Uma das diversas atividades que servem para contemplar os leitores e enriquecer a biografia do escritor é a "Festa do Livro". Seria uma feira literária? Não exatamente. Seria então um evento cultural? Também. A Festa do Livro é muito mais do que isso.
Esse tipo de atividade reúne tudo o que é de legal no mercado editorial, inclusive o público. Ele não é só destacado para uma feira de livros, como também acrescenta tudo que é voltado na publicação do autor e tudo mais que for relativo.
Exemplo: você escreveu um livro ou vários ambientados na cultura cigana. Desta forma, você pode criar uma festa totalmente com esse tema, reunindo música, dança, decoração, figurino, culinária e o stand de venda das obras.

Caso você não tenha livro publicado, ou seja blogueiro, você pode organizar com o tema dos seus livros preferidos. Reúna as ideias ou a equipe e não deixe de realizar esse grande sonho.

Leo Vieira

Acompanhe a campanha de incentivo à leitura "Leia + Livros", do Leo Terário.
® Leo Vieira- Direitos Reservados 

Nesse livro entramos em contato com a divergência de duas famílias. A família de Howard Belsey e a de Monty Kipps. Howard é um professor universitário, é branco e é casado com Kiki, uma enfermeira, negra e eles são pais de de três filhos: Levi, Zora e Jerome. Monty é casado com Carlene e eles são pais de dois filhos: Victoria e Michael.

O livro começa com Jerome enviando e-mails para o pai relatando sua experiência como estagiário de Monty Kipps e na sequência, conta como se apaixonou pela filha dele, Victoria, a ponto de querer casar com ela, mas descobre que o desejo de casamento não era recíproco. Humilhado e desiludido, volta para casa e passa alguns dias curtindo sua dor, até que um dia resolve juntar a família e ir em um converto do Mozart. Foi nesse dia que Carl, ainda que de alguma forma personagem secundário, aparece na história.

um tempo depois, Monty Kippss é convidado para dar aulas na Universidade de Wellington, a mesma que Howard leciona. Issó só serve para intensificar o embate que há entre os dois: Howard é liberal, Monty consevardor; Howard não tem religião, Monty é cristão; Howrd é denfesor das Ações Afirmativas na uni versidade, Monty é contra.

Narrado em terceira pessoa, o livro trabalha com temas variados como a imigração de haitianos para os Estados Unidos, o multicolorismo, a amizade, infidelidade, mas não se aprofunda em nenhum especificamente.

No início, algo que me incomodou um pouco foi a quantidade de diálogos presentes nas primeiras trinta páginas e a forma como carregada de gírias que um dos personagens falava.

Algo interessante é a presença da Academia no livro. Não há muitos que exponham o funcionamento das universidades.

Foi publicado aqui no Brasil em 2007, pela Companhia das Letras, com a tradução do escritor Daniel Galera. Temos também outros livros da autora: "Dentes Brancos" (2003), "O Caçador de Autógrafos" (2006) e o mais recente "ZW" (2014).


Há algum tempo, uma escritora me procurou por telefone, indicado por uma amiga em comum. Conversamos um tempo e ela foi me falando de um projeto literário internacional que ela queria desenvolver com a minha ajuda. Enquanto ela ia falando, fui fazendo um levantamento do nome dela na rede e buscando o máximo de informações possíveis. A tal colega escritora também era confreira minha de uma das academias de letras em que participo (porém nunca a tinha visto nas reuniões, nem em solenidades).
Continuei perguntando sobre o que ela tinha em mente, porém era uma ideia muito vaga e improvável da parte dela. Queria que o livro de poesias fosse traduzido e lançado no exterior porque acha que faria sucesso (alegava isso somente porque um casal de poetas estrangeiros elogiaram os poemas dela).
Expliquei como funcionava o esquema de publicação exterior e ressaltei a importância de desenvolver paralelamente a biografia nacional. Pedi inclusive que me enviasse poemas, textos e outras referências bibliográficas para que pudesse publicar e divulgar nas páginas da academia na qual eu também administro as páginas. E cadê que ela se importou em me responder?

