Fui indicada para responder a esta tag pela Andressa, do blog Couplé Literário.
Acho que consiste basicamente em responder as perguntas e indicar alguns blogs no final.

1 - Como você descobre sobre novos livros para ler?
Por blogs, idas a livrarias e bibliotecas, indicação e influência de amigos.
2 - Como você entrou nesse mundo da leitura? 
Desde pequena, vi nos livros uma espécie de refúgio e estou neste refúgio até hoje.
3 - Como o seu gosto literário mudou com o passar do tempo?
Não posso dizer que mudou... mas certamente, com o passar do tempo, eu passei a me abrir mais  a novas leituras.
4 - Com que frequência você compra livros?
Não tenho uma frequência para comprar livros.
5 - Como você entrou nesse mundo dos Canais Literários?
Eu sempre gostei de ler blogs literários, então pensei: por que não criar o meu?
6 - Como você reage quando não gosta do final de um livro? 
Fico indignada!
7 - Com que frequência você espia a última página do livro pra ver o que acontece no final?
Nenhuma. Não faço isso. 
8 - Quem você vai marcar pra responder essa tag?

Oi, gente.
Hoje eu venho contar para vocês uma super novidade!
Temos um novo colaborador no Minhas Impressões.

O nome dele é Arsenio Meira. Ele é de Recife, tem 38 anos, é formado em Direito e  exerce a advocacia com enfoque nas áreas de Direito societário e empresarial. Mas antes de saber disso, eu apostava todas as minhas fichas afirmando que ele era formado em Letras ou Literatura porque ele escreve muito bem, as resenhas dele simplesmente são maravilhosas!
Nos conhecemos pelo Skoob e eu fiquei muito feliz quando lancei a proposta dele ser resenhista aqui no blog e ele aceitou. É realmente uma grande honra para mim tê-lo como colaborador e espero que vocês, assim como eu, também curtam o que ele escreve.

Então, vamos dar as boas vindos ao nosso novo amigo, Arsenio, e já podem desfrutar de uma das resenhas maravilhosas que ele escreve.

A arte e o espelho da vida
-Por Arsenio Meira

São dez contos. Pela ordem: 1 - Dimensões; 2- Ficção; 3 - Wenlock Edge; 4 - Buracos-profundos; 5 - Radicais livres; 6- Rosto;7 - Algumas mulheres; 8 - Brincadeira de criança; 9 - Madeira e 10 - Felicidade demais.

Gostei visceralmente de todos. Não vou eleger um; seria uma injustiça suprema aos meus olhos de leitor. Dez diamantes. A dor humana, a miséria, e a solidão das pessoas (sim, são pessoas de carne e osso os personagens de munro) imprimem às narrativas uma elasticidade concreta. Como se fosse possível alongar ou distender um muro. E é. Tchekov não está só.


Alice Munro trabalha artesanalmente, sem estardalhaços, com a verossimilhança, e o faz sob a égide de um estilo aparentemente econômico, corrosivo e direto. Uma prosa que esfaqueia qualquer possibilidade de fuga e penetra no mais fundo pântano que há nos personagens/pessoas, através de diálogos primorosamente belos e corriqueiros, tão triviais que fica impossível não divisar no espelho das tramas um facho de sombra semelhante ao itinerário que, não raro, traçamos. Aqui não residem as descrições estáticas. A fatalidade, como um felino, fica à espreita invisível e palpável como o muro distorcido.

A violência (aqui entendida como o urro de uma criança em sério apuro, ou a lágrima reprimida de alguém que morre à espera de uma mão acolhedora que se ausenta para sempre) estabelece o contato com a realidade cotidiana. Os personagens-pessoas nascem dessa experiência dinâmica e comovedora. Incontornável e aflita.

