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No exército do grande Carlos Magno, fazia parte um cavaleiro que simplesmente não existia. Era pua e simplesmente uma armadura por fora, mas por dentro era o vazio que se fazia presente. O nome desse cavaleiro era Agilulfo. Ele era uma pessoa (ou uma não-pessoa) correta, digna de respeito, que fazia tudo de acordo com a perfeição, quase um perfeccionista, e tudo isso pra suprir sua inexistência.

Nesse mesmo exército tinha um outro cavaleiro, Rambaldo, que o admirava muito mas que foi forçado a o ver como um rival em detrimento do amor. É aí que surge o triângulo amoroso: há Agilulfo, há Rambaldo e há Brandamante. Rambaldo ama Brandamante que ama Agilulfo que não ninguém.

Um certo dia, surge nesse exercício um jovem chamado Torrismundo que se diz filho de uma donzela que Agilulfo disse ter salvo das mãos de homens maus intencionados, preservando sua virgindade. Agora, Agilulfo tem que ir atrás dessa moça para que ela confirme que é verdade e desse modo manter sua honra.

Por vezes, Calvino faz uso de uma redundância excessiva e desnecessária. Mas fora isso, mantêm sua característica de sempre surpreender e de criar surpresas para o leitor, que imagina um término para determinada situação, mas quando vai ver, o desfecho é algo completamente inesperado.


Esse popular sistema que flagra as ações duvidosas de jogadores de futebol e também dos cavalos na corrida também se aplica na literatura. Isso porque quando escrevemos, nem sempre vamos acompanhar o andamento da história somente pela ótica do narrador. Existem diversos personagens que estão em ação contínua paralela com o protagonista. Neste caso, o autor deve ter atenção para não deixar um determinado personagem no vácuo. Existem situações em que um personagem simplesmente "dorme no ponto" e depois no momento decisivo ele aparece do nada. Isso é incoerência literária.
Quando for tirar o personagem de cena, o autor deve deixar subentendido o que ocorreu fora de cena, seja como for. Os personagens inseridos devem estar em harmonia como se fossem uma engrenagem. Isso deixa a história tão interessante e sustentável quanto um enredo paralelo.
Como treino, antes de escrever, desenvolva os enredos paralelos separadamente. Depois, organize os argumentos, frisando em alguns personagens. E nunca deixe de revisar.



No dia 09/08 vai haver o grande evento do mês de agosto no Rio de Janeiro.
Estarão presentes 33 autores e dentre eles:
-Janaína Rico (autora de "Apimentado" e "Ser Clara");
-Leo Viera (autor de Alecognição);
-Lucinei Campos (autor de "Lavínia e Árvores dos Tempos");
-Yohana Sanfer (autora de "Da Boca pra Dentro").
Quem for do Rio e puder comparecer, garanto que será um dia mais do que maravilhoso.
É um evento imperdível!!!

Data: 09/08/2014 (Sábado)
Horário: 14:00 às 22:00
Local: Centro Educacional Azevedo Lima – CEAL - Rua Comandante Ari Parreiras, 2450 – Paraíso - São Gonçalo. (Via Principal)
*Ao lado da Caixa Econômica do Paraíso, próximo ao Colégio MV1.

Entrada: 1 Kg e alimento não perecível (para o Abrigo Cristo Redentor, de São
Gonçalo). 


Escrever resenhas dos livros do Kundera é uma tarefa uma tanto complicada dada a profundidade de seus
livros, e com esse não foi diferente; tanto que demorei dias para escrevê-la e nesse meio tempo, sempre oscilando entre escrever e não escrever. Eis que me decidi por escrever, mas deixo bem claro, que a resenha que se segue, não faz jus, de forma alguma, ao livro.

Por causa de uma simples brincadeira, o futuro de um homem e totalmente comprometido na época em que o comunismo era quase uma religião.