Meus conselhos sempre são a nunca tentar construir uma casa pelo telhado e também a ter a humildade para absorver críticas construtivas.  


Leo Vieira

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Nesse livro, Leo Auberg narra detalhadamente tudo que vivenciou no campo de trabalho, quando foi forçado a ir com apenas dezesste anos, porque Stálin obrigou a todos de origem alemã a trabalhamrem de forma forçada como um meio de reconstruir a união soviética e de pagar pelos crimes de guerra.

No campo de trabalho, Leo e todos que também foram forçados a irem, viveram de forma desumana, passaram fome, morreram. Mas Leo tirou sua força das palavras. A título de exemplo, se apegou na frase dita por sua avó no momento da despedida: "Eu sei que você vai voltar". E nos cinco anos que ele esteve lá, essa frase nunca foi esquecida. É surpreendente o quanto Leo Auberg amadurece em pouquíssimo tempo, o quanto uma experiência como essa é devastadora. Mesmo depois de sessenta anos após ter obtido liberdade, ele nunca pode esquecer tudo pelo que passou. Se sai do campo de trabalho, mas o campo de trabalho fica dentro de quem passou por lá para sempre. E o tempo que Leo passou no campo de trabalho é o que é mais é falado no livro, das 304 páginas, 264 é sobre os cinco anos que ele esteve lá.

No início, há um certo estranhamento porque não há pontuação, é tudo intenso, cíclico, dentro de uma narrativa rígida, mas no decorrer do livro o leitor vai se acostumando e percebe também que a autora personifica coisas que são subjetivas, como a fome e a dor.

É um livro triste e reflexivo. Era planejado que a autora, junto com o poeta Oskar Pastior fizessem algo juntos, baseado nas lembranças da época em que ele viveu no campo de trabalho, mas em 2006 Pastior veio a falecer, então Herta Müller transformou as anotações que tinha feito, nesse livro, publicado em 2009, mesmo ano que a autora ganhou o Nobel.

Foi publicado aqui no Brasil em 2011, pela Companhia das Letras. É preciso dar destaque para a tradução da Carola Saavedra, que traduziu do alemão.





No começo nos deparamos com uma introdução muito digna e justa, do Rodrigo Lacerda. O livro em si, é basicamente a reunião de quatro livros do autor e outros contos que foram publicados em revistas. Desse modo, a divisão fica: "Contos reunidos", "Você poderia ficar quieta, por favor?", "Do que estamos falando quando falamos de amor", "Fogos", "Catedral" e "Contos recolhidos".

Os contos de "Do que estamos falando quando falamos de amor"são os que sofreram os cortes do editor Gordon Lish. A versão original desses contos foi publicada no livro Iniciantes, lançado em 2009 pela Companhia das Letras. Eu, que li tanta a versão integral quanto esta alterada, acredito que os originais são melhores. Lish cortou muita coisa, acrescentou outras,alterou títulos, mas percebi que no final de cada conto, a essência não se encontrava mais lá. Ele deixou os contos sem aquele baque de realidade, sem essência. Como foi o caso de um dos contos mais longos e tristes de Iniciantes, que é o conto "Uma coisinha boa". Na versão de Lish o título foi alterado para "O banho", foi extremamente compactado e com isso a essência, aquilo que fez com que fosse triste e tocante, se perdeu totalmente.

"Catedral" é um dos livros mais conhecidos do autor e eu confesso que estava ansiosa para chegar no conto de mesmo nome. Nele, um casal vai receber um cego, amigo da mulher e narração é feita pelo marido, que além de estar tomado pelo ciúmes, também não sabia como agir por ter uma visão um tanto preconceituosa dos cegos. Mas quando ele conhece Robert, o cego, passa por um processo de desconstrução muito grande. Robert é totalmente diferente do que ele esperava: é barbudo, fuma é simpático. E no final do conto, o marido fica encantado por ter sido capaz de desenhar uma catedral de olhos fechados. É um conto bastante tocante.

