O escritor precisa sempre se destacar em pequenos detalhes e gestos literários que o tornarão especial através de sua obra. O livro, no decorrer das páginas, acaba se tornando mais atrativo, quando pequenos detalhes começam a prender e embalar toda a história.
Um dos aspectos importante é a culinária. Não adianta falar sobre um enredo italiano de época e utilizar uma culinária vaga ou contemporânea. Ou então achar que entre eles só existem pizza e macarronada. Pesquise o máximo que puder sobre a culinária da época e descreva a especialidade da família do personagem. Isso fará o leitor se sentir mais entrosado com a história. Se for descrever uma festa, dedique uma boa parte da apresentação descrevendo as iguarias. Se for uma mesa de café da manhã na fazenda, descreva a fumaça e aromas dos bolos, café e chás. Festa indiana ou cerimônia chinesa, a mesma coisa. Seja criativo e faça os leitores virem as mesas decoradas e sentirem o aroma exalando pelo livro.
Se for uma literatura fantástica, use uma coisa meio fora do comum, mas que dê curiosidade para experimentarem, como o famoso suco de abóbora dos livros de Harry Potter. A originalidade consiste em recontar algo de forma peculiar.
E assim, todos os seus textos abrirão apetite literário.

Leo Vieira

Ano passado publiquei aqui no blog algumas fotos que tirei de uma máquina de livros que encontrei na estação Consolação. Para ver, clique aqui.

Sempre as vejo, sempre paro para ver quais livros estão lá, mas nunca me animo a comprar um livro. Ou porque estou sem dinheiro, ou porque nunca tem nenhum livro do meu interesse. Mas, em um belo domingo, passando pela estação Pinheiros indo para o Butantã, eis que me deparo com uma dessas maravilhosas máquinas. Todo domingo eu vou lá dar um olhada nelas, vê se tem novidades... e dessa vez tinha! Me interessei pelo livro De Su Corazón Partido, da Marina Colasanti. O que me atraiu nesse livro foi o fato dele ser em espanhol. Amo o idioma espanhol S2. Fiquei rondando a máquina, ainda indecisa se comprava ou não o livro, com medo de não dar certo, de eu colocar o dinheiro e o livro não sair. Até que decidi experimentar. Foi a minha primeira fez manuseando essas máquinas e deu certo. Sem contar que é super simples.

Acho essa iniciativa maravilhosa! Imagine, você pagar quanto acha que vale! Pode ser dois reais, cinco, dez... e agora as máquinas estão aceitando moedas. Ou seja, só não lê quem não quer.  Porque a desculpa que não tem dinheiro para comprar livros não cola mais. Pelo menos para os usuários do metrô de São Paulo.




Há aqui em São Paulo uma iniciativa da Prefeitura, que tem como objetivo possibilitar o acesso aos livros por pessoas que moram em bairros mais distantes. Lugares que não tem bibliotecas públicas ou que a população solicitou.

Esta iniciativa é o Ônibus-Biblioteca.


Todo sábado eu vou para um lugar um pouco longe da minha casa para estudar e este ônibus está lá justamente todo sábado. Que sorte a minha. Fui fazer uma visita e me inteirar de como eu deveria proceder para fazer o empréstimo de livros. Só tenho que levar o RG e um comprovante de endereço e tenho direito a pegar cinco livros. Quando eu me organizar melhor vou pegar alguns livros de lá. O acervo é muito bem composto, com nomes como John Boyne, Roberto Bolaño e Nikos Kazantzakis.

Para mais informações a respeito dos dias e pontos em que os ônibus podem ser encontrados, acessar o site da Prefeitura.

O ônibus por dentro:



O ônibus por fora:



Carolina Maria de Jesus nasceu na cidade de Sacramento, em Minhas Gerais, no dia 14 de março de 1914. Estudou somente até a segunda série do primário. Quando sua mãe morreu em 1937, migrou para São Paulo. Na nova cidade, na favela do Canidé, na zona norte, construiu sua casa com madeira, papelão, lata e tudo que pudesse servir.
Mãe de três filhos, catava papel para sobreviver. Foi nas latas de lixo que encontrou os cadernos que escreveu seu diário, no qual contava o dia-a-dia na favela, como os vizinhas a tratavam e tratavam seus filhos... Muitas vezes não conseguia dinheiro suficiente para comprar comida e ela e os filhos dormiam sem comer.