Ludvik era um jovem estudante que fazia parte do Partido, mas nas reuniões em que cada um avaliava o comportamento do outro afim de melhorarem, ele era constantemente acusado de individualista e de não levar as coisas à sério. De fato, Ludvik era muito brincalhão e foi por causa de uma de suas brincadeiras que sua vida mudou drasticamente. Ela namorava uma moça chamada Marketa, que teve que fazer uma viagem obedecendo ao Partido. Durante esse período em que os dois ficaram separados, se comunicavam por cartas. Ludvik, sabendo da ingenuidade de sua namorada e querendo feri-la, lhe escreve um cartão-postal com os seguintes dizeres: “O otimismo é o ópio do gênero humano! O espírito sadio fede a imbecialidade. Viva Trotski!” Claro que esse cartão foi interceptado e Ludvik foi duramente castigado: foi expulso do Partido, impedido de continuara seus estudos e ainda foi obrigada a prestar serviços militares. No dia de seu julgamento, todos, sem exceção, levantaram a mão contra ele. O que fez com ele se tornasse uma pessoa incapaz de confiar nos outros.

Durante sua prisão, num dia de folga, ele conheceu Lucie. Uma jovem tímida, com roupas simples, que passava o tempo no cinema. Desde então, nas folgas de Ludvik, os dois se encontravam.

Uma característica marcante nos livros do Kundera é a forma como ele escreve, sempre intercalando a história de uma personagem com a de outras e no final sempre ficamos surpresos ao constatar que está tudo interligado.

Sobre esse livro, é de fácil compreensão, mas é bom termos uma base do momento histórico retratado no livro para facilitar as coisas.

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Por Arsenio Meira

A sensação da Cordilheira 

Esse excelente "Cordilheira" rendeu ao autor Daniel Galera o Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional de 2008 e o terceiro lugar na categoria romance do Jabuti de 2009. No livro, Galera usa a temporada de um mês em Buenos Aires para desenvolver a história de uma jovem escritora, que, assim como ele, precisa viajar à capital argentina por compromissos profissionais.

Interseções que emprestam a vivência do escritor à personagem, em especial na construção do seu cotidiano de badalada autora contemporânea em meio a convites, negociações e participações em eventos. Esses relatos sobre os bastidores do mercado editorial revelam-se ainda mais curiosos pelo desinteresse da protagonista Anita van der Goltz Vianna em prosseguir com sua carreira literária, o que nos permite enxergar o circuito de feiras literárias pelo viés crítico de uma narradora que já não agüenta tanta mise-en-scène. Convidada para participar da Feira do Livro de Buenos Aires, ela aceita mais por ver na viagem a possibilidade de uma fuga, um recomeço.

Anita parte para a Argentina na intenção de se desvencilhar das dores de uma tragédia ocorrida em seu círculo íntimo e concretizar aquilo que a fez terminar o seu relacionamento, interrompido pelo desejo da narradora em engravidar. E não demora, ela encontra um pretendente. A história então envereda para uma trama romântica. Mas sem flores. Os contornos são sombrios. 

Seu novo companheiro, José Holden, introduz Anita a um círculo de amizades formado por escritores obscuros que se revelam seguidores do guatemalteco Jupiter Irrisari, responsável por lançar, no início do século 20, a ideia de assumir a identidade dos seus personagens na vida.

Enquanto a história se desenvolve e a personagem desvenda o mistério em torno dos seus companheiros, Galera tece um emaranhado de referências literárias, mistura gêneros textuais, combina discursos de ficção com o da crítica e insere trechos de outras obras no romance. Esse recurso, além de enriquecer a história com elementos narrativos e aumentar as camadas ficcionais, também funciona como elemento catalizador dos questionamentos sobre o papel da literatura e sedimenta a fronteira entre o real e a ficção, possibilitando aos leitores vislumbrar caminhos paralelos em relação à idealização dos personagens em comparação com suas vidas.

Ainda que sirvam para revelar alguns dos interesses deste jovem autor que é considerado, com justiça, um dos expoentes da literatura contemporânea, essas reflexões metalinguísticas ganham mais relevância, pois parecem ficar a meio caminho na intenção de imersão dos leitores. Tal como Anita, Galera mantém distância dos seus personagens e pensamentos, apenas apresentando-os e relatando episódios, com o claro intuito de convidar ou obrigar o leitor a uma análise sobre a linguagem literária. A narrativa fica nos fatos, fragmentos de impressões e pensamentos soltos, é certo; mas é capaz de nos fazer sentir a insegurança e as dores da protagonista e a necessidade dos outros personagens em reafirmar suas obras em vida.

