"(...) e se você não sabe qual caminho ele vai fazer, não sabe pra onde esse caminho pode te levar".

"O mais estranho é que, às vezes, você descobre uma camada de personalidade completamnete diferente em alguém que você vê todos os dias".

" Por que a gente sempre ouve a voz da mãe quando a vida está com problemas?"

"Ás vezes, você percebe que as palavras não conseguem traduzir o que estamos sentindo".

Esta HQ se inicia com uma moça batendo na porta de um homem, o senhor Milo, que colocou um anúncio no jornal em busca de moças para passarem as tardes conversando porque ele precisava de ideias para terminar de escrever um livro.
Julia, a moça que se interessou por essa vaga, é uma garçonete. No restaurante em que trabalha, ela tem um colega. Bem calado, bem na dele. Atenção especial para estes tipos.

Um dia o ônibus em que a Julia estava, quebrou e ela não viu outra opção senão pegar uma lotação. E para sua surpresa, quem estava lá dentro? O cara que trabalha com ela no restaurante. Eles foram conversando, ela ficou sabendo que ele fazia parte de uma orquestra e que eles estavam indo tocar em um baile. A convidaram para ir com eles e ela foi. Essa situação em especial, nos deixa uma pequena reflexão, a de que muitas vezes convivemos com uma pessoa todos os dias, mas muitas vezes não sabemos praticamente nada sobre ela.
Enquanto a orquestra estava se apresentando e a Julia estava no meio do baile, eis que ela se depara com o senhor Milo e os dois passam a conversar e ela fica intrigado ao ouvir seu Milo dizer que o colega dela nunca disse nada mas sente algo por ela.

O desfecho não diz exatamente que os dois ficam juntos no final, mas sugere. No final também entendemos a razão do título e vemos que faz muito sentido.

O bom de ler HQs é que a leitura é extremamente rápida e se igualam em conteúdo com os livros, porque mesmo que muitos pensem que não, eles também são completos. HQs são mais visuais, não dependem só da imaginação do leitor.

No final de 2012 foi lançado o curta-metragem e está disponibilizado no Youtube pelo próprio diretor, Almicar Oliveira.
Uma curiosidade: Os autores também participam do curta numa cena bem rápida.
Quanto aos personagens, o senhor Milo foi interpretado pelo também escritor Lourenço Murtarelli, Nataly Cabanas faz o papel de Julia e Jiddu Pinheiro interpreta o garçom.

É fantástico ler o HQ, que é algo bem visual, como já dito e depois assistir ao curta, porque temos a imagem na vida real e não só no desenho e eu fiquei impressionada com o fato do curta ser totalmente fiel ao livro, mesmo tendo o acréscimo de algumas coisas, mas a fidelidade é o que fala mais alto.
Achei que faltou mais articulação do autor que fez o garçom e alguns detalhes como o óculos do senhor Milo, mas nada que comprometa a beleza e a fidelidade.



Fonte: Impulso HQ.


Como sempre informo, escrever é uma habilidade de construir ideias e sonhos apenas com as palavras. Para isso, o escritor deve dominar muito bem o seu vocabulário para expressar de forma mais articulada e criativa possível, a fim de fazer o leitor se desprender do texto e imaginar mais facilmente. O autor não pode utilizar linguagem rebuscada, nem mesmo contar a história de forma complexa, para não tornar a obra difícil. A mente deve andar junta com a leitura e fluir com naturalidade. Se tentar bancar de diplomata, você vai cansar e perder o leitor aos poucos.
Além de dominar bem a história, o que é essencial, você também precisa saber o que está fazendo. Nem sempre você precisa estar no local para descrever melhor o cenário. Apenas uma pesquisa habitual é necessária, para não deixar escapar umas incoerências indigestas.
Você é livre para imaginar. Deve abusar ao máximo da imaginação. Mas também tem que saber que certas coisas têm limites e até mesmo proibições para apresentar um espaço a ser habitado pelos personagens. Tudo depende da temática de sua obra.
Exemplo: Dan Brown, em "Anjos e Demônios", narrou uma aventura policial situada no Vaticano. Porém, ele colocou tantas incoerências e divergências turísticas que a editora precisou revisar a obra com jornalistas e consultores especializados, onde inclusive, inseriu um pequeno mapa impresso ao livro, na edição seguinte.
Não tenha preguiça de pesquisar. Observe paisagens e seja criativo na descrição no texto. Analise mapas e procure explicar de forma prática e criativa. Cuidado para descrever baldeações em tempos inexistentes, a não ser que seja em veículos potentes. Reforce em detalhes turísticos. Você pode até criar e embelezar algum, desde que esteja seguro na informação. Visite bastante o cenário com a sua imaginação.


