Nos dias 22 e 23 de novembro de 2014, aconteceu em São Paulo, no Memorial da América Latina, um dos maiores eventos voltados para a população negra: Flink Sampa AfroÉtnica.

O Evento contou com a presença de ilustres convidados. Entre eles, Cristiane Sobral. Autora que lançou em 2011 o livro de poemas "Não Vou Mais Lavar Os Pratos". Livro que fez muito sucesso e já está indo para a terceira edição. Para a Flink, ela levou seu lançamento mais recente: "Só Por Hoje Vou Deixar O Meu Cabelo Em Paz". Livro que foi lançado agora em 2014.  Já aproveitei para adquirir o meu antes que acabe.


Além da Cristiane Sobral, que para mim era a grande atração da festa, havia também stands de editoras. Duas delas são a Zumbi dos Palmares e a Companhia das Letras. Nas quais comprei mais algumas coisas. Na Zumbi comprei uma eco- bag do evento com a Carolina Maria de Jesus estampada, comprei o livro dela, "Quarto de Despejo", este para dar de presente e na Companhia comprei o livro "12 Anos de Escravidão", que estou com muita vontade de lê-lo, apesar de saber que não vou pode fazer isso antes de janeiro.




Fiquei muito feliz de poder ter participado do evento e espero ano que vem poder estar lá novamente.

O escritor pode trabalhar em diversas plataformas sempre em seu mesmo ofício de criar, elaborar, formular e escrever muitos textos em vários segmentos e temáticas. O escritor publicitário e/ou jornalista pode escrever diversos textos para compor uma grade de programação na televisão ou rádio. Páginas de internet, redação de jornal, entre outros textos de apresentação comercial também são fartamente atualizados com as criações do profissional literário.
Um dos detalhes onde pode ocorrer divergências comerciais é quando um escritor é contratado para desenvolver trabalhos onde não confia ou não tem afinidades. Mas como em todo trabalho, nem sempre o profissional aprecia a sua rotina. A questão do escritor passa a ser mais delicada porque ele precisa passar credibilidade e nessa hora quem fala é o "Eu" profissional da empresa, através do escritor contratado.

No caso da política, como em todo departamento de marketing, o profissional terá que desenvolver um bom histórico do cliente, que é o candidato e também o seu partido. Quando a oportunidade surgir, procure que seja com um partido que já tenha afinidade e com candidatos que já tenha um certo conhecimento. Seja o mais honesto possível e cuidado com alianças que possam obstruir seu caminho literário para futuros clientes.

Leo Vieira

O roteiro empregado em gibis e tiras é menos textual e mais visual. Por esse motivo que a ação e o humor devem ser mais desenvolvidos, porque a narração passa a ser um pouco desnecessária, dependendo do enredo.
O roteiro de tira funciona como uma piada. A piada deve ser rápida e prática, sem rodeios, porque fará algo que conhecemos no teatro como "golpe cênico", que é quando uma cena não precisa ser esmiuçada. A plateia capta e reage na hora (com risos, surpresa ou emoção), demonstrando entendimento.
Exemplo: qualquer cena engraçada, trocadilho ou pensamento filosófico pode ser transformada e adaptada para uma tira. Tudo dependerá da praticidade e criatividade.
Já o roteiro para quadrinhos exige enredo. Precisa-se pensar no que você quer focar ao elaborar a aventura de humor ou de ação para o seu personagem e os seus coadjuvantes.
Uma dica para se ter muita criatividade e desenvolvimento para os seus personagens é desenvolver a biografia dos personagens e a trama em volta. Há mais de 80 anos que a Família Disney se estende e por centenas de milhares de histórias em quadrinhos. Isso porque todos nós conhecemos o que acontece em sua "civilização". O Mickey, apesar de ser um camundongo antropomórfico, é o típico jovem adulto americano, com seus problemas pessoais como um emprego modesto, pouco dinheiro, um noivado atrasado, os sobrinhos para tomar conta, entre outros eventuais problemas. Junto com isso, ele também tem bons amigos e alguns inimigos que são necessários para que ele tome decisões inteligentes. Esse arquétipo também é empregado no Donald, na Minnie e na Margarida (os três também são jovens adultos com noivado, emprego simples, pouco dinheiro e sobrinhos sob suas responsabilidades).
Outro exemplo são os super-heróis dos quadrinhos. Se você perceber pelo menos 98% deles são órfãos. O impacto da tragédia e da perda que os motivam a tomar uma atitude punitiva a favor da sociedade, sempre com um apelo extravagante. O vilão que transforma o herói. Quanto mais o herói ficar atrelado à problemas pessoais, como a família, emprego e relacionamentos, mais humanizado ele se tornará, ganhando identificação e caindo no gosto dos leitores. E para dar mais construção e desenvolvimento, é só investir na biografia dos personagens coadjuvantes, com drama e humor na medida certa.