Mesmo com a própria protagonista, a relação do autor não guarda uma fronteira. Por se tratar de uma narradora mulher, o escritor consegue se fundir à personalidade de Anita, ele a constrói a partir de uma visão multifacetada. O recurso fica evidente até mesmo na observação da personagem sobre uma camisa azul e amarela, que ela associa a um time de futebol, mas não consegue identificá-la como o uniforme do Boca Juniors. Mulheres, hoje, estão antenadas em todo e qualquer assunto, mormente escritoras. 

A metalinguagem, aqui, foi muitíssimo bem manuseada, através de uma prosa escorreita, límpida, lúcida. E a trama prende o leitor, sem necessidade de explosões, cambalhotas ou piruetas. Apenas a tentativa de alguém empreender a mais difícil viagem: a de olhar-se para dentro, reconhecer a si mesmo e, a partir disso, apreender o sentido vital do verbo conviver.


Muitos apreciam essa prática, mas honestamente não recomendo. O cérebro precisa estar mais atento para absorver as informações, além de digerir o conteúdo, fazendo a montagem e esboços do ambiente em que a leitura está lhe conduzindo. Uma mente ocupada em diversas tarefas nem sempre vai lhe proporcionar uma boa viagem literária. É claro que tudo isso é uma opinião pessoal.
Já notou que muitas vezes o motorista diminui ou desliga o som enquanto está querendo ler as placas na estrada durante a viagem? Sem contar também que ficamos mais dispersos em conversar em uma festa com o som ligado.
Nem sempre eu tenho o luxo de escrever com silêncio ambiente. Às vezes surgem ideias e eu tenho que desenvolvê-las com som alto dos vizinhos, ou então com a barulheira rotineira de casa ou do trabalho. Mas ainda assim, há uma grande diferença do que quando estou trabalhando pela madrugada.
Se ainda assim você não resiste em ter que escrever ou ler com música, experimente então com músicas mais suaves e/ou instrumentais. Evite músicas altas e/ou cantadas porque irão tirar a sua atenção.

Eu gostaria de saber o que anda acontecendo no mundo, porque de uns tempos para cá, praticamente dia sim, dia não, recebo um recado no Skoob solicitando a troca do meu livro "Como Eu Era Antes de Você", da Jojo Moyes.

Este, para mim, é um fenômeno surpreendente e inexplicável. Mesmo assim, arrisco um palpite: isso deve ser consequência do terceiro livro da autora, que foi lançado este ano, "A Garota Que Você Deixou Para trás", que por apresentar uma semelhança entre as capas, as pessoas devem pensar que é uma continuação, o que na verdade não é.

De fato, o livro está na minha lista de trocas do Skoob. Mas no momento eu estou impossibilitada de realizar trocas. Então, já deixo avisado por aqui.

Devido essa procura toda, estou pensando em relê-lo e tentar ver o que tanto esse livro tem de bom. Quando eu o li, não me agradei totalmente por causa do final. Fiquei muito chateada com o final e acabei dando uma nota ruim no Skoob por causa disso, mas vou dar um segundo chance para ele e ver se vai ser diferente dessa vez.

Fonte


Depois de fazer o argumento e desenvolver pontos onde a trama se desenvolve, temos que nos atentar nos detalhes dos cenários, para que possamos escrever sem nos prender em uma provável pegadinha literária. Tome sempre muito cuidado para não se emaranhar em um deslize na descrição dos locais. Muitos leitores fazem "tira-teima" literário para detectar incoerências. E se eles forem críticos literários, podem avaliar negativamente isso.
Não se deixe levar no "vamos ver no que dá". Escrever um livro é coisa séria. E o mapa faz parte do enredo.
Se você ainda não escolheu o mapa definido para onde irá acontecer a sua história, você então irá precisar desenvolvê-lo. A primeira forma é o rascunho, que seria simplesmente o desenho.
Depois, com os pontos soltos do mapa (norte, sul, leste, oeste) você agora precisa preencher essas áreas vagas, assim como um colono irá desbravar uma terra virgem.
Observe o que você está fazendo. Uma história de sucesso dependeu de um grande esforço acadêmico. Você está escrevendo para atrair bons leitores.
Rotas também são muito importantes, principalmente se você for usá-las. Não faça um personagem fugir para um local do nada. Já pensou você descrever uma rota e futuramente o personagem passar por ela? É algo fantástico fazer o leitor ser cúmplice disso.
Tudo isso deve estar em constante ação na trama, como se fosse um compasso. Não perca o ritmo quando começar a narrar por ela.
As rotas de fuga são necessárias para cenas de confronto. Se o enredo pedir isso, desenvolva antes no mapa.
Se você usar pelo menos uma parte do que está ressaltado neste texto, o embalo de sua história está garantido. Mãos à obra.