A sensação é redentora e, ao mesmo tempo angustiante. Se sairmos para dar uma espiada na janela, paira sobre nosso mover-se a certeza de que estaremos perdidos. Eis o cardápio da angústia. Nos contos de Munro, a catarse ocorre por meio de situações que conhecemos: o abandono, o desespero de fugir de uma relação fracassada, um passado em ruínas, esperançoso do futuro; os laços familiares que repercutem às limitações provocadas pela doença ou pelo envelhecimento. O impulso que Munro cria é de identificação, concretização ou repulsa de fantasias. A verossimilhança e a originalidade dos contos advêm da extrema dedicação com que Alice tece pequenos pormenores (lembranças, palavras ou fatos), que desencadeiam e iluminam a compreensão do universo de cada personagem ou pessoa.

É um livro imenso. Os contos, tremeluzentes e autônomos, provocam picos de dor em certos lugares que pensávamos mortos. As pessoas que Munro descreve são imensamente iguais a nós, e dramaticamente diferentes. Elas ressuscitam em meio ao nosso olhar, que se reconhece e se esgarça ante o silêncio desta dor compartilhada.



Imagine que você é um visconde e que seu país está em guerra contra os turcos. O que você faz? Se alista para agradar alguns duques e vai para o campo de batalha. É isso que o visconde Medardo Di Terralba faz. A Itália está em guerra contra a Turquia e lá vai o visconde defender seu país.

Mas quando o visconde finalmente retorna para sua nação, os moradores têm uma grande surpresa: somente metade de seu corpo retornou. O corpo fora dividido ao meio ao ser atingindo por um tiro de canhão. Esta metade que retornou, era a metade ruim, que praticava o mal gratuitamente, pelo simples prazer de ver a desgraça alheia. Partia  ao meio tudo o que encontrava pelo caminho. Atentou contra a vida de seu pai, contra a vida da mulher que tinha sido sua babá e até contra a vida de seu sobrinho.

Em meio a tantas desgraças provocadas pela metade maligna  do visconde, as pessoas já estavam descrentes de que algo bom poderia acontecer, mas aconteceu. Eis que surge a metade boa. No início ninguém pensou que fosse possível e até pensaram que o que era mau tinha virado bom, mas depois perceberam que havia duas metades mesmo: a boa e a ruim.
Esse acontecimento causou uma certa confusão, porque o que um destruía, o outro consertava  e de início, não sabiam da existência um do outro, mas quando souberam, a parte má tentou matar a parte boa a fim de ser o único visconde.

A história é narrada em primeira pessoa pelo sobrinho do visconde, que é fiel em sua narrativa e não nos esconde nada. Vemos como ele vê.

Muitos dizem que esse livro lembra uma fábula, pela presença do fantástico e da moral da história no final do livro. Pode até ser, mas de uma coisa que eu estou certa, é que não me agradei deste livro. Acho que o motivo é porque tenho como base o primeiro livro que li do autor, "O Barão nas árvores" e espero que os demais sejam tão bons quanto este. Faltou alguma coisa no livro. Mais profundidade talvez.

"Meu tio ainda vivia  a primeira juventude: a fase em que os sentimentos estão todos confusos, quando ainda não se destinge o bem e o mal, em que cada nova experiência, mesmo macabra e desumana, é intensa e impregnada de amor à vida".

"Nada agrada mais aos homens do que ter inimigos, e  depois verificar se são exatamente como os imaginara".

"Todo o encontro de dois seres no mundo é uma dilaceração".

"Esperar é própio do homem (..) O homem justo, espera com fé; o injusto, com medo".

"Às vezes alguém se julga incompleto e é apenas jovem".

O Antro Literário é é uma associação literária, cultural e educacional sem fins lucrativos, que está sempre dando dicas aos blogueiros e futuros escritores que queiram se inserir no mercado editorial.
Esta associação foi criada pelo escritor carioca e gonçalense, Leo Vieira e pode ser encontrada nos seguintes recursos:
Blog
Fanpage
Twitter
Youtube.

Para que vocês possam conhecer um pouco mais do Antro Literário, trouxe algumas fotos para cá.











Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu,

enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.

Fui indicada para responder a esta tag pela Mariana do blog Um Reino Muito Distante.
Acho que deveria ter sido publicada antes, mas eu só consegui me programar para ela sair agora. Estou pegando a mania do Arthur, do DiscoDiVinil, que demora para responder as tags, rs.