Leo Vieira

Desde a primeira vez que tive contato com uma obra do Calvino, brotou em mim um desejo irreparável de ler todos os livros dele.
O livro Se Um Viajante Numa Noite de Inverno (ufa!) é um dos mais conhecidos e elogiados. Não sei até agora o que dizer sobre. Foi um baque. Um baque porque não esperava tamanha complexidade. Mas é uma complexidade genial.

O livro começa narrando a história de uma pessoa que vai começar a ler um livro. Este livro que vai começar a ser lido é "Se Um Viajante Numa Noite de Inverno", do Italo Calvino. É uma metalinguagem impressionante. Mas aí, o personagem que está lendo o livro, percebe que o livro não tem fim, que a história fica se repetindo, conclui que é um erro de edição e vai na livraria em que comprou para trocar por um que não apresente este erro. O vendedor troca, mas quando ele, o leitor começa a ler, percebe que é um livro totalmente diferente do que ele tinha iniciado a leitura, mesmo assim, ele continua a ler, mas acontece a mesma coisa: o  livro é inacabado e não tem continuação. Ele vai em busca da continuação e de novo não é o livro que ele estava lendo e este ciclo se repete.

Claro que o livro não é tão monótono assim e entre a leitura de um livro e outro, e a busca da continuação correta, a personagem principal que tem o nome de Leitor, conhece a Leitora e sua irmã e mais alguns personagens também aparecem na história.
No final do livro tudo parece se resolver e fazer sentido, mas na verdade, eu achei que isso só intensifica o sentimento de confusão. É um livro confuso, que precisa ser lido com bastante atenção porque qualquer distração pode comprometer o entendimento.

Conversando com uma amigo, ele me disse que a intenção talvez não seja agradar, mas sim não nos deixar indiferentes. Eu concordo. Não dá mesmo para ser indiferente em relação a este livro.




Bibliotecando (3).

Antes de começar, eu gostaria de dizer algo: na edição anterior do Bibliotecando, uma leitora do blog, a Mylane Damasceno, do blog Leitura Assídua, sugeriu que eu criasse um banner para que pessoas de outro blog utilizassem esta minha ideia de fazer um post para livros emprestados em bibliotecas. Eu gostei da ideia, mas não vou fazer o banner porque as ideias que eu tive não foram muito boas, mas quero dizer que autorizo, caso outras pessoas queiram usar esta minha ideia, desde que, me dê os devidos créditos, claro. Inclusive a própria Mylane já postou um "Bibliotecando" lá no blog dela.

Agora, vamos ao que interessa!

Com uma enorme culpa na consciência, porque ainda tenho vários livros meus que estão esperando para serem lidos, porque ainda tenho livros emprestados de outras bibliotecas e porque ainda tenho livros de amigos comigo, eu fiz meu cadastro num Ônibus-Biblioteca . Sai de lá com dois HQs. Vejam pelo lado positivo: HQs são rápidos para se ler.

Qual biblioteca: Ônibus-Biblioteca- Jardim Miriam

Endereço:  Praça Fernando Braga Pereira da Rocha, altura do n° 5947 da Av. Cupecê (em frente ao Poupa Tempo).