Por Arsenio Meira

Entre granadas e corpos mutilados, a estreia literária de Ítalo Calvino

Neste romance de estreia, Calvino resgata suas memórias e seus traumas como soldado partigiano (guerrilheiros que combatiam o nazi-fascismo). "A trilha dos ninhos de aranha" publicado em 1947, é narrado sob o olhar de uma criança e traduz o clima de uma Itália esmaecida pela 2ª Grande Guerra. Há também o tópico pós-guerra (sempre no campo ficcional) com um laivo de tom fabular, que bem se encaixa na narrativa de tom realista, atrofiada parcialmente pelos fatos trágicos que permeiam a ficção. 

Ser testemunha de uma época histórica, repleta de horror e sordidez reclama uma responsabilidade especial, tanto pelo compromisso para com aqueles que não sobreviveram, de narrar a violência da guerra, quanto pela necessidade de narrar sua própria experiência, sempre ampliada pela experiência dos outros. Por isso, Calvino optou por não representar a guerra em si, mas sim os vestígios deixados por ela. Nesse sentido, uma possível forma de lidar com essa angústia era contextualizar seu romance em meio a pessoas que viviam em plena miséria entre os marginalizados e criminosos. "A trilha dos ninhos de aranha" – título que pode ser considerado não representativo para o conteúdo da guerra, mas que evidencia um vestígio ou mesmo uma trilha, um rastro deixados por ela – tem por protagonista o menino Pin. É um garoto ainda. Entretanto, Pin não é uma criança como as outras: não ri nem brinca; por isso se refugia no único mundo que encontra, que é o sórdido mundo dos adultos. 

O protagonista é, portanto, uma criança que convive com a crueldade dos homens e que, desse modo, aprendeu a ser como eles,fazendo zombarias maldosas e dizendo palavrões e obscenidades. No entanto, tal comportamento na verdade deriva da solidão marcada pela ausência dos seus pais (uma mãe falecida e um pai que não voltou para vê-lo) bem como de uma irmã prostituta. São várias guerras que a criança termina por enfrentar. 

A trama d’A trilha não se detém apenas nesse aspecto um tanto quanto fabular, em meio à crueza da guerra. É um romance de estreia digno do escritor que ele viria a ser. Há uma passagem na trama que merece realce: após ter roubado a arma do alemão marinheiro que dormia com sua irmã, o pequeno heroi vai preso. Na prisão conhece o partigiano comunista Lobo Vermelho, com quem irá fugir.Mas Lobo Vermelho seguirá sozinho, deixando Pin ao deus-dará. Como é só uma criança, ele acaba por chorar com medo da solidão. É esta solidão, que absorve o tempo e torna tudo ainda tão mais precário que faz o romance soar como uma voz úmida dentro da noite, ferida pelo silêncio repentino das metralhadoras em repouso. 

A juventude esvaída em sangue e os sobreviventes resistem aos tiros e ao horror dos cadáveres mutilados, mas não resistem ao descobrimento tardio (?) da febre animalesca que agita o ser humano e sua fissura para matar o sono de todas as armas.

Quem leu O Pequeno Príncipe, da autoria de Antoine de Saint Exupéry (que é um dos meus livros favoritos), certamente vai querer ler esse livro, O Retorno do Jovem Príncipe, da autoria de A.G. Roemmers e também vai achar que este é uma continuação daquele. Para isso, duas coisas: 1) Sim, faz alusão ao clássico da literatura mundial e inclusive é baseado nele. 2) Mas não é exatamente sua continuação.