O objetivo é citar 4 livros que vai ler em 2014, que vai reler, que vai comprar, série que vai começar, continuar e terminar. E 4 blogs para responder a tag. Então, vamos lá!

4 LIVROS QUE VOU LER 2014
- Al-Aisha e os esquecidos, Marcel Colombo.
- As Duas faces do destino, Landulfo Almeida.
- Caminhos infernais, Larissa Sposito.
- Teatro do Oprimido, Augusto Boal

4 LIVROS QUE VOU RELER
- Já reli "Meu pé de laranja lima", José Mauro de Vasconcelos.
- O conto da ilha desconhecida, José Saramago.
- Germinal, Emile Zola.
-Um a aprendizagem ou Ou o livro dos prazeres, Clarice Lispector.

4 LIVROS QUE VOU COMPRAR
Eu sinceramente estou conseguindo me controlar e não estou cedendo ao desejo de comprar mais livros porque quero ler primeiro os que tenho aqui, sem contar que sempre pego vários na biblioteca. Mas se eu for comprar livros serão estes:
-A base do iceberg, Flávio Sanso.
- Relatos de um mundo sem luz, Jan Santos.
-Da boca pra dentro, Yohana Sanfer.
- Manual prático de bons modos em livrarias, Lilian Dorea.

SÉRIE QUE VAI COMEÇAR, CONTINUAR E TERMINAR
-Eu comecei a série Freico Nordon, com o livro As Esferas de Medeia, do Maickson Alves e vou continuar quando ele lançar o segundo livro, que já vou divulgado o nome: "A Maldição do Éden".
-Vou começar Al-Aisha eos esquecidos que tem continuação também.
-Li "Alecognição" que também é uma série e com certeza lerei os outros livros
Deu para perceber que são todos nacionais, né? Só assim para eu acompanhar alguma série mesmo.

4 BLOGS QUE INDICO
- Que Nerdice Alice
-DiscoDiVinil
-Silêncio Contagiante
- Chuva de Janeiro




Categorias:



Este livro foi publicado pela autora quando ela tinha apenas 17 anos. Foi transformado em filme por Francis Ford Coppola e isso só serve para maximizar todo talento da autora, porque ela realmente merece.

A história é narrada em primeira pessoa por Ponyboy Curtis. Um adolescente que gosta de pôr-do-sol e de poesia, mas é influenciado pelo meio em que vive, sendo obrigado a participar de brigas entre os socs e os greasers.
Os socs são garotos ricos, mimados, que possuem carros de luxo e se acham no direito de saírem por aí agredino as pessoas. Os greasers são caraterizados pelo uso de brilhantina nos cabelos longos, são de classe baixa e são maus vistos pela sociedade, em especial pelos socs. Em resumo, um rico e o outro é pobre. isso nos anos 60, mas há a possibilidade de intertextualizar com os dias atuais, se pensarmos na gritante diferença social que ainda existe.

Ponyboy, que é greaser e mora com os dois irmãos mais velhos, sentiu na pele o que é ser vítima de um soc, assim como seu melhor amigo Johnny, que ficou com um grande trauma. Quando estes dois tentaram se defender, acabaram provocando um grande problema e tiveram que fugir. No final dessa fuga, há o ponto alto do livro. A autora dá um verdadeiro tapa na cara da sociedade, mais realista impossível.
Fica a minha dica de leitura e tenha certeza que se você ler este livro, vai querer ler o segundo, "Passou, já era", que já resenhei aqui também. Os dois são curtos e valem mesmo a pena ler.


"Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece
Viver e amar
Como outra qualquer
Do planeta..."
(Milton Nascimento)

Hoje é aniversário de uma amiga muito especial. Conheci a Maria através de outras amigas blogueiras em comum quando ainda era bem jovenzinha. Na primeira impressão, aparentava ser uma menininha ingênua, delicada e amante da literatura e poesias. E realmente é tudo isso, mas assim como toda joia preciosa, ela também foi muito bem lapidada pela vida, tendo caráter e personalidade muito bem trabalhados e
desenvolvidos. Sempre muito madura e à frente de sua idade, mantém uma jornada de estudos e leituras para dar conta de seus compromissos acadêmicos. Hoje é uma universitária e também mantém com êxito o seu blog (Minhas Impressões). E as minhas impressões também são essas: que a literatura transforma o ser humano. E a Maria demonstra que é uma jovem que nasceu para evoluir e transformar.
Hoje, essa pequena estrelinha brilha mais intensamente. Completando a sua décima oitava primavera, ela se transforma agora em uma mulher. Tão jovem ainda e com uma bagagem cultural impressionante! Eu tenho idade para ser até o pai dela, mas sempre pensava como seria bom ter também nascido em São Paulo em 1996 e ter o privilégio de ter estudado na mesma escola que ela. Imaginava poder ter sentado em uma carteira próxima e poder ter compartilhado muitos estudos e pesquisas.
Que toda a sua criatividade e inteligência seja revelada por muitos, porque você ainda vai evoluir mais e ir muito longe com o seu talento. Como uma borboleta, voe muito e como uma estrela, brilhe sempre!

Leo Vieira

Hoje, dia  16 de março, venho anunciar o resultado da promoção para os participantes.

 O ganhador é uma menina. E começa com a letra L...

A ganhadora é a... LUANA ALONSO!!! Parabéns, entrarei em contato por e-mail e você tem até 72 horas para me responder, caso contrário, será feito um novo sorteio.

Agradeço a participação de todos e se você não ganhou, não fique triste, a partir de amanhã, dia 17, até o dia 30 teremos mais um sorteio aqui. Participem!

 

"Os greasers podem não ter muitas coisas, mas têm fama. Fama e cabelo grande. (Que tipo de mundo é este onde tudo o que tenho para me orgulhar é a reputação de malandro e o cabelo comprido, cheio de brilhantina?(...)).

"Não há nenhuma razão para brigar, a não ser em defesa própia".

"Um cara que te ouve de verdade, que ouve e se preocupa com o que você está dizendo, é uma coisa rara".

"O primeiro verde da natureza é dourado,
Para ela, o tom mais difícil de fixar.
Sua primeira folha é uma flor,
Mas só durante uma hora.
Depois a folha se rende a folha.
Assim o paraíso afunda na dor,
Assim a aurora se transforma em dia.
Nada que é dourado fica". - Do poema "Nothing Gold Can Stay"- Complet Poems of Robert Frost.


Conhece essa expressão? Em que exatamente ela se aplica? Em praticamente tudo. A Roda, sem dúvidas, é a maior descoberta da humanidade, até mais do que o fogo. A Roda não é um invento. A Roda já existia há muito tempo. A Roda estava e ainda está em todo lugar. Tudo que desenhamos se inicia com proporções geométricas, mas nas formas circulares que ela ganha padronização. Se tudo o que desenhamos e criamos tem o formato de uma Roda, significa que de certa forma, nada é muito original, pois tem o movimento esférico como modelo.
Literariamente falando, o escritor é um reinventor de Rodas. Toda sinopse, enredo, argumento, personagens e roteiro, até esse conglomerado de textos se transformar em um livro é na verdade uma grande Roda. Mas é uma Roda muito especial. Todo romance tem início, meio e fim; além de personagens bons e maus; tramas que andam em um compasso, mantendo o ritmo até o desfecho, deixando o leitor satisfeito a ponto de querer saber mais sobre o autor e aguardar a próxima Roda. Essa é a Roda que o escritor precisa reinventar e assim como o formato, o seu trabalho precisa rodar e girar em um ciclo contínuo, sempre reinventando e aprimorando.
Não tenha medo de recriar. E não tenha pressa em adaptar as suas ideias. Um trabalho bem feito precisa de tempo e de aprofundamento. Pense, crie, desenvolva e a sua ótica será apreciada como uma grande redescoberta.