Quando for desenvolver roteiros para uma série de personagens, seja infantil com humor ou jovem com ação ou até mesmo adulto com drama, primeiramente elabore toda a biografia do grupo de personagens, além da história do local. Desta forma, qualquer temática fluirá naturalmente para desenvolver qualquer tipo de história.

Leo Vieira


Este é o modesto conselho que a maioria dos grandes empresários deixam para quem quer se aventurar no mercado cultural, artístico e/ou literário. Muitas vezes podemos ser pegos de surpresa e não ter um material suficiente para o momento de um possível contrato.
Quando um livro é muito bom, a tendência é que o leitor adquira o máximo possível.
Muitos atendentes de livrarias revelam que há clientes que entram para comprar uma lista de livros de um mesmo autor somente pelo fato de ter gostado de uma das obras. Nesta mesma linha, o repertório musical de um artista também passa a ser pesquisado e o fã de um filme passa a colecionar uma série de produtos relacionada a série.
A intenção não é despertar uma megalomania desenfreada ao escritor, mas sim abrir a mente para uma ótica mais comercial e abrangente onde esse alvo cultural possibilita. A arte pode ser transmutada para muitas outras plataformas.
Não adianta você criar um personagem e somente ter uma dúzia de tiras e ilustrações. Ou então um livro inacabado, ou uma música somente incubada pela melodia ou refrão. Personagens de quadrinhos devem ter centenas de tiras prontas, um escritor deve ter dezenas de livros preparados, um músico deve ter um repertório imenso reservado, etc.

Os clientes não vão querer ouvir desculpas e sim soluções. Quando for assinar o seu primeiro contrato, leia todas as cláusulas e tenha certeza de que é capaz de cumpri-las antes do prazo.

Leo Vieira

Eta, que o Enem chegou! Eta, que o Enem passou! E o que fica desse Enem, por enquanto é: Que o que a vida quer da gente é coragem. Como pode-se constatar na imagem abaixo:


Estava disposta a não corrigir minha prova agora e só corrigir quando saísse o gabarito oficial. Mas não me aguentei e fiquei pensando que o que for de ser será, já que agora já não há mais nada a ser feito. E lá fui eu atrás de gabaritos extraoficiais. Pra quê? Me respondam pra quê !? Agora não sei se entro em depressão agora ou se deixo para entrar em depressão quando sair o gabarito oficial. Vou ficar com a segunda alternativa e esperar ansiosamente pelo dia 12.

Agora é continuar minha rotina de estudos para o vestibular da Unesp, dia 16 e a Fuvest dia 30.

Ah, ia esquecendo. Já comentei aqui que conheci pessoalmente uma pessoa que conheci aqui na blogosfera. Moramos pertíssimo e descobrimos que íamos fazer o Enem no mesmo local. Hoje chegamos mais cedo, ficamos conversando e voltamos juntas. Claro, tiramos uma foto para marcar esse momento. Ela, a Márcia, é uma pessoa que me ajudou muito. Me emprestou um livro que faz mais de um ano que estou com ele, quando fui em sua casa, ela me emprestou uma blusa de frio na volta e ainda me emprestou um dos livros que está na lista da Fuvest: "A Cidade e as Serras". A Márcia é mesmo uma fofa. Corações para ela.


Eu não tinha este rosto de hoje, 
assim calmo, assim triste, assim magro, 
nem estes olhos tão vazios, 
nem o lábio amargo. 

Eu não tinha estas mãos sem força, 
tão paradas e frias e mortas; 
eu não tinha este coração 
que nem se mostra. 

Eu não dei por esta mudança, 
tão simples, tão certa, tão fácil: 
— Em que espelho ficou perdida 
a minha face? 

Por Arsenio Meira

"Antes soubesse eu / o que fazer com estrelas na mão."