Foi descoberta em 1958 por Audálio Dantas, repórter do extinto jornal Folha da Noite, enquanto este fazia uma reportagem sobre um parque infantil.
Em agosto de 1960, o livro foi publicado. Foi sucesso de público e de crítica. Na primeira semana de vendas, o livro alcançou o número de dez mil exemplares vendidos. Foi traduzido para treze idiomas e Carolina se tornou conhecida mundialmente. Até Clarice Lispector foi lhe prestigiar pessoalmente.



Com o sucesso obtido com a publicação de seu livro, se mudou para para uma casa de alvenaria no bairro de Santana.
Mas logo foi esquecida, porque ela escrevia a realidade e a sociedade elitista daquela época não queria ouvir  a realidade, principalmente da boca de uma negra advinda da periferia. Mas o reconhecimento que o Brasil não lhe dá é encontrado até hoje no exterior. Prova disso é o fato de que o livro dela é estudado nas salas de aula no Estados Unidos, com base no seu livro foi feito um documentário alemão, inédito no Brasil, "Favela: a vida na pobreza" (Favela- Das Leben in Armut), dirigido por Christa Gottmann- Elter, em 1971 .

No seu livro "Quarto de despejo- Diário de uma favelada", ela nos relata de forma direta e sincera, a vida na favela. Impossível ler este livro e não se sensibilizar. Como falar de passar fome, se você nunca passou um dia inteiro sem ter o que comer? É muito realista porque é a realidade. A realidade que Carolina viveu. Por isso é tão forte e tocante.

Este ano de 2014 comemora-se o seu centenário. E Carolina aos poucos está sendo lembrada novamente.

Além de Quarto de Despejo, publicou também mais quatro livros que não fizeram o mesmo sucesso:
- Casa de Alvenaria (1961);
- Pedaços de Fome (1963);
- Provérbios (1963);
- Diário de Bitita (1982, póstumo).

Seu sonho sempre foi ser cantora e atriz, mas foi desencorajada de investir nesse meio. Mesmo assim, ainda gravou um disco em 1961. Pode ser escutado aqui.



Morreu em 1977, totalmente esquecida e de volta a pobreza. Havia vendido sua casa de Santana e estava morando em Parelheiros, uma das regiões mais pobres da cidade, ainda fora vista catando lixo na antiga rodoviário de São Paulo.

À título de curiosidade: A biblioteca do Museu AfroBrasil tem o nome dela.

Cantiga de amor sem eira
nem beira,
vira o mundo de cabeça
para baixo,
suspende a saia das mulheres,
tira os óculos dos homens,
o amor, seja como for,
é o amor.

Meu bem, não chores,
hoje tem filme de Carlito.

O amor bate na porta
o amor bate na aorta,
fui abrir e me constipei.
Cardíaco e melancólico,
o amor ronca na horta
entre pés de laranjeira
entre uvas meio verdes
e desejos já maduros.

Entre uvas meio verdes,
meu amor, não te atormentes.
Certos ácidos adoçam
a boca murcha dos velhos
e quando os dentes não mordem
e quando os braços não prendem
o amor faz uma cócega
o amor desenha uma curva
propõe uma geometria.

Amor é bicho instruído.

Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que corre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem,
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã.

Daqui estou vendo o amor
irritado, desapontado,
mas também vejo outras coisas:
vejo beijos que se beijam
ouço mãos que se conversam
e que viajam sem mapa.
Vejo muitas outras coisas
que não ouso compreender...


Existem muitos livros (principalmente os infantis) onde todo o enredo está na
perspectiva do animal. Alguns deles até giram somente na ótica do mesmo. Pode até parecer difícil, mas não. O animal também tem muita história pra contar e também a inspirar. Muitos dramas e suspenses podem também ser narrados segundo as emoções dos próprios bichos e também ramificar para outros modelos, substituindo por humanos.
Um exemplo: Na infância, eu criava um viveiro de periquitos, onde a fêmea mais velha vivia brigando com uma das filhotes fêmea (já adulta também). Tudo por causa do macho. Volta e meia eu precisava bater nas grades para apartar e fazê-la sair de cima da outra. Um dia, a menor acabou ferida e precisei tomar providência. Transferi para outra gaiola menor e mais simples. Sempre que eu ia trocar a água e por alpiste, ela estava mordendo a grade e fazendo barulho, na tentativa de entortar. Não dava muita atenção a isso. Até que um dia a gaiola estava vazia. Ela finalmente havia fugido.
Agora imagine esse enredo na ótica dos personagens. Talvez não sustente uma história de periquitos, mas imagine a história de uma mulher (talvez escrava) oprimida em um território onde constantemente sofria nas mãos da mulher do imperador, por conta de ciúmes? Daí, ela é resgatada e levada até outra prisão, para que não morra, mas suspeitando de que iria morrer, acaba se preparando para a sua fuga e assim, um dia ela desaparece.
Imagine a felicidade proporcionada pela liberdade. A imensidão do céu se abrindo para novas oportunidades, desafios, enchendo o peito da personagem de esperança. A mulher sofrida conseguiu fugir e assim, terá mais forças e motivação para viver. A história pode fechar na liberdade ou então abrir para outra etapa, que é a de peregrinação rumo ao seu território e de encontro ao seu povo.
O mais curioso é que tudo isso partiu após analisar o drama sofrido em uma
comunidade de periquitos.
Tudo dependerá de uma senso criativo bem apurado e desenvolvido.