O livro narra a viagem de um homem à Patagônia, quando na beira da autoestrada, vê um rapaz aparentemente dormindo. Pega o rapaz no colo, o coloca dentro do carro e segue viagem. Quando o rapaz acorda, simplesmente diz que tem sede e o viajante lhe dar de beber e de comer e o rapaz volta a dormir. Quando ele acorda novamente, o viajante está cheio de perguntas para fazer, mas espera até que o outro queira se pronunciar.
Com isso os dois entabulam uma conversa na qual o leitor acompanha as perguntas de um jovem que vem de outro planeta tem a fazer sobre como é a vida na Terra. Nesse jogo de perguntas e respostas, fica a reflexão do porquê o ser humano é tão infeliz e dã muito valor as coisas materiais.

Apesar do livro ser recheado de clichês e situações absurdamente hipotéticas, podendo também ser facilmente classificado como auto-ajuda (que é um dos gêneros que mais me distancio) e além de tudo isso, ser alvo de críticas árduas no Skoob, posso afirmar que foi uma experiência e tanto ter a oportunidade de lê-lo.

Fonte


Na escrita, o que deixa a obra especial é a verossimilhança. O autor precisa
convencer o leitor na hora de contar a sua história. Para isso, ele precisa
ilustrar as características do local, seja ele real ou fictício. Isso tudo depende
da disposição do autor e com o foco que ele pretende ter. Exemplo: se a obra for de aspecto mais jornalístico, como um suspense de detetives, uma boa alternativa é focar em um ambiente verídico, como um ponto turístico. Mas o que fazer se o autor não conhece? Simples; pesquisa. Um autor precisa ler e estudar muito. Tudo dependerá de sua força de vontade e criatividade. E nesses momentos vale de acordo com seu interesse. Inclusive, pesquisar com guias turísticos as mais preciosas curiosidades.
Agora, se o seu enredo beira mais na literatura fantástica ou então livro infantil,
é sempre bom criar algo. Pense no tipo de bairro e cidade ideal para fazer morada aos seus personagens. Pense, desenvolva, desenhe, crie, sonhe e depois vá acrescentando as características. Aos poucos, a história vai toda fluindo junto.
Serão esses endereços especiais que darão toda profundidade e sustento para todas as suas obras. 

"Um problema é como uma porta da qual você não tem a chave".

"O destino sempre encontra um meio de nos ensinar que aquilo que nos dá mais resistência é aquilo que menos queremos aceitar".

"Cem manuais sobre o amor não valem um único beijo, nem cem discursos sobre o amor, um único gesto amoroso".

"(...) Só acredito na grandeza de alguém se este indivíduo for considerado grande por aqueles que o conhecem na intimidade, pois se você conseguir transmitir alguma coisa importante, mesmo que seja para um pequeno grupo de pessoas ao redor, pode ter certeza de que sua luz iluminará as regiões mais sombrias, assim como a luz de uma estrela distante atravessa milhares de anos de escuridão até nos alcançar.

"A única maneira de manter um sorriso é sorrindo, e a única maneira de preservar o amor é dando amor".


O blog completa hoje, dia sete de julho, 1 ano de existência.

Dizem que recordar é viver, então, cliquem aqui para verem qual a foi primeira postagem do blog há 365 dias atrás.

Fazer um blog literário me trouxe muitas coisas boas:
- Conheci pessoas de várias partes do Brasil;
- Fiz novas amizades;
-Ampliei o meu conhecimento em literatura;
-Estou em constante contato com pessoas que partilham da mesma paixão que eu: Os livros.

Só tenho a agradecer a todos vocês e estou muito contente com tudo que tenho conseguido até agora, principalmente por não ter desistido, apesar das adversidades e por ter permanecido fiel a mim mesma, sem precisar mudar para agradar ninguém.

Também quero deixar meu agradecimento especial aos colaboradores do blog: O autor do livro Alecognição, e meu grande amigo Leo Vieira; e um amigo querido, que eu admiro muito, Arsenio Meira. Sem eles o blog também não seria o que é hoje.

PARABÉNS PARA TODOS NÓS!!!



Este livro trata de um garoto de treze anos, chamado "Palito". Ele Sofre bullying na escola porque nasceu somente com a orelha esquerda. Por causa disso, dele ter somente uma orelha, ele escuta o mundo de uma forma diferente, fragmentada. Para ele, é como se as palavras entrassem e nunca mais saíssem.