Leo Vieira


Neste livro, a história é narrada em primeira pessoa por Brayon e ele nos conta sobre seus amigos, sua família, sua vida, seus amores e sua condição social.
Mark, pode-se dizer, é o segundo personagem principal desse livro. Ele passou a morar na casa de Brayon logo após a morte de seus pais. Foi acolhido como um filho pela mãe dele e  ele e Brayon sempre foram melhores amigos, quase irmãos.

No livro também é retrata o preconceito que os hippies tinham que enfrentar. Não só da sociedade, mas também de seus familiares. Exemplo disso, é um dos amigos de Brayon, apelidado de MM, por sempre estar com um saquinho desses doces na mão. MM tem cabelos longos, é inteligente, tira notas boas na escola, sempre ajuda os amigos com o que pode, ajuda em casa cuidando dos irmãos menores, tudo naquela vibe paz e amor. No entanto, seu pai sempre implicava com ele por conta do cabelo.

Para ajudar me casa, Brayon começa a procurar emprego e nesse meio tempo, revê a irmã de MM, Cathy, que estava morando fora. Os dois começam a sair e passam a namorar. Por causa desse namoro, Brayon amadureceu  e algumas certezas mudaram de lugar.

Este é o segundo livro publicado pela autora Susan Eloise Hinton. O que impressiona é a forma como ela aborda tão nitidamente a juventude dos anos 60 e representa tão bem a forma como a sociedade era dividida entre socs, os ricos e os greasers, os pobres e marginalizados. o livro é uma importante lição e como a sociedade é eliminatória, separatista e principalmente, injusta. Além disso, nos faz pensar nas escolhas que fazemos.

Com isso, concluo afirmando ao ler um livro da Susan é impossível não se interessar por outros. Foi o que aconteceu comigo, que mesmo não tendo muito interesse em infantojuvenis, li outro livros dela e posso afirmar que vale muito a pena.

HINTON, E Susan. Passou, já era. São Paulo: Editora Brasiliense, 1971.

A U.S Robôs e Homens Mecânicos é uma empresa que cria robôs para as mais diversas atividades. O primeiro robô criado foi Robbie, um robô que não tinha a capacidade de falar e servia como babá de uma criança.
Os robôs nunca foram aceitos pela sociedade, por isso eram utilizados principalmente para realizar tarefas no espaço, explorando planetas, fazendo novas descobertas em Mercúrio...
Gregory Powell e Michael Donavan são os funcionários dessa empresa, responsáveis por "testar" os robôs. São sempre designados para cumprir um tarefa na companhia de um robô para avaliarem o desempenho deles. E assim podemos acompanhar a evolução dos robôs: um SPD-13 super veloz, um QT-1 muito inteligente, um DV... e assim por diante. Achei esses dois personagens os mais carismáticos do livro, responsáveis pela graça da coisa.
Susan Calvin é a psicologa de robôs da empresa e é a responsável por entender a forma de pensar dos robôs e entender o porquê deles agirem de determinada maneira. É uma mulher perspicaz, que nunca escondeu que prefere os robôs aos seres humanos.
O livro todo é bem futurista. Tudo acontece num futuro um tanto quanto distante de nós, a primeira data a ser citada é 1982  e a última é 2052, o que é impressionante se levarmos me consideração o fato de ter sido publicado em 1950. Ou seja, o autor Isaac Assimov, considerado por muitos o pai da robótica, acertou em cheio ao fazer sua previsão de que o mundo seria dominado pelas Máquinas, o que é uma fato inegável nos dias de hoje.
Foi nesse livro que o autor criou as Três Leis da Robótica, que permeia todo o livro.
São elas:
"1. Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.
2.Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a primeira lei.
3. Um robô deve proteger sua própia existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a primeira e a segunda lei".

ASIMOV, Isaac. Eu, Robô. São Paulo: Círculo do Livro, 1976.

"Depois de ter conseguido recuperar o tempo perdido, eu não atiraria minha vida no caos mais uma vez".