Livros emprestados: 2

Data do empréstimo: 24/05/2014

Data para devolução: 31/05/2014

Quais livros:
"Mesa para Dois"- Fábio Moon e Gabriel Bá
"Muchacha"- Laerte




Nem toda história rende a ponto de se transformar em um romance pelo fato de não ter conteúdo o suficiente. Para isso, é necessário aprofundar mais na biografia e características de personagens. Os principais, os coadjuvantes e os vilões precisam ter uma aparição bem desenvolvida para que a história tenha sentido. Mas o autor deve se atentar para que tudo tenha sentido, para que não apareçam incoerências e motivos desnecessários para que o personagem exista na história. Como já havia informado sobre o conceito de literatura fantástica, se você criar um personagem bizarro, ele precisa ter motivo para existir naquela história. Literatura fantástica não é literatura ilógica.
Um dos segredos mais notáveis para tornar uma obra mais rica de informações e conteúdo é o enredo paralelo. É praticamente essencial para quem quer publicar um romance de mais de cem páginas.
Já notou como muitas novelas conseguem durar tanto tempo? Um período de oito meses, equivalem a 192 capítulos. Somando as 40 páginas diárias, dão um total de 7680 páginas! Algo em torno de 19 volumes de livros grossos de 400 páginas. O que faz uma história durar tanto? Vários núcleos de personagens e enredos paralelos coerentes com a história principal.
É como tecer uma trança. Algumas levam duas colunas de fios, outras três e outras quatro e adiante. Quanto mais definidas e organizadas, mais sustentáveis elas serão.
  
Leo Vieira


Por Arsenio Meira

“isso de querer
ser exatamente aquilo    

que a gente é    
ainda vai
nos levar além”
-PAULO LEMINSKI


Leminski, aos 19 anos (em 1963) e sem ser convidado, pediu a palavra no meio de um Congresso, comandado por altos intelectuais, no caso os bambas/mestres da Poesia Concreta (os irmãos Campos, Pignatari e etc). E naquele momento, quem era mestre, de repente aprendeu.

Poeta gigantesco, tradutor de Whitman, Joyce, Lennon (era fissuradíssimo nos Beatles), Mishima e Beckett, redator publicitário, letrista (escreveu letra de música com Caetano, mas com Guilherme Arantes também: “quem foi que disse, que eles podem vir aqui?! NAS ESTRELAS FAZER XIXI, XIXI!).
E mais: escreveu breves, mas consistentes, biografias de Cruz e Souza, Lennon, Bachô e Jesus Cristo.
Paulo arriscou também um romance: Catatau, uma obra até badalada pela crítica. Mas aí são outros quinhentos: é experimentalismo demais pra minha cabeça. Foi autor de livros infanto-juvenis e morreu em 1989 (morreu mesmo?), com a mesma idade de Fernando Pessoa. Causas idênticas. Cirrose hepática.

Casado durante 21 anos com a poeta Alice Ruiz, que lhe deu três filhos (Miguel, Áurea e Estrela) e com quem conheceu o lado único do amor.

Um dos ícones da poesia brasileira, forjada nos anos 70, conhecida como “poesia marginal”. O termo marginal (ou magistral, como diria Chacal), polêmico desde o embrião, rendeu ensejo aos mais variados significados: marginais da vida política do país, marginais do mercado editorial, e sobretudo, marginais do cânone literário.
Foi uma geração (a dele, de Chacal, Ana Cristina César, e tantos outros), que cresceu despretensiosa. Mas os versos que escreveram colocaram em pauta questões graves e relevantes: o ethos de uma geração sacaneada pelo cerceamento de suas possibilidades de expressão graças ao crivo violento da censura e da repressão militar.

Obviamente, na época, bradaram os críticos obsequiosos e babacas: “vocês não prestam!”
No entanto, Leminski e cia. mandaram esses críticos à merda. E a própria historia pôde nos surpreender: hoje, a poesia marginal é reconhecida pela historiografia literária, como a expressão por excelência da poética dos anos 70 no Brasil.

E Leminski sabia latim, mas era cachorro-louco (alcunha de sua própria autoria), escrevia em guardanapos, em bares, táxis, viadutos, em pé, sentado no meio fio, sóbrio como um menino, ou mesmo dentro de uma garrafa. Poemas rápidos, geniais, cortantes, fatais. Haicais mortais no entediante mundo do desatento leitor.

Chorou a morte do filho, causada por leucemia, 1979. Foi o que detonou a sua devastação. Pois a tragédia deu-se quando ele estava começando a ficar “limpo”, numa árdua batalha contra o álcool.
Sangrou pra sempre, mas Leminski renasce cotidianamente e aproxima a terra do Sol, compõe o verde e rasga a palavra mentira.
Leminski, que lá de cima nos vê.
Sorri. De mãos dadas com o filho Miguel.
Olha demoradamente Alice, contempla Áurea e brinca com Estrela. Troca uma ideia com Drummond, joga conversa fora com Cacaso, abraça Quintana, aperta solenemente as mãos de João Cabral, não tira o olho de Ana Cristina, e acena pra nós, apontando um caminho de pó e esperança.


