Sabe quando você começa a gostar de uma pessoa pelas obras e pela forma de pensar dela? Então, este é o caso com o Maickson Alves. Ele é super gente boa. Nos conhecemos pelo Skoob quando ele ainda estava procurando uma editora para publicar o livro dele. Depois fomos para o Facebook e recentemente, tive o grande prazer de conhecê-lo pessoalmente.
Acho que se eu não o tivesse conhecido pessoalmente, é bem provável que eu não estivesse escrevendo este texto agora. Porque daí eu jamais saberia a pessoa fantástica, encantadora e atenciosa que ele é. Normalmente é difícil ter uma percepção dessas coisas quando se lê sobre a pessoa na internet. Que ele é fantástico, encantador e atencioso, eu descobri pessoalmente. Pela internet, descobri que ele é inteligentíssimo, vejam bem, não é só inteligente, é inteligentíssimo! Descobri que é sensível, criativo e amigável.
Ele escreveu um livro. "As Esferas de Medeia", que vai furar a fila de vários outros e será minha próxima leitura. Porque sei que não é apenas uma promessa, mas uma afirmação de sucesso.
O Maickson é uma pessoa que passei a admirar muito nesses últimos dias. Fora as qualidades, que são inúmeras, também posso dizer um pouquinho mais sobre ele: Nasceu no ano de 1991, no mês de março e é do signo de peixes. Fazemos aniversário no mesmo mês ^^. Acho que a barba faz ele parecer um pouco mais velho, mas ele só tem 22 anos. Nossa diferença de idade é de apenas cinco anos.
Ele é um grande exemplo para mim e também para todas as pessoas que tem um sonho. Um exemplo de persistência, um exemplo de luta, um exemplo de garra, de determinação e um exemplo de vitória.
A forma como ele pensa me encanta. Para ele, o oxigênio do escritor é o leitor. Tudo o que faz é pensando em nós, leitores. Um fofo!

"Eu quero que a minha história ganhe o mundo e vocês merecem ela".
"Escrever um livro e vê-lo numa vitrine de livraria é o grande sonho de todo autor, mas saber que seu livro fez parte, ao menos de alguns dias, da vida de uma pessoa, e que sua consequência pode ecoar pela vida toda daquela pessoa, isso sim é mostra de um sonho completo". 
Fonte

Antes dele se consagrar e ser reconhecido com "As Esferas de Medeia", que é um livro de literatura fantástica, o Maickson mandava super bem na área da poesia. E quando digo que ele mandava super bem, é super bem mesmo. Li os poemas e posso dizer que ele poderia ser comparado a um Manuel Bandeira, por tanta beleza e sensibilidade. Vocês podem conferir, lendo esse poema aqui: Fósforo.

Eu li diversas resenhas sobre o livro e em todas elas só encontrei elogios e motivos para ler o livro. Enquanto a minha resenha não sai, selecionei duas delas para vocês:
- Estante Jovem
- Apenas um Vício

Os links para saber mais sobre o livro e sobre o autor:
- Facebook
- Skoob
- Blog
- Twitter
- Cia das Letras

E agora, um vídeo. Gente, assistam. Ouçam essa voz, vejam como ele sabe se expressar. Agora me digam se eu não tenho razão em admirá-lo tanto