Palito tem um irmão mais velho, de dezesseis anos, chamado Bosten. Ele é para Palito o que se pode chamar de seu porto-seguro, porque sempre foi ele que o protegeu, que brigou por ele e os dois se amam e se entendem demais. Essa forte união entre os dois, resulta principalmente, da relação que eles tem com os pais; que são duas pessoas totalmente autoritárias, que acreditam que a melhor forma de educar os filhos é na base na porrada. E batem, batem sem dó nem piedade e fazem coisas horríveis com os filhos. Bosten é o que mais sofre com isso.

Um dia, as coisas ficam totalmente fora de controle e após uma séria briga com o pai, Bosten foge de casa. Palito se vê sem chão, não imagina viver naquela casa sem o irmão e vai atrás dele.
No recesso de aulas da Páscoa, os dois irmãos que moram em Washington, vão passar alguns dias na casa de uma tia, chamada Dahlia, na Califórnia. Lá eles têm contato com uma realidade totalmente diferente da que eles vivem. A tia os trata com amor, eles fazem novos amigos e se sentem tão bem lá. E é para lá que Palito vai quando sai a procura de seu irmão. Claro que não foi fácil fazer essa viagem e no meio do caminho ele teve muitos problemas e sentiu muito medo, mas foi persistente.

Desde o início, percebemos que o livro vai também tratar de como é a vida de uma criança que está entrando na puberdade, das mudanças que ocorrem em seu corpo e em seus sentimentos. Acompanhamos isso com Palito e é muito bom chegar no final e ver o quanto ele amadureceu e se fortaleceu.

Tudo o que foi dito acima, é uma parte desse livro, Minha Metade Silenciosa, porque a outra parte é a sensibilidade com que o autor desenvolve o enredo do livro. A outra parte é a reflexão sobre porque existem pessoas que são extremamente cruéis enquanto existem outras que são extremamente bondosas.
É um livro de extremos. Que pode te fazer chorar, sentir raiva, dor, revolta, mas que também vai te fazer dar risadas.

Só tem uma coisa que não me agradou nesse livro, que foi a forma como o autor não aprofundou algumas coisas que acontecem, senti falta de uma explicação do porquê delas acontecerem e também outras coisas que ficaram subentendidas, que o autor não desenvolveu muito. Mas fora isso, é um livro que merece ser lido e aproveitado ao máximo.


Todos sabemos que o mercado editorial vem crescendo progressivamente, com altos índices de vendas no país. Porém sabemos que isso em nada vem afetando positivamente para o lado dos escritores. O que vem crescendo junto com as vendas são o número de publicações e também de editoras. Somos um país que possui mais editoras do que livrarias.
Nesse ritmo, as editoras por demanda surgiram aos montes. São centenas delas que estão pela internet com o anúncio em letras garrafais "Publique o seu livro". É uma ótima oportunidade para quem é leigo no assunto, mas o cliente tem que tomar cuidado para não ter prejuízo em seu investimento literário.
Indo nesse embalo mercadológico, agora tenho notado editoras "estrangeiras" por demanda oferecendo serviços editoriais e demonstrando pseudo-interesse nas obras dos clientes. Isso eu já venho notado há alguns anos, e está preocupando tanto quanto a pertinência em escrever sobre o assunto.
O registro do livro só é válido no país em que é feito. Você precisa registrar o livro lá fora também para que tenha os direitos reservados. Se fosse assim, a Disney, o Mauricio de Sousa, a Marvel e outras produtoras não teriam esse engajamento através de seus escritórios multinacionais.  
Entregar livro para editora estrangeira é o mesmo que entregar a chave do banco para o Al Capone.
É ingenuidade acreditar que um país estrangeiro irá se interessar por um livro
desconhecido. Lembre-se que o "Aventuras de Pi" é um plágio descarado de um livro nacional.
Continuem espertos e não queiram dar um passo maior que a perna na trilha editorial. Tenham paciência que no momento certo, a oportunidade vai chegar.

Leo Vieira

LANÇAMENTO DO LIVRO "UM HEROI PARA ELA'' DE LU PIRAS
Rio de Janeiro
18/07
19h
Demais informações: Página do evento

MOMENTO COM O AUTOR-Lucinei Campos
Rio de Janeiro
19/07
15h
Demais informações: Página do evento

ENCONTRO DE FÃS- LITERATURA FANTÁSTICA
São Paulo
19/07
15h
Demais informações: Página do evento

Mais eventos podem ser encontrados no blog Cia do Leitor aqui.