Na China dos anos 30, uma garota branca, com quinze anos e meio, chapéu de feltro na cabeça, atrai  por sua beleza inocente, ainda inexplorada. Ela mora com a mãe e dois irmãos, mas estuda em um liceu e dorme em um pensionato.

A mãe nunca escondeu a sua preferência e amor incondicional pelo filho mais velho, mesmo sabendo que ele lhe roubava para para gastar com jogos e bebidas. Os filhos mais novos eram oprimidos por esse irmão. A menina o odiava tanto, que não escondia de ninguém, que desejava sua morte.

Naquela época o único meio de trasporte usado para viagens à longa distância, era o navio; e foi durante uma dessas viagens, enquanto ia de Sadec, onde morava sua família, para Cholen, onde estudava, que conheceu um chinês. O chinês que mudaria sua vida. 

Ainda no navio, ele tenta iniciar uma conversa. Está visivelmente intimidado pela garota, suas mãos tremem e é ali que a garota percebe que pode fazer o que quiser com ele. Depois ele lhe oferece carona em sua limusine preta e algum tempo depois ela passa a frequentar  o apartamento dele, a passar dias inteiros com ele, a jantar fora e dormirem juntos. Ele a ama, quase que inconsequentemente, mas desde o primeiro momento os dois sabiam que jamais poderiam ter um futuro em comum. Primeiro pela diferença de idade: doze anos, depois pela diferença étnica: ele é chinês e ela é branca e depois, porque por uma questão de tradição familiar, ele tinha que se casar com a mulher que o pai dele escolhesse. Além disso, todo dinheiro que ele tinha, era fornecido pelo pai.

Foi com ele que ela se descobriu como mulher, foi a ele que ela se entregou completamente, mas consciente de que não passaria disso: entrega, e não amor. Fez pelo dinheiro. Como uma mulher que se vende, porque ela precisava ajudar a família que passava por complicações financeiras.

No final do livro, cada um vai para seu canto e cumpre o seu destino. Ela se muda para a França com a família e ele se casa com a mulher que seu pai escolheu.

Em 1992 o livro foi adaptado para os cinemas sob a direção de Jean-Jacques Annaud. Assisti ao filme.  Não é bom comparar filme com livro porque o livro sempre vai ser mais completo, mas detalhista... só que nesse caso, o filme tem seus pontos fortes. Que é a linearidade e a explicitação. Ele é bastante explícito, principalmente nas cenas de relações dos amantes. Já o livro tem uma narração muito confusa, quase abstrata, oscilante, justamente porque a narradora não segue uma ordem cronológica dos fatos. Sem contar, que já no início a autora enrola muito, dá muitas voltas até finalmente chegar no assunto que vai ser tratado.

Este livro é de 1984, é um clássico e surpreende por seu teor autobiográfico.

Ontem, eu publiquei uma postagem apresentando um livro que vai ser lançado em breve- Lavínia e a Árvore dos Tempos- e do que foi me permitido ler, eu posso garantir que vai ser sucesso de público e todo mundo que ler vai gostar. Sem contar que a capa do livro é uma fofura^^
Hoje, venho anunciar a parceria com o autor do livro, Lucinei M.  Campos e mostrar a entrevista que ele tão gentilmente nos concedeu.
Eu, particularmente, fico sorrindo que nem uma boba com as respostas dele. Simplesmente amei. 

1-Quanto tempo foi o intervalo entre sonho e realidade? Em outras palavras, quanto tempo levou para o livro ser escrito e depois de escrito, quanto tempo levou para ser publicado?

Eu costumo carregar histórias comigo. Não tenho uma boa memória, mas consigo guardar o enredo de algo. Depois de fazer um curso sobre as famosas fábulas, decidi criar uma que fosse mais próxima à minha realidade e legal para narrar ao meu futuro filho. Escrevi Lavínia e a Árvore dos Tempos em três meses, em 2010. Para a realização do sonho foram quatro anos.

2-O fato de você ser professor, o que implica estar em constante contato com crianças de diversas idades, te influenciou na hora de construir o enredo?