Hilda Hilst começou a publicar poesia em 1950, aos vinte anos de idade, ainda estudante na Faculdade de Direito do Largo São Francisco.O primeiro livro,"Presságio", e os seguintes, "Balada de Alzira" e "Balada do festival, " anteriormente excluídos das reuniões de poesia da autora, ressurgem no presente volume. O que pode levar o leitor a conjecturar que, os primeiros lances de sua poesia estão mais para o ensaio visando voos futuros do que propriamente a realização esteticamente efetiva das marcas centrais de sua escrita. Não é assim.

Hilda Hilst sempre guardou uma posição de afastamento em relação aos principais movimentos do cenário das artes nacionais. Ela passa a impressão de que sempre permaneceu absorta em sua singularidade. O início de sua produção poética já mostra uma dicção segura. O livro gira praticamente todo em torno da necessidade e ausência do amado. Da falta, do vazio que deveria ser preenchido por uma comunhão no amor, são tecidos os poemas. A poeta apresenta-se mais uma vez como aquela que faz do amor o objeto primeiro de seu canto, associado à passagem do que é perecível e à busca do sempre inalcançável, que a um só tempo escapa a toda a procura e cria um movimento incessante.

A condição de isolamento do poeta e uma poesia que não faz concessões à convenções, embora permaneça muitas vezes, diferentemente de outros modernos, afeita às estruturas do pensamento discursivo, pretendem permitir também o escape da capacidade de absorção que ameaça as obras de arte na sociedade de consumo, quando a possibilidade de se provocar estranhamentos já não mais existe. Ao recusar o elogio da rotina ou das promessas da sociedade do espetáculo, mostrando o desconforto da vida, o grotesco do homem e de sua condição, um universo de dores e angústias, a poesia de Hilst reitera a repulsa a um mundo vulgar e banal. 

Ao contrário do que faz a indústria do entretenimento, baseada no princípio de satisfação do cliente, a autora apresenta-nos os difíceis estados de privação. Contrapondo-se a toda a facilidade do espetáculo, a obra poética da autora comprova a sua radicalidade moderna. Ao invés do apaziguamento, o que resta aqui é a angústia. Angústia como índex do mais límpido estatuto poético.

Hoje, que seja esta ou aquela,
pouco me importa.
Quero apenas parecer bela,
pois, seja qual for, estou morta.

Já fui loura, já fui morena,
já fui Margarida e Beatriz,
Já fui Maria e Madalena.
Só não pude ser como quis.

Que mal fez, essa cor fingida
do meu cabelo, e do meu rosto,
se é tudo tinta: o mundo, a vida,
o contentamento, o desgosto?

Por fora, serei como queira,
a moda, que vai me matando.
Que me levem pele e caveira
ao nada, não me importa quando.

Mas quem viu, tão dilacerados,
olhos, braços e sonhos seus,
e morreu pelos seus pecados,
falará com Deus.

Falará, coberta de luzes,
do alto penteado ao rubro artelho.
Porque uns expiram sobre cruzes,
outros, buscando-se no espelho.

Essa semana, fui pela primeira vez no Centro Cultural de São Paulo. E tive que acalmar meu coração, porque de modo contrário,  teria um ataque cardíaco lá dentro. O motivo: A biblioteca. É enorme e tem uma grande diversidade de títulos. Desde livros da literatura russa, oriental, americana... até livros técnicos. Não deu para ver todos os livros, porque eram uma infinidade, mas penso que qualquer livro que se procurasse lá era capaz de ter.

Eu fiquei tão encantada. Muitos dizem que o paraíso para eles são as livrarias, já para mim, são as bibliotecas. Eu piro dentro de bibliotecas.
E lá estava super cheio. A grande parte das mesas, que eram muitas, estavam cheias de gente. As pessoas vão lá estudar, fazer trabalhos, relaxar...
Eu quis tirar algumas fotos para vocês, mas fiquei com vergonha, dado o tanto de gente que tinha lá. Mas talvez eu vá lá pelo menos uma vez por semana para estudar e mesmo quando passar os vestibulares, planejo frequentar lá com mais frequência, até porque é cerca de meia hora do meu trabalho, e aí eu tiro algumas fotos.

Sei que foquei mais na grandeza da biblioteca, mas vale ressaltar também que o espaço é o que o nome diz, um centro de cultura. Um grande centro de cultura, diga-se de passagem. É uma lindeza. Tem até um jardim suspenso.

Para não ficar só em minhas palavras, eis algumas fotos retiradas da internet.

 Para saber mais, vale a pena dar uma lida nesse texto aqui.