilizando vários livros e gibis grátis. Isso acaba se tornando um medidor de investimento. E nunca deixe de investir na qualidade e visual de suas obras.

Leo Vieira


Conheça também o Coliseu dos Quadrinhos
® Leo Vieira- Direitos Reservados

Esse ano a Bienal do Livro vai acontecer no Rio e só tenho visto a divulgação dos autores internacionais que estarão presentes, mas e os autores nacionais? Eles também estarão lá, mas ninguém fala. Pensando nisso, resolvi fazer essa postagem para divulgar os autores nacionais que estarão na Bienal.

A Bienal do Livro Rio começará no dia 03 de setembro e irá até o dia 13 de setembro. Acontecerá no Riocentro, na Avenida Salvador Allende, 6.555- Barra da Tijuca.



"Clarice," é a biografia de Clarice Lispector escrita por Benjamin Moser. Uma biografia completíssima, que vale muito a leitura. Tão completa que até Carolina Maria de Jesus é citada.
O livro é dividido em 45 capítulos não muito curtos mas também não muito longos e em cada um descobrimos uma Clarice frágil, misteriosa, determinada. Uma Clarice que carregou por toda vida a culpa pelo que aconteceu com sua mãe, uma Clarice com uma grande dependência psilógica.

Achei bacana que o livro não aborda só a vida da autora, mas também o contexto histórico da época de seu nascimento, tudo que sua família teve que passar até conseguir chegar ao Brasil e tudo o que ainda tiveram que aguentar mesmo estando no Brasil. É quase uma aula de História em alguns momentos, especialmente quando Moser relata a situação dos judeus e é revoltante e doloroso ter consciência do quanto o ser humano é desprezível por ser achar superior a uma raça quando na verdade somos todos humanos e só isso deveria bastar: "De 1921 a 1922, 1 milhão de pessoas morreram de fome na Ucrânia. Em 1922 Quisbuing estimava que, dos 3 milhões de judeus do país, o número de judeus que sofrem fome e doença é menor do que 2 milhões".

"Um áspero cacto" é o título do trigésimo primeiro capítulo. É um dos mais curtos do livro e foi um dos que mexeu muito comigo. Nele, Moser fala sobre o dia em que Clarice, após tomar um monte de remédios para dormir, pega no sono com um cigarro acesso e provoca um incêndio em que fica gravemente ferida com queimaduras de terceiro grau.

É um livro que vale muito a pena ser lido. Foi a primeira biografia que li, me despertou o interesse no gênero.

O livro ficou parecendo um arco-íris, cheio de post-its coloridos. Então, para não ficar só em minhas palavras, deixo aqui algumas das citações.

"Ela se debateria ao longo de toda a vida entre a necessidade de pertencer e a tenaz insistência em manter-se à parte" *(p.22)

"(...) O que importa na vida é estar junto de quem se gosta. Isso é a maior verdade do mundo". (p.245)


" Às vezes no amor ilícito está toda a pureza do corpo e alma, não abençoado por um padre, mas abençoado pelo próprio amor". (p.436)


"Uma pessoa simplesmente não pode sobreviver sem ceder um pouco de sua liberdade e aceitar os laços necessários que a unem aos outros". (p.510)



*A numeração das páginas citadas são referentes ao livro da edição pocket.

A Maratona Literária de Inverno 2015 (#MLI2015), que eu participei esse ano, teve início no dia 6 de julho e terminou no dia 3 de agosto.

Não consegui ler todos os livros que me propus mas fiquei satisfeita com o resultado. Dos 9 que havia separado, 6 deles finalizei a leitura e 3 não deu tempo.

Lidos:
Lavínia e a Árvore dos Tempos- Lucinei Campos
Caminhos Infernais- Larissa Sposito
Assalto ao Banco Central- J. Monteiro e Renê Belmonte
O oceano no fim do caminho-Neil Gaiman
Da boca pra dentro- Yohana Sanfer
Relatos de um mundo sem luz- Jan Santos
Clarice, Uma biografia- Benjamin Moser



Não lidos:
As duas faces do destino- Landulfo Almeida
Al-Aisha e os esquecidos- Marcel Colombo
Fragmentos de uma mente em construção


Você já pensou nisso? Um jornal não precisa ser exatamente literário. Ele também pode explorar outros temas culturais e artísticos e ainda assim, ganhar um bom destaque. Para tal realização, você também não precisa exatamente ser um jornalista ou expert.
Você pode criar jornal sobre literatura, sobre pinturas, sobre poesia, sobre
histórias em quadrinhos, sobre religiões, entre outros temas.
O conteúdo precisa ser diversificado, sem sair do rumo do jornal. Voce começa com um editorial (boas-vindas do editor e um pequeno comentário sobre o que espera passar com a edição), depois vai para as colunas, que podem ser com textos didáticos, entrevistas, curiosidades, lançamentos, etc.
Fotos e ilustrações também são importantes, sempre mencionando o autor e procurando não sair da temática.

Faça a distribuição pela sua rede de contatos e procure monitorar o andamento das edições. Caso evolua, comece a pensar na captação e também na possível versão impressa.


Acompanhe a campanha de incentivo à leitura "Leia + Livros", do Leo Terário.
® Leo Vieira- Direitos Reservados