 Sim. Há inúmeras Lavínias e Léos por aí. Já me deparei com crianças muito inteligentes e problemas parecidos com o que a Lavínia passa. Sendo que a infância dela é na verdade a minha.

3-E, sendo um professor tão querido por seus alunos, acredito eu, que isso vá influenciar muitos, até que os que não apreciam a leitura, a lerem seu livro. O que você acha disso?

Acho maravilhoso. Alguns ficam se organizando para me encontrar com o livro. Outros vivem perguntando quando poderão comprar e ler. E outros contam que será o primeiro livro que irão ler.

4-Lavínia e a Árvores dos Tempos é um livro infanto-juvenil, mas pelos ensinamentos e pela forma como é escrito, também pode ser muito proveitoso para os mais adultos. Dito isso, qual é seu público-alvo?

 Todos. Nunca pensei em um público determinado. Crianças ou adolescentes, pois acho que a história é capaz de causar identificações. Esta coisa de categorizar é meio que comercial, uma direção. No entanto, não creio que devemos atentar a isso. Como a Lavínia tem nove anos, quase dez, como ela mesma diz, então o livro deve ser suave. Quem sabe os próximos, com sua idade avançando, os leitores não venham sentir seu desenvolvimento junto ao dela.

5-É comum aparecerem dificuldades quando se resolve escrever um livro. Seja o tempo que é escasso, as ideias que vêm... E você, teve quais dificuldades ao escrever seu livro?

No meu caso são duas. Eu esqueço o que escrevo e não gosto de ler o que escrevo. Dificilmente eu paro para ler algo que escrevi. Eu primeiro faço uma linha na minha cabeça do que será o livro. Depois, vou nomeando os capítulos e por último, faço um breve resumo de cada um deles. Isso não quer dizer que será assim, pois às vezes gostamos tanto de um determinado ponto do livro que o mudamos no futuro.

6-Geralmente escritores também são leitores. Você é um bom leitor? Qual foi o último livro que você leu?

 Eu invejo os adolescentes e jovens que curtem ler. Eu não consigo terminar um livro em dois dias. Fico muito chateado com isso, mas tenho uma característica que adoro, consigo ler vários ao mesmo tempo. Por exemplo: Li O Clube da Luta, Ethernity e Al-Aisha ao mesmo tempo. O último que li foi o Clube da Luta.

7-Tem algum escritor que te serve como referencial?

 Um apenas não, mas para citar nomes tenho Stephen King e Douglas Adams. Eu gosto de inovações e coisas que nos levem a pensar após ler.

8-Infelizmente, a literatura nacional ainda não recebe seu devido valor e sofre muito preconceito principalmente por parte dos próprios brasileiros, leitores e editoras. Você acha que esse cenário um dia pode mudar?

Neste momento em que vivemos, de protestos, de suposta visão política do povo, não sinto boas expectativas. As grandes empresas vêm aglomerando as editoras e, com isso, restringindo somente o que terá lucro certo. O novo assusta. E muitos brasileiros ainda são consumidores dos enlatados estrangeiros, sendo eles filmes, livros, roupas e outros.

9-Sendo escritor independente, futuramente, você acha que existe a possibilidade de publicar seu livro por uma editora?

Sim. A produção independente foi mais um teste. Uma aventura que embarquei ciente dos riscos. Algumas editoras, não todas, querem deixar menos de 10% da venda do livro para o autor e isso é inadmissível. Havia recebido algumas propostas bem legais para o lançamento de Lavínia e a Árvore dos Tempos. Cheguei a voltar atrás algumas vezes, mas aí, como já estava de frente com algumas coisas, decidi continuar. Quem sabe um próximo livro, sendo Lavínia ou não. No momento, estou terminando um outro bem mais maduro e tenho seis novos projetos engavetados.

10- Agora, eu gostaria de agradecer por ter nos concedido esta oportunidade única de entrevista-lo e quero perguntar se você tem algo a acrescentar?

 Eu quem devo agradecer por esta entrevista, Maria Ferreira. Mesmo não sendo presente, senti um aconchego e liberdade para falar. O blog é maravilhoso, com uma criadora jovem e muito perspicaz quanto ao mundo literário. O que posso acrescentar? Hum! Bom, agradeço a todos que leram, deram um pouquinho do seu tempo para saber mais desta nova obra. Espero que sintam vontade de conhecer a Lavínia, o Léo e o Lorivaldo, é claro. E espero fazer parte da história de quem levar para si Lavínia e a Árvore dos Tempos. Obrigado e beijos a todos. 