" (...) É que eu decidi dar um novo rumo à minha vida, porque qualquer mudança era melhor do que ficar no fundo do poço da depressão".

"Prever o impacto das ações sobre os outros é difícil"

"Eu convidei você para vir aqui esta noite porque, quando percebe que quer passar o resto da sua vida com alguém, quer que o resto da sua vida comece o mais rápido possível".

"Amar é ter um sentimento profundo por outra pessoa, um sentimento que muitas vezes desafia a lógica".


A falta de atenção na carreira literária é grande e frequente. Quem nunca se
distraiu e se perdeu em uma pesquisa ao analisar uma bobagem na internet? Isso acontece com todos. Seja uma piada, ou imagem engraçada, ou curiosidade, ou cultura inútil, entre outras coisas. As redes sociais se tornaram a maior inimiga do leitor virtual e mais ainda do escritor.
Quando for estudar no computador, e tiver a necessidade de fazer eventuais consultas na internet, não deixe as páginas sociais abertas. Senão o seu desempenho pode ficar reduzido absurdamente.
Se você for escrever, também faça o mesmo. Se surgir algum link notável, salve-o para consultar depois. Mas se você não resistir, aprenda a se policiar com pequenas regras e metas para concluir seus objetivos literários.
Mas afinal, essas bobeiras são nocivas? Depende muito, porque tudo em demasia é ruim. Mas posso dizer que para um escritor, uma leitura ruim pode ser boa.
Todo leitor, por mais acadêmico e refinado que seja o seu gosto, vai gostar de ler umas inutilidades e serão exatamente essas palhaçadas que irão dar corda em suas ideias. É igual em uma sopa, onde vamos escolhendo os melhores legumes, removendo as cascas, folhas, sementes e partes ruins. Muitas ideias originais surgiram em momentos ociosos. A mente humana precisa estar entretida para produzir novidades agradáveis.
Nesta mesma linha de raciocínio, não vamos questionar, criticar e/ou oprimir quem compartilha certas bobeiras nas redes sociais. É claro que tudo tem um certo limite, mas vamos ter o bom senso e mensurar as coisas boas de cada um, seja como for.

Leo Vieira

'"Vida e proezas de Aléxis Zorbás"  consegue ser ao mesmo tempo um romance de aventura, que se lê com febre, e um romance de formação, que transforma. Como em todo grande livro sua leitura não é apenas uma experiência literária de excelência, é uma experiência de vida". -Carlos Eduardo de Magalhães
Escrito em primeira pessoa, o livro é um relato de um homem que é considerado um intelectual ao ser julgado por suas relações com os livros. Esse homem, que em momento algum nos é dado seu nome, resolveu fazer uma viagem, influenciado pela partida de seu grande amigo, muito estimado, Stavridákis, que na sua despedida, o chamou de "roedor de papel". Tal frase, o fez acordar para a vida e perguntar a si mesmo "Eu que amava tanto a vida, como podia estar há tantos anos enredado nos papeis e nas tintas?!". Então, resolveu viajar para Creta. Alugou uma mina de linhito abandonada e foi conviver com as pessoas simples. Nas palavras dele " longe da classe dos roedores de papel". No entanto, ainda assim levou consigo um manuscrito inacabado, no qual escrevia sobre Buda e um livro de bolso, Dante.

Enquanto esperava o navio partir, foi abordado por um senhor de cerca de sessenta e  cinco anos, se oferecendo para que o levasse consigo "pensei- levar comigo  esse velho alto e desengonçado para a longínqua praia solitária. Sopas, risos, conversas... ele parecia um Simbad  o Marujo, muito viajado, muito vivido. Gostei dele" E lá se foram os dois, Zorbás apenas levava seu instrumento, um santir, e muitas histórias para contar.

Já em Creta, se hospedaram na casa de madame Hortense, uma mulher vivida, que foi apaixonada pelos homens que representavam as quatro grandes potências: Itália, França, Inglaterra e Rússia. Zorbás, logo quando a vê não consegue desviar os olhos e os dois passam a se relacionar.