Leo Vieira

Respondendo a pergunta do título, não. Maquiavel não foi um príncipe. Ele foi o que se pode chamar de funcionário público. Nasceu no dia 3 de maio de 1469, na cidade de Florença, Itália. Foi chanceler, secretário e diplomático. Sua biografia diversas vezes confunde-se com a história política da Itália.

Seu livro “O Príncipe”, é um pequeno manual para governantes e pessoas que almejem alcançar ou permanecer no poder. É,  sem dúvidas, um livro de estratégias muito valioso, que pode ser usado, com poucas restrições, até nos dias atuais. Maquiavel o dedicou à Lourenço II, duque de Urbino, que não soube aproveitar o livro.

Príncipe, na obra de Maquiavel, é o governante do Estado.  Maquiavel defende a ideia de que para se manter no poder é preciso fazer com que os poderosos estejam do seu lado. É aquela velha história, manter os amigos por perto e os inimigos mais perto ainda.Segundo Maquiavel, “os fins justificam os meios”.

O caráter de uma pessoa pode ser julgado de acordo com os amigos que ela te. È como diz o ditado “diga-me com quem tu andas que te direi quem és”. Já na obra maqueaveliana, a linagem de um príncipe sempre vai estra refletida em seus auxiliares. Como podemos observar no trecho a seguir:
“A primeira impressão que se tem de um governante e da sua inteligência é dada pelos homens que o cercam. Quando estes são eficientes e fiéis, pode-se sempre considerar o príncipe sábio, pois foi capaz de reconhecer a capacidade e de manter a fidelidade. Mas quando a situação é oposta pode-se sempre fazer mau juízo, porque seu primeiro erro terá cometido ao escolher os assessores”.
Mesmo tendo sido escrito no período do Renascimento, os ensinamentos de Maquiavel podem ser usados nos dias atuais. E só formos para pensar, perceberemos que são. Principalmente na política.

Agora, alguns quotes do livro:

“Comete um erro quem pensa que entre as altas personalidades seja possível fazer esquecer antigas ofensas com novos benefícios”.

“De fato, o modo como vivemos é tão diferente daquele como deveríamos viver, que quem despreza o que se faz e se atém ao que deveria ser feito aprenderá a maneira de se arruinar, e não a defender-se”.

“(...) Ninguém deveria jamais permitir ser derrubado só por acreditar que há alguém disposto a levantá-lo”.


“A guerra é justa para aqueles a quem é necessária; e as armas são sagradas quando nelas reside a última esperança".

Quem é leitor, sofre com alguns problemas em detrimento de sua paixão pelos livros. Dentre comprar mais livros do que consegue ler e não ter mais espaço para guardar seus livros, destaco um problema muito comum. O de ler mais de um livro ao mesmo tempo, na vã esperança de diminuir os livros que se tem para ler.
Mas será que isso é realmente proveitoso?

Vou usar como exemplo o meu caso: Eu tenho muitos livros para ler e, não obstante, ainda pego mais um punhado de livros em bibliotecas. Sem contar os que ganho de presente e os que pego emprestados com amigos. É tanto livro atraente, que eu não consigo esperar terminar o que estou lendo para iniciar a leitura de um outro. Então, começo o outro sem ter terminado o que já havia iniciado a leitura. Numa dessas, percebi que estava lendo 7 livros ao mesmo tempo. Sete livros é um número exorbitante!