Todos os contos são narrados de forma a prezar pela economia de adjetivos e de cenas. Narram pequenos problemas da vida comum. Muitos deles retratam famílias desestruturadas e algo muito recorrente é personagens, na sua maioria homens, que apresentam algum tipo de problema com o álcool, alguns procuram tratamento, outros não, em algumas situação há o desgaste da vida familiar e relacionamentos desfeitos por conta desse vício. Acredito que isso, a constante presença do álcool, se deva ao fato do próprio Carver te tido problemas com ele ao longo da vida".

Este livro é um calhamaço. São um pouco mais de 700 páginas de contos que apresentam a mesma estrutura, os mesmo assuntos e chega uma hora que acaba ficando tudo muito repetitivo. Por causa disso é bom fazer a leitura de forma mais espaçada e não ler tudo de uma vez só.





Essa lamúria tem se tornado um mantra a ser repetido constantemente por escritores frustrados. Tem se tornado uma ladainha irritante, principalmente por aqueles que caem na arapuca da editora por demanda, gastando muito dinheiro por um volumoso lote de livros que acaba entulhado em algum cômodo da casa.
Então o escritor nacional é realmente desvalorizado? Nem sempre. Eu diria mais; o escritor desconhecido. Isso porque para despertar interesse, é preciso que o escritor tenha alguma referência e indicação. Para ser valorizado, é preciso fazer algo de valor.
- Um blog é muito importante para postar suas dicas literárias, resenhas e/ou sua linha de pensamento sobre algum assunto interessante;
- Interação com outras redes sociais também irá fazer com que você tenha o seu público cativo. Experimente também postar seus textos em outros blogs parceiros. É uma forma legal de divulgar e também ser divulgado;
- Participe de atividades no meio acadêmico, como solenidades, festivais, eventos literários, feiras de livros, etc. Poste fotos, diplomas, certificados e tudo o que servir de referência biográfica;
- Participe também de antologias, recitais e qualquer outra coisa onde o seu nome estará impresso e divulgado;
- Acompanhe as novidades nas Secretarias de Cultura e Educação em sua cidade. Nas cerimônias abertas na Câmara, sempre pode haver oportunidade para que você opine e participe;
- Toda cidade tem evento cultural. Não é possível que você nunca fica sabendo disso;
- Seja voluntário em bibliotecas e escolas. Seu nome sempre será uma referência de benemérito.

Não se esqueça de que não adianta tentar ser valorizado se não faz por onde nem mesmo para ser reconhecido.

Leo Vieira

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Leitura essencial para autores iniciantes:
Volta e meia tenho acompanhado nas postagens dos colegas literários sobre suas "conquistas" editoriais. Colocam textos carregados de entusiasmo ou então a foto assinando um papel, alegando ser o tal contrato. Isso pode até funcionar para leigos, mas para quem está mais informado sobre as tramitações literárias, pode demonstrar uma grande incoerência, além de ingenuidade.
Quando isso acontece, eu faço questão de saber qual editora que o colega está "assinando" um contrato. Se é uma editora por demanda, acabou de pagar mico.
Já comentei sobre isso, mas sempre preciso ressaltar: ninguém assina contrato
editorial com editora por demanda. Com editora por demanda, o autor assina um contrato de prestação de serviços.
No contrato editorial, a editora banca tudo, inclusive registros, revisão, arte,
impressão e distribuição, prestando contas da venda depois. No contrato de prestação de serviços, o autor/cliente paga pelos serviços, onde a editora não tem nenhuma responsabilidade pelo desenvolvimento comercial da obra. Inclusive, na maioria das vezes, as editoras por demanda não avaliam a qualidade literária da obra, podendo publicar algo bom ou ruim (desde que paguem por isso).
Isso não significa que impressão por demanda é algo pejorativo (o meu livro também é por editora por demanda). Muitos autores iniciantes começam desta forma, ou até mesmo de forma independente.

Postar foto de um contrato de editora por demanda é o mesmo que postar foto de um carnê de um sofá comprado à prestação.

Leo Vieira

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