Sinopse Skoob:
"Ousando romper o tradicional tabu chinês contra a discussão de sentimentos sexuais em termos explícitos e analisando de forma tão corajosa o modo como o Partido intervinha na vida privada e afetava as bases emocionais das relações humanas, Anchee Min fez a literatura chinesa dar um salto gigantesco. E, conferindo a seus personagens uma dimensão simultaneamente erótica e política, ela criou uma obra contemporânea com importância e um poder de atração verdadeiramente universais. Em parte o livro pode ser lido como um testemunho cru, em parte comoum drama épico e em parte como um encantamento poético".




"Apaixonar-se é algo tão poderoso que nos faz esquecer quase todo o resto, até mesmo de fazer revolução. Em vez de  querer lutar e destruir as coisas, quer-se encontrar a paz e celebrar a vida. Como o  Partido sabe que as pessoas apaixonadas não estão mais inteiramente sob seu controle, seus líderes sempre temeram profundamente o amor"- Anchee Min, 1993
"Azaleia Vermelha" é uma autobiografia de Anche Min, na qual ela relembra os momentos mais marcantes de sua vida, desde seus cinco anos até sua vida adulta. O livro é dividido em três partes, sendo que na primeira nos conta como foi sua infância, nos apresenta sua família e vemos como foram seus anos na escola, período no qual foi líder da Pequena Guarda Vermelha, durante a Grande Revolução Cultural.

Desde muito pequena, Anchee se mostrava muito responsável. Com apenas cinco anos, já cuidava de si mesma e dos três irmãos, enquanto seus pais tinham que trabalhar o dia todo. Consequência da influência que o Partido exercia na vida das pessoas, todos eram obrigados a acatarem suas ordens e seguir os ensinamentos do presidente Mao.

Na segunda parte, Anchee nos conta como foram os anos em que teve que trabalhar na Fazenda Fogo Vermelho. Com apenas 17 anos, foi destacada para servir nessa Fazenda, trabalhando na lavoura. Um trabalho realmente penoso, cansativo, pesado. Foi durante essa fase de sua vida, que Anchee viveu a experiência central do livro: um envolvimento amoroso com sua superior, Yan. Não que elas sentissem atração por mulheres, mas porque o corpo falou mais alto. claro que esse envolvimento foi mantido em segredo, caso fossem descobertas, seriam seriamente punidas. As coisas começaram a se complicar quando despertam a atençaõ de Lu, vice de Yan que estava querendo ocupar o seu cargo.

A terceira parte do livro, é a que Anchee tem a chance de mudar sua vida: é escolhida para fazer um teste para a escolha da personagem principal de um filme. há outras garotas com quem tem que competir, passa por poucas e boas sofre humilhações e não consegue esquecer Yan. Foi julgada por seu passado, mas mesmo assim, chamou atenção de um homem influente, o Supervisor, pessoa importante, que deu um novo sentido a sua vida.

No final, fiquei muito satisfeita. A Anchee consegui superar seus problemas, que não eram fáceis de serem resolvidos, uma vez que eram problemas que envolvia política, mas ela obteve grande êxito, saiu de um país totalitário e foi para os Estados Unidos.

Me interessei pelo livro porque queria conhecer um pouco mais sobre a história da China e este livro me ofereceu esse conhecimento. Gostei muito do livro, da narrativa e da forma como o amor foi exposto pela autora: um amor puro, sem malícia e principalmente, sem preconceitos.

12 Comentários

  1. Passando para conhecer seu blog.

    Nunca li nenhum livro que fale sobre algo chinês.


    Ah não, já li a arte da guerra, mas não gostei muito, rs :)

    Sua resenha ficou muito legal.

    Se quiser, venha conhecer meu blog e seguir que sigo de volta;

    http://enquantoestavalendo.blogspot.com.br/

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    1. "A arte da guerra" é um livro que ainda quero ler algum dia.

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  2. Deve ser linda essa estória, fiquei curiosa pra ler.
    Adoro a cultura chinesa.
    Amei a resenha.
    Vi ali no lado que você ta lendo O Projeto Rosie, sou apaixonada por esse livro, o que ta achando dele?
    Beijos linda!!
    http://umaleitoravoraz.blogspot.com.br/

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    1. Eu estou gostando muito do livro. É realmente encantador.

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  3. Oi, Maria!

    Nossa, esse deve ser um baita livro, hein? Curti muito a sua resenha, pode ser que algum dia eu chegue a realizar sua leitura.

    Beijão,

    Natalia Leal
    http://www.paginas-encantadas.blogspot.com

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    1. É sim! É um baita livro. se algum dia tiver oportunidade, leia sim.

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  4. Oi Maria!
    Parece ser incrível, eu adoro história oriental, apesar de ser tão desvalorizada na escola. Quando era pequena li um livro Cinderela Chinesa, um dos mais emocionantes que já li, depois dê uma olhada nele. A Anchie iniciar no mundo do cinema ganhou pontos a mais na minha lista de leitura.
    Beijo!
    http://meufilmeviroulivro.blogspot.com.br/
    https://www.facebook.com/meufilmeviroulivro?ref=hl

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  5. Oi, Mariazinha :)
    Apesar de sua resenha arrasar como sempre, não sou NADA fã de história oriental, então esse jamais seria um livro que eu leria rs
    Olha o preconceito! Mas fazer o que,...

    Beijos

    Meu Meio Devaneio

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  6. Não conhecia o livro,mas sua resenha - ótima por sinal - meu despertou uma vontade de lê-lo.
    Abraços!

    http://tudoonlinevirtual.blogspot.com.br/

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  7. Oi, Maria.

    Não conhecia o livro, mas não sei se leria. rs
    mas quem sabe um dia.
    Parabéns pela resenha e por trazer estas leituras.

    Beijos
    http://fernandabizerra.blogspot.com.br/

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  8. Não conhecia o livro e confesso que não costumo ser fã de autobiografias, mas o ambiente de inserção dessa história me convenceu a lê-lo. A Revolução Cultural é um assunto MUITO rico!

    Beijo
    Mariana | Sem querer me intrometer

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  9. Olá Maria!
    Mesmo sendo muito fã de ler, não conhecia esse livro! Acho que porque não tenho o hábito de ler autobiografias. Essa história me chamou muitíssimo a atenção e quem sabe ela não possa inaugurar meu gosto pelas autobiografias, né? Gostei bastante da resenha e seu blog é muito bom também! Beijos

    http://umlivroesuashistorias.blogspot.com.br

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Obrigada pela visita e pelo comentário :)