Não que não seja saudável ler mais de um livro ao mesmo tempo. Há até pesquisas que dizem que ao forçar o cérebro a lembrar o enredo do outro livro, trabalhamos nossa memorização. Mas ler sete livros ao mesmo tempo, realmente considero um exagero. Eu consigo ler este número de livros, mas o problema é: Sempre vou dedicar mais tempo a um do que ao outro e ao tentar dividir minha atenção entre os livros, meio que vou estacionar no tempo e a leitura vai levar mais tempo para ser concluída.
Ao me dar conta desse problema, eu tentei resolver fazendo o seguinte:
-Me perguntando se realmente valia a pena continuar com a leitura de determinados livros naquele momento ou se não seria melhor abandonar e voltar para ele depois;
- Avaliando qual livro faltava menos páginas para o final e dedicar mais tempo a ele;
-E me perguntando qual livro me atraiu mais  e separar um determinado tempo para ele porque a leitura fluiria sem problemas.

Ao pensar que lendo vários livros de uma só vez eu sairia no lucro por ler mais em menos tempo, na verdade estava saindo no prejuízo porque demoraria muito mais para concluir a leitura. Sem contar que com isso, não há verdadeiramente, um bom aproveitamento da leitura, pela mistura de diversos gêneros diferentes. Eu, por exemplo, estava lendo um livro de não-ficção, uma distopia, um romance, um diário...

Com isso, aprendi que ler sete livros ao mesmo tempo não é uma boa ideia e não vai resolver o meu problema de ter mais livros do que tempo para lê-los. É melhor deixar as coisas fluirem com um livro só e ir em busca do autocontrole em bibliotecas.


Ultimamente tenho acompanhado algumas polêmicas envolvendo blogueiros e escritores por conta disso e com o tempo, cada vez mais está merecendo atenção. Muitos blogs não só estão aderindo como também estão incentivando que outros blogs utilizem da mesma política de compartilhar download de obras literárias. Isso não é nada legal...
Todos nós sabemos do trabalho que dá construir uma obra literária. E também sabemos do custo que é investir nos registros, revisão, artes, acabamento, até a sua obra se transformar em um livro impresso de qualidade. Então, imagine depois a frustração desse autor quando descobre que o livro foi pirateado, seja pelo e-book ou até mesmo escaneado? Isso não se faz...
Então, como escritor e também como blogueiro, peço a todos que levem a sério a ideologia literária, custe o que custar. Download de livros somente para obras que estejam em domínio público e/ou publicações acadêmicas sem fins lucrativos.
Não tem sentido, nem lógica, nem cabimento apoiar um escritor copiando o livro dele. Então, não faça uma coisa dessas.
Se você quer muito ler, mas não tem dinheiro ou interesse de gastar, participe de book tour, vá na biblioteca onde o livro está, peça emprestado de algum amigo, mas jamais faça download, nem mesmo incentive isso. Se você tem alternativa de copiar o e-book e/ou escanear, isso não lhe dá o direito de fazer tais atos desonestos.
Escritores e blogueiros que andam juntos no mesmo propósito somente terão a ganhar.


Leo Vieira

"Dois, não fosse esse número o amor não seria".

"O amor traz consigo a solidão, entrega-me a uma falta como nenhuma outra, que ninguém senão o amado pode suprir (...)"

''O que você diz é um oráculo, exige de mim o esforço de te decifrar e me redescobrir, eu que me perdi no teu fluxo, submergi nas tuas águas e na tua presença vejo o céu sem saber a que constelação você pertence".

"(...) O fim só existe para promover o começo".

"Do amor de hoje só restou a palavra amor".

Promoção Livros Fantásticos


Curte um bom livro de fantasia? Que tal ganhar 5 !!?




Boa noticia para os amantes de livros e fantasias: Os blogs Expressão Moda e Literatura , Leitora AssíduaLiteralizando SonhosMinhas Impressões e Um Oceano de Histórias se uniram para sortear 5 livros para um só ganhador! 
Você também pode entrar nesta festa de fantasias literárias ...

Participe da Promoção "Livros Fantástico" e concorra a 5 livros de fantasia.

A promoção tem início hoje e aceita participações até 0hs do dia 9 de maio!
Pra concorrer, siga os passos e boa sorte! 

1- Compartilhe o post com a IMAGEM OFICIAL da promoção no Facebook.

