Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

4 Comentários

  1. Um poeta e contra fatos não há argumentos.
    É sempre agradável a leitura.
    bjs
    http://www.letrasdanana.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  2. Drummond é maravilhoso, li um livro de crônicas dele e me apaixonei. Percebo agora que é um autor completo, sabe ser poeta tão bem quanto cronista!

    OBS: Te indiquei para um desafio lá no blog! -> http://memorias-de-leitura.blogspot.com.br/2014/01/desafio-de-ferias.html

    ResponderExcluir
  3. Sem palavras rs
    Adoro esse poeta, como já disse outras vezes.
    Aaaah, e respondendo seu comentário do blog, concordo que a Companhia das Letras arrasa, mas algumas capas deixam muito a desejar rs
    Beijos

    Meu Meio Devaneio

    ResponderExcluir

Obrigada pela visita e pelo comentário :)