Para mais informações:

Gente, essa capa não é uma fofura!?

Em breve, um novo mundo será apresentado a você: o misterioso e mágico mundo de Lavínia, que tem sua história narrada no livro Lavínia e a Árvore dos Tempos, de Lucinei. M. Campos, que será lançado ao mercado literário, de forma independente.
Nascido do desejo do autor em ter histórias que fossem mais próximas a ele, para contar aos seus futuros filhos (até o momento da criação, em 2010, não tinha nenhum), o livro remete a aspectos de sua infância, como suas curiosidades e os meios para lidar com os problemas dessa fase. A personagem principal tem ainda o mesmo nome que seria dado a uma das duas filhas que Lucinei gostaria de ter.
Lavínia é uma menina de 9, quase 10 anos, um pouquinho diferente das outras de sua idade. Sem amigos na escola, sem um contato maior com seus pais, leva uma vida muito solitária para alguém tão pequeno. Seu único amigo, Leo, é quem divide com ela os anseios e questionamentos de sua infância, suas arquitetadas fugas dos Valentões e Marrentinhas que a perseguem na escola. Mas o que isso tem de mágico e misterioso? Bom, isso nada, mas o fato de ela ser muito mais do que uma menina de 9, quase 10 anos, um pouquinho diferente das outras de sua idade, sim.
Em breve, você vai descobrir, junto a Lavínia, que o que a separa das demais meninas, não é o fato de ela se sentir sozinha, isolada. Isso porque ela não está sozinha, não! Com ela, além de Léo, um misto de criaturas mágicas e folclóricas, como globins, ents, boitatás, titãs, ninfas, curupiras, elementais, naiades, faunos, e outros, vão reescrever e nos contar a sua história. Sem falar numa tal fada, que também é um pouquinho diferente das outras.
Não bastasse ser uma fada homem e bem rabugenta, Lorivaldo foge aos padrões de uma típica criatura mágica. Carrega como instrumento uma peixeira, ao invés de uma varinha. Mesmo detestando seres humanos, é ele quem vai se tornar uma das mais gratas surpresas da menina, que o ganhará de presente para ser sua companhia durante um ano humano inteirinho. Juntos, vão desvendar os segredos de uma imponente árvore, a Árvore dos Tempos, que dá pergaminhos em seus galhos, no lugar de frutos, onde surgem nomes de pessoas importantes para a história da humanidade, sendo humana ou não. O que pode revelar traços de que coisas misteriosas e em comuns há entre os dois e o mundo dos quais pertencem.
Então, ficou curioso? Vamos conhecer Lavínia e os segredos que a cercam?


Sobre o autor:
Lucinei M. Campos é um jovem escritor, nascido em 16 de outubro de 1983. Ainda menino, criava ele mesmo as suas narrativas e personagens. Figuras já existentes ou inventadas por ele, ganhavam destaque nos rabiscos de uma criança que, mesmo timidamente, começava a mostrar as histórias arquitetados em sua cabeça. De lá pra cá, não largou mais a sua paixão de infância, e tem se dedicado, entre outras coisas, a expressar de forma mais madura a sua imaginação e versatilidade em obras que falam sobre figuras reais, folclóricas, religiosas, místicas, galácticas, que o público poderá apreciar a partir de agora.

Para mais informações:


Há uma frase muito explorada em exemplos de roteiros que é que "não existe piada ruim e sim, piada mal-contada". Realmente, isso é verdade. Todo o tipo de estereótipo já foi fartamente recontado e para não ocorrer um desgaste literário, o autor precisa ser o mais criativo possível, para não saturar a paciência do leitor.
Toda história tem um início, meio e fim sempre naquele ritmo alternado com clichês e previsibilidades. Há o herói, o vilão, a questão onde a trama irá girar, alguns contratempos necessários, uma dose de drama, romance, um pouco de cenas engraçadas e o final onde o bem vence o mal.
Mas o que poderia tornar a obra com um detalhe mais especial? Tudo. Mergulhe na pesquisa e explore os seus conhecimentos. Procure esquematizar menos os personagens e enriqueça suas biografias e árvores genealógicas.
Mas o detalhe especial do post de hoje são para os coadjuvantes. Se o livro fosse uma receita de bolo, Os componentes seriam os ingredientes essenciais e os coadjuvantes, os temperos especiais. A escolha do tempero certo que fará a iguaria marcante.
Os coadjuvantes tem a importante missão de não deixar o enredo previsível demais. Você pode até se atrever a mostrar uma típica história de amor, suspense ou qualquer outro gênero; mas se os personagens aliados do herói e do vilão forem biograficamente atraentes, sua obra terá um rumo fantástico, tornando todo o conteúdo irresistível.