2- Preencha TODAS as entradas do formulário abaixo.

a Rafflecopter giveaway

Observações: 
- A promoção terá apenas 1 vencedor.
- O vencedor deverá enviar seus dados em até 3 dias após o anuncio do resultado. ( Entraremos em contato por email)
- Em caso de falta de resposta do vencedor, faremos novo sorteio com anuncio em até 10 dias. 
- Só serão aceitos participantes que residam em território nacional.
- Cada blog se responsabiliza pelo envio de seu respectivo prêmio.
- Os blogs terão até 30 dias para enviar seus respectivos prêmios.
- Não nos responsabilizamos por extravio ou danos causados pelo Correio.






Quando conhecemos uma história, ficamos fascinados pela forma que foi contada. Isso depende muito do autor, principalmente se ela é original. No caso de uma recontagem, como uma fábula por exemplo, ficamos ainda mais deslumbrados com as características especiais do escritor. Um exemplo notável disso é a Disney, que sempre usa características especiais, como canções e enredos com mascotes e mensagens positivas, sempre apelando para a franquia de brinquedos, revistas e tendenciando as cenas de ação para os modelos de videogame.
No caso de identidades literárias, temos as fábulas, onde ganham várias recontagens, sejam elas no gênero infantil, humor (com paródias), e até mesmo adulto (com mais cenas de ação). Isso torna o autor até mais reconhecido.
Vejam como existem literaturas sobre vampiros, zumbis, anjos e outras figuras
fantásticas, folclóricas ou mitológicas. Cada um usa de seu conhecimento e
imaginação. Quanto mais criativo e menos esteriotipado ele for, mais a obra se
tornará verossímil e especial aos seus leitores.
Nunca deixe de pesquisar e fazer diferente quando for apresentar uma nova história.
Sempre há algo que pode ser modificado. Cuidado para não seguir esteriótipos já desgastados e muita atenção para algo não parecer plágio.


Leo Vieira

O Infinito Criativo das Letras é uma página no Facebook ( www.facebook.com/infinitocriativodasletras) que conta com a união de quatro autores em prol da Literatura. São eles:
Janaína Rico ( Ser Clara);
Landulfo Almeida ( As duas faces do destino);
Leonardo Barros (  Presságio -O assassinato da freira nua);
Marcelo Hipólito ( O mago de Camelot - a saga de Merlim para coroar um dragão).




Através de conteúdo descontraído e inteligente o grupo divulga e debate literatura e ainda promovem a aproximação do leitor com o autor.

Confira a iniciativa desses autores aqui embaixo:

 Mural de entretenimento
Com residência fixa no Facebook, a página Infinito Criativo das Letras, é o veículo escolhido pelos escritores Landulfo Almeida, Leonardo Barros e Marcelo Hipólito para a divulgação de eventos, 
notícias e curiosidades sobre literatura. Nela você vai encontrar a produção dos canais 
de vídeo desses autores e de seus parceiros, a programação dos bate-papos literários, 
resenhas e informações sobre lançamentos. Mas, não para por aí! Na página os autores 
divulgam informações sobre seus interesses no mundo da literatura, cinema e TV. É 
também um espaço para brincadeiras e para a troca de ideias. O grupo promete algo 
novo a cada dia. 

Entrevistas e bate-papos ao vivo
Aproveitando-se da ferramenta hangout on air do google, são oferecidos links 
para que qualquer interessado por literatura ou cultura de forma geral possa assistir ao 
vivo, on line, os mais variados programas. Todos são disponibilizados em seguida no 
youtube para serem vistos, revistos e compartilhados. 

Papo de Escritor:
 Idealizado e conduzido por Leonardo Barros, o programa 
quinzenal, às quintas-feiras, 19h, conta com a participação fixa de Landulfo Almeida, 
Marcelo Hipólito e Janaina Rico para o debate informal sobre temas literários. Qual é 
seu vilão mais odiado? Sua heroína favorita? O melhor livro de fantasia? Lá o leitor 
poderá conhecer a opinião dos autores sobre esses temas e muitos mais. A cada 
episódio, um assunto. A cada programa um ou mais convidados especiais. 
Para encontrar as novas produções basta seguir a página do autor Leonardo Barros ou a página do Infinito Criativo das Letras .
Para encontrar as produções passadas, visite e inscreva-se no canal “Sente e Escreva" ou 
visite o playlist do canal “Infinito Criativo das Letras”. No canal “Sente e Escreva” os interessados na arte da escrita podem encontrar também dicas valiosas fornecidas pelo autor Leonardo Barros.