Zorbás é o personagem central desse livro. E ele que faz com que o livro seja profundo, seja reflexivo e filosófico, ainda que muitas vezes esta personagem se mostre machista, mas tal defeito é facilmente encoberto pelo modo como ele vê a vida. "Eu entendi que esse Zorbás era o homem que há tanto tempo eu procurava sem encontrar: um espírito vivaz, uma fala calorosa, uma grande alma bruta que ainda não cortara o cordão umbilical com sua mãe, a Terra".

O que encanta nesse livro é a profundidade com que Nikos Kazantzákis, o autor, penetra do íntimo de seu leitor, o fazendo refletir sobre as suas mais diversas escolhas. A forma como ele escreve flui naturalmente, cheia de poesia. O livro é quase um poema, no qual é extremamente valorizado o poder de uma amizade.
Temo que minhas poucas palavras não façam jus ao livro, que foi transformado em filme no ano de 1964, com o título de "Zorba, o grego" e é uma grande pena que Kazantzákis ( 1957) não tenha tido oportunidade ver o sucesso de seu Zorbás.

Este livro que tenho foi traduzido diretamente do grego por Marisa Ribeiro Donatiello e Silvia Ricardino e publicado no Brasil pela editora Grua. Vale lembrar que Nikos foi do mais importante escritor o século XX e esta obra está impregnada de um inegável valor histórico.

Março é um mês mais do que especial! Primeiro porque é meu aniversário e segundo porque vai ter um evento mais do que maravilhoso, que irá reunir num mesmo espaço, dia e horário, dois dos meus autores favoritos: O Leo Vieira e o Landulfo Almeida! Este evento é o Mochila Literária, que dessa vez vai ser no RIO DE JANEIRO, cidade que eu amo.
O Raphael Montes, revelação na literatura policial, também vai estar presente!

15/03- Rio de Janeiro ->Livraria Cultura Cine Vitória -> Rua Senador Dantas, 45, Centro -> A Partir das 15h.



15/03- São Paulo -> Livraria Saraiva Center Norte -> Travessa Casalbuono, 120 -> Início 15:00.
O mesmo evento também acontecerá em outros dias e horários nas seguintes cidades ( cliquem no nome para serem redirecionados para a página do evento no Facebook):
- Rio de Janeiro
Salvador
- Campo Grande
- Curitiba
- Florianópolis 
- Fortaleza
- Manaus
- Natal
- Porto Alegre
- Recife
Belo Horizonte



15/03- São Paulo -> Fnac -> Avenida Paulista, 901 -> Das 17:00 até 19:30
Porre Literário: Evento que reúne escritores e leitores para um tarde de bate-papo. Além de haver concursos culturais e kits de livros. Sem contar que as pessoas podem ir de cosplay.
Autores presentes: Enderson Rafael, Leila Rego, Tammy Luciano, Patrícia Barboza e Fernanda França.
Os autores irão falar sobre seus livros, suas novidades e sobre os gêneros do momento: young adult, new adult, chick-lit, sick-lit...
Para maiores informações: Página do evento no Facebook.



22/03- São Paulo -> Saraiva Shopping Iguatemi -> Avenida Iguatemi, 777, Vila Brandina, Campinas; Início 18:00
Bate-papo com as escritoras do grupo Trilhando Páginas.


"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome"- Clarice Lispector
Março é um mês especial porque é meu aniversário!
E este ano eu finalmente faço 18!
E porque para comemorar em grande estilo, o blog vai sortear dois livros autografados.

Esta é uma idade muito significativa para mim. Significa o ganho da minha liberdade, pelo menos na teoria. Mas acredito que tendo algo, mesmo que seja na teoria, é mais fácil colocar na prática.
Eu quero ser livre e ter 18 anos é meu grande passo nessa direção. Foi pensando nisso, na liberdade, que mudei o plano de fundo, a frase de descrição e o banner do blog. Tem algo que simboliza mais a liberdade do que pássaros voando? Agora o céu é meu limite, quero voar e vou voar alto, voar longe.
"Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própia substância - Simone de Beavouir