Leo Vieira

Foi uma surpresa para mim saber da existência desse livro. Estava eu, explorando tranquilamente as prateleiras de uma biblioteca, quando me deparo com o nome de um dos poetas que mais amo nesse mundo vasto mundo: Carlos Drummond de Andrade. O título do livro era "O Amor Natural". O peguei e voltei para a mesa onde havia me acomodado. Mal sabia o que me aguardava. Nesse caso a frase "sabe de nada, inocente", se encaixa perfeitamente.

É um livro que oscila entre o erótico e o pornográfico.
São quarenta poemas que foram publicados postumamente.
Durante a leitura, minha expressão era de surpresa e ceticismo porque não estava acreditando que o Drummond escreveu mesmo aqueles poemas.
Sou uma grande fã dele e sabia que ele tinha esse lado mais carnal, afinal ele é homem, mas não imaginava que nesse nível.

Estou escandalizada? Não. Acho que surpresa é a expressão mais adequada.
Indico a leitura?  Se você quiser conhecer este outro lado do Poeta, sim.



Este livro conta a história de uma família composta pela mãe, pelo pai e por seus três filhos: uma menina e dois meninos. E como membros à parte, a empregada e seu filho. Dito isto, até parece que o livro vai retratar a história de uma família comum e é aí que acontece o engano, pois de comum esta família não tem nada. Pelo menos, não quando é Hatoum o autor da história, pois ele dá outras proporções ao caso e sua narrativa é muito envolvente.

O livro é narrado em primeira pessoa pelo filho da empregada e durante muito tempo ele é só isso: o filho da empregada. Seu nome só vai aparecer já quase no final. E esse é uma detalhe importante. Está relacionado com o questionamento: Quem eu sou? Como os outros me veem? Como eu me sinto?

Pode parecer que a questão central desse livro é a desavença que há entre os dois irmãos, que são gêmeos: Yakub e Omar.
Yakub se ressente por ter sido mandado para o Líbano para morar com outros  familiares enquanto seu irmão, ficou no Brasil com os pais. Além disso, Omar é o preferido da mãe. E essa predileção afeta muito a relação entre os três. Numa festa, Omar em um ataque de ciúmes atacou o irmão e lhe deixou uma cicatriz no rosto. Desse dia em diante, as coisas nunca mais foram as mesmas.

Halim, o pai, também é um personagem importante. Ele nunca quis ter filhos, mas logo após a sua esposa, Zana, perder o pai, o relacionamento deles foi decaindo e para fazê-la mais feliz não viu outra saída senão lhe dar os três filhos que ela desejava. Dois primeiros vieram de uma vez só, gêmeos e por última veio uma menina, Rânia.

 A forma como Zana trata Omar, é irritante. Ela é uma mãe extremamente protetora, capaz de defender o filho mesmo sabendo que ele é o errado. Ela o mima demais e isso cooperou para ele ser uma pessoa detestável. Ele foi o personagem que eu mais odiei. Se eu pudesse dar uns tabefes na cara desse garoto eu dava. É uma absurdo as coisas que ele faz e a forma como a mãe o defende.

Como eu ia dizendo, pode parecer que o principal nesse livro é a relação conflituosa dos irmãos que não se dão bem, mas na verdade, o ponto central desse livro é ao desejo do filho da empregada de saber quem é seu verdadeiro pai.

Dois Irmãos é um livro ambientado em Manaus, o que de certa forma coopera muito para a forte presença de regionalismos. O que me incomodou um pouco, porque eu, moro de São Paulo, não tenho como saber o significado de muitas palavras, não faz parte da minha cultura... mas mesmo assim, não é algo que chegue a diminuir a qualidade da obra. Mais do que recomendo.