Na Mira dos Autores:
 Um convidado especial a cada quinzena é entrevistado 
pelo idealizador do programa, Landulfo Almeida, e pelos autores Marcelo Hipólito, 
Janaína Rico e Leonardo Barros. De autor para autor, os entrevistadores mergulham 
fundo nos livros e no ambiente criativo do convidado. Maurício Gomyde e Sérgio 
Pereira Couto já passaram por lá. O programa também acontece às 19h, e se reveza com 
o Papo de Escritor para oferecer ao leitor uma ótima opção para as quintas-feiras. Em 
resumo, quinta é dia de hangout! 
Para encontrar as novas produções basta seguir a página do autor Landulfo Almeida ou a página do 
Para encontrar as produções passadas, visite e inscreva-se no canal de Landulfo Almeida ou 
visite o playlist do canal “Infinito Criativo das Letras”.

Eu Leio Brasil
Idealizado por Janaina Rico como parte da campanha de 
incentivo à leitura de autores nacionais “Eu Leio Brasil” o programa de entrevistas traz 
para as tardes de sexta, às 16h, seu autor predileto. Ela e Landulfo Almeida entrevistam 
sempre um autor nacional de destaque. O programa garante forte interação com os 
expectadores que podem enviar perguntas antes ou durante o programa e concorrer a 
sorteios. Carolina Estrella, Laura Conrado, Carina Rissi, Marina Carvalho e Samanta 
Holtz já pintaram por lá. E não se surpreendam se entrevistadores convidados 
aparecerem para apimentar a entrevista. 
Para encontrar as novas produções basta seguir a página “Eu Leio Brasil” no 
facebook ou a página do Infinito Criativo das Letras.
Para encontrar as produções passadas, visite e inscreva-se no canal Eu Leio Brasil ou 
visite o playlist do canal “Infinito Criativo das Letras”. 

Quem, assim como eu, gostou das ideias e desses projetos maravilhosos, pode ajudar curtindo as páginas, seguindo os autores e compartilhando os posts.

Por Arsenio Meira.


Faz uns 10 anos que olhava para este romance em livrarias, sebos, casa de amigos e familiares. Olhava-o distante, posto que detentor de um tema que não faz muito minha cabeça. Mas a Literatura e o Tempo são dois aliados. Indeléveis. Não tardou, e o tempo-maturidade me levou a romper esse divórcio que havia entre o livro e o meu mapa literário.

Ao término da leitura, penso com meus botões em como será o mundo daqui a cinqüenta anos, com os desdobramentos da engenharia genética, uso de células tronco, clonagem, difusão da televisão digital, aquecimento global, celular androide, hidrogênio como a nova fonte energética, fundamentalismo religioso e as novas potências querendo sua fatia do bolo. Bradbury em 1953, ao escrever Fahrenheit 451, foi além, pois pensou e criou um universo onde os livros eram proibidos e os bombeiros, ao invés de combater o fogo, tinham que usá-lo para manter a ordem, destruindo a fonte de conhecimento.

Apesar disso e da presença de algumas inovações tecnológicas, como os avançados sistemas de transportes, bebedouros de refrigerante, carros velozes, guerras nucleares e televisões interativas, o futuro de Bradbury é bastante próximo ao que estamos vivendo hoje. Isso porque, em vez de simplesmente apostar na frieza científica e nas catástrofes, o autor investiu numa temática humana, de ordem cultural, tornando os problemas levantados mais próximos de nossas preocupações.

Esta virtude acaba se refletindo na própria linguagem, com cenas mais baseadas em sentimentos do que em ações e aparatos tecnológicos. E mesmo quando se faz necessária alguma explicação sobre o funcionamento de um equipamento ou sobre os motivos que resultaram naquelas transformações sociais, elas aparecem dentro do enredo, através de conversas entre os personagens, sem precisar abrir parênteses ou notas de rodapé.

A história é contada através do bombeiro Guy Montag, em falsa terceira pessoa. Toda a trama se desenrola de acordo com o seu olhar. Se no início do livro, Montag mostra-se como um operário, uma engrenagem qualquer que cumpre mecanicamente ordens no trabalho e volta para dormir em casa, ao conhecer sua nova vizinha, Clarisse McClellan, ele passa a reagir como nós, leitores, diante desse universo estranho proposto por Bradbury. A partir das conversas com Clarisse, o bombeiro começa a redescobrir o mundo; abre-se uma fresta mítica e seu cotidiano perde toda e qualquer vulgaridade. O personagem questiona os alicerces que sustentam sua vida, desde o comportamento da sua esposa Mildred ao trágico motivo que dizimou os livros (por serem subversivos...)

O contraste entre a liberdade de interlocução com Clarisse e o vazio irreversivel de Mildred, afundada em quantidades industriais de pílulas para dormir, aliado ao convívio com sua “família” na televisão, faz com que Montag desate o nó para embarcar jornada em busca de respostas. E elas surgem. Nas palavras do comandante Beatty e do professor Faber, ficamos sabendo junto com Montag como e por que o valor da reflexão foi abandonado pela sociedade. São frases dignas de grifo, verdadeiras aulas de teoria da comunicação, uma coletânea dos pensamentos frankfurtianos de Walter Benjamin, Theodor Adorno, Max Horkheimer, Jürgen Habermas. O discurso adquire tons políticos claros, mas aparecem tão bem encaixados na trama que só aumentam a qualidade literária de Fahrenheit 451.

Com um lança-chamas, Bradbury ilumina questões como a influência da indústria cultural nas relações pessoais, o movimento do politicamente correto em defesa das minorias, o controle social exercido pelos meios de comunicação, o consumismo, a alienação e o sucessivo esvaziamento das ideias resultante da perda da individualidade.

O futuro proposto por Bradbury parece ainda mais obscuro do que os de outros clássicos da ficção científica como Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, e 1984, de George Orwell, que são construídos em cima de governos autoritários. Em Fahrenheit 451, a censura se fortifica em função do desinteresse da sociedade pelo conhecimento, mais preocupada que está em manter sua felicidade barulhenta e vazia. Deste vácuo nascem ruínas intransponíveis. 

Fui indicada para responder a esta tag pelo Arthur Dias do blog DiscoDiVinil.
Ela consiste em eu responder qual foi o primeiro livro que li na vida e último que terminei de ler. Após isso, respondo cinco perguntas e indico cinco blogs para participarem também.

O primeiro livro lido:


É claro que eu não lembro qual foi o primeiro livro que li na vida, mas tenho um caderno que anoto todos os livros que li e o primeiro que está anotado lá é "A Bolsa Amarela", da Lygia Bojunga.









O último livro lido:    
  

"O Visconde partido ao meio", do Italo Calvino.

Um visconde vai para a guerra e é atingido por um tiro de canhão.  É tratado por médicos, mas as partes não voltam a se juntar. E assim, a parte ruim retorna para sua terra natal e atormenta os moradores, até a parte boa aparecer e as coisas serem consertadas.








PERGUNTAS
1 - Já comprou algum livro pela capa?
Já. Mas está aí algo que não farei novamente. O livro foi: "Como eu antes de você", da Jojo Moyes


2 - Gosta da literatura brasileira?
Gosto e dou o maior incentivo à Literatura Nacional.

3 - Tem o costume de ler e-books? Por quê?
Não. Porque eu prefiro mil vezes o livro físico.

4 - Prefere ler sagas ou livros únicos?
Livros únicos. Mas leio livros que são em séries também.

5 - Já deixou ou esqueceu de fazer algo de tão concentrado que estava em uma leitura?
Já deixei de estudar para ficar lendo.


INDICADOS
(Vou indicar só dois mesmo, porque sou rebelde!)

Categorias:

Hoje não viemos discutir projetos
Hoje não viemos pedir
Hoje viemos como alguém que visita sua casa
Que vem dizer pra família
Sobre as dificuldades de se tecer a invenção
Sobre o abismo que se abre para além do entretenimento
Sobre o prazer que é lutar pelo que se acredita
Hoje viemos dizer pra família

Que não vamos mais terminar os estudos
E que nossa carne curtida, nosso olho vermelho,
Nosso sorriso encarnado e, principalmente, nosso silêncio
Dizem tudo.

Hoje o carteiro que me visitou, trouxe em seu carro amarelo, dois motivos para eu sorrir. Um vindo de Guarulhos e a outro vindo de Manaus.

O que veio de Manuas, foi mimos enviados  pela minha parceira Mayara Tashiro, do blog Silêncio Contagiante. Veio tanta coisa, mas tanta coisa, que eu até me emocionei. A May é mesmo um amor.
E juntamente com as coisas que a May me mandou, veio o livro que eu comprei do Jan santos, "Relatos de um mundo sem luz" + colar do livro e adesivos do livro... porque eles moram perto, estudam na mesma universidade...


Os mimos que a May me mandou

 
O livro, o colar e os adesivos do livro do Jan

O que chegou de Guarulhos foram o livro "Fragmentos de uma mente em Construção", do Maurício Nunes, que eu estava desejando este livro há muito tempo e eu também comprei o cd dele, "Quase tudo que eu queria ter dito". E este cd, eu indico com vigor, pois o Maurício é uma das poucas pessoas que realmente fazem música boa nesse país. E vocês podem comprar o cd diretamente com ele.




O personagem principal desse livro é Freico Nordon. Um garoto de doze anos que acordou sem memória no distrito de Murloc. Um distrito que tem como principal fonte de renda, o comércio de poções. As pessoas que nascem nesse distrito são chamadas de morcs.

Zog é um morc e é o melhor amigo de Freico. Ele possui características muito particulares, como por exemplo, o apelido de Fiel Bizarro, adquirido após um acidente com uma Victoria Reios- uma espécie de ave gigantesca- e por conta desse acidente, também se tornou o menor morc de toda Murloc e as pessoas não cansavam de lembrá-lo de seu tamanho. Também é um viciado em açúcar e pode se esbaldar o quanto quiser, que não correrá o risco de adquirir diabetes.

Freico sempre se sentiu muito sozinho e este sentimento de solidão era cada vez mais intensificado com todo preconceito que sofria por parte dos morcs, porque achavam que ele era o responsável por trazer tantas desgranças pra Murloc. Por isso, não ficou de todo triste quando soube que como punição por praticarem feitiçaria sem autorização, Freico e Zog recebem uma cassação de morada- punição que obriga o cidadão infringidor a mudar de distrito e servir neste novo distrito- e vão morar em Merlingrado. A única coisa que o entristece é ter que deixar para trás  seu mestre Tatroon, que o acolheu em sua casa e Hercônia, que fazia uma comida deliciosa.  

Freico, em busca por respostas, decide descobrir qual é sua Sina. Conta coma ajuda de algumas pessoas, mas fica no ar a dúvida de em quem confiar.
No decorrer da história, nos é apresentado diversos personagens que são essenciais para o desenvolvimento e o desfecho da mesma. Mas até o capítulo final, o leitor ainda é habituado com o mistério e  a ânsia de saber como tudo vai terminar.

Será que Freico vai conseguir descobrir sua Sina? Será que vai ser fácil?
Só lendo para saber e mesmo assim, quando você terminar de ler o livro, vai enlouquecer querendo que o segundo livro da série, que já tem nome o nome divulgado ( "A Maldição do Éden"), saia logo.

No livro, o leitor se deparará com uma linguagem própria, artifício que contribui para a originalidade do livro, mas para ajudar no entendimento dessas palavras, há notas de rodapé.

Quero parabenizar ao Maick ( Olha a intimidade, rs) pelo livro mais do que maravilhoso que ele escreveu e dizer que ele é umas das inumeráveis provas de que a nossa literatura nacional conta com grandes escritores.


06/04
14h00
PIXELETRA
São Paulo- Livraria Leitura- Jundiaí
Haverá a presença de grandes nomes da literatura nacional como Raphael Draccon, Carolina Muñoz, Afonso Solano, Marcel Colombo e Ana Macedo.
Nas palavras do Raphael Draccon "Literatura+ Videogames+ Piadas Nerds".

Para mair informações, acessem a página do evento aqui.


11/04
15h00
ENCONTRO COM JANAINA RICO
Joinville- Santa catarina- Auditório da Feira.
Bate-papo com os leitores e sessão de autógrafos.

Para mais informações, clique aqui.



12/04
14h30
MOCHILA LITERÁRIA PORTO ALEGRE
Porto Alegre-Memorial do Rio Grande do Sul
Está programado bate-papo com os autores, sessão de autógrafos, sorteio de brindes e livros disponibilizados pelos autores.
Autores que estarão presentes: Adriana Vargas, Cristina Frentzen, Janaina Rico, Landulfo Almeida, Lilian Farias, Leonardo Barros, Ligia Miraglia, Eleonor Hertzog, Marcelo Hipólito, Mauricio Gomyde ,Márjorie Barth, Lhaisa Andria, Paula Vendramini, Tâni Falabello, Silvia Fernanda, Simone Fraga, Suzy M. Hekamiah.

Para  mais informações, clique aqui

12/04
15h00->Livraria Leitura- São Bernardo do Campo- São Paulo
18h00-> Leitura Campinas- Campinas- São Paulo
ENCONTRO COM FÃS DE ROMANCES DE ÉPOCA