O autor é considerado um dos maiores escritores brasileiros contemporâneos. Ele nasceu em 1952, em Manaus. Foi professor de Literatura na UFAM (Universidade Federal do Amazonas), seus livros foram traduzidos para outros países e o autor ainda ganhou diversos prêmios.

Este  livro é o seu segundo,  publicado em 2000, dez anos após o primeiro de 1990, "Relato de um certo Oriente" e também o mais famoso dele.


No dia 10 de maio, de 13 às 16 hrs, eu estarei presente no Evento Lítero Cultural Recicla Leitores, onde também sou um dos organizadores.
É um evento para toda a família. Será uma oportunidade para passar um sábado agradável em um dos cenários mais belos da cidade de Niterói.
Contaremos com a presença de 12 escritores com nossas bancadas de livros; 4 artistas plásticos e suas exposições; dois contadores de histórias; duas oficinas para crianças e adolescentes; a apresentação de um coral e uma apresentação musical.
O projeto Recicla Leitores é coordenado pela família Aline Lucas, Victória e Alex Wolbert, onde através de eventos culturais literários, faz doações e captações de livros. Nosso foco é a construção da Biblioteca Comunitária, situada em São Gonçalo.

Quem já acompanha o meu trabalho, já sabe que sou muito entusiasmado com atividades culturais literárias. E esta não é a primeira.
Quero muito que vocês apreciem o evento, conheçam os meus colegas e os propósitos filantrópicos da instituição.
Não fique desmotivado para ir. Esse circuito será muito animado e terá muitas atrações. Também não fique apreensivo se por acaso não tiver como comprar os livros expostos nas bancadas. Vá para conhecer de perto, conversar com os autores e saber das novidades. O que nós queremos mesmo é estar junto de vocês.




Data: Sábado, 10 de maio
Horário: De 13 às 16 hrs
Local: Solar do Jambeiro - Rua Presidente Domiciano, 195 – São Domingos – Niterói – RJ.
Quem não for do Rio de Janeiro, não deixe de recomendar aos amigos.


No Terminal de Niterói, as linhas 47 e 47A da Viação Araçatuba deixam na porta do evento.
Entrada: Gratuita
Informações: leovieirasilva@gmail.com



Leo Vieira




Edições anteriores: 1, 2.

Qual biblioteca: Biblioteca da Fundação Julita

Enderenço: Rua Nova do Tuparoquera, 117. Jardim são Luiz. CEP: 05820-200. São Paulo- SP.


Livros emprestados: 3


Livros renovados: 2

Data do empréstimo: 27/04/2014

Data para devolução: 30/ 06/ 2014


Quais livros:  
"Seis propostas para o próximo milênio"- Italo Calvino;

"Por que ler os clássicos"- Italo Calvino;
"Germinal"- Émile Zola ( vou reler).

Renovados: 
"A Brincadeira"- Milan Kundera;
"Dois Irmãos"- Milton Hatoum.


Dessa vez, eu até consegui me controlar um pouco e peguei bem menos livros do que das últimas vezes.



03/05
15h
 Encontro com fãs de Romances de Época.
Livraria Cultura Market Place Shopping Center.
São Paulo- SP
Para mais informações, clique aqui.


05/05
19h
Terceira Turnê Intrínseca
Livraria Cultura Shopping Iguatemi
São Paulo- SP
Para mais informações, clique aqui


10/05
16h
Viagem Cultural Através da Literatura
Livraria Martins Fontes. Avenida Paulista.
São Paulo- SP.



10/05
13h-17h
Evento Litero-Cultural Recicla Leitores
Solar do Jambeiro
Niterói- Rj
Para mais informações, clique aqui.
* Com a presença do escritor Leo Vieira e muitos outros.



17/05
17h
Lançamento do livro "Shakespeare e Elas"- Lycia Barros e companhia
Fnac- Shopping Morumbi
São Paulo- SP


23/05
18h
Lançamento do gibi "Imagine Zumbis na Copa"- Felipe castilho e companhia
Livraria Cultura, Conjunto Nacional, Paulista.
São Paulo- SP
Para mais informações, clique aqui.




23/05
19h
Mochila Literária Goiânia
Biblioteca Sesc Centro
Goiânia- GO
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* Com a presença do escritor Landulfo Almeida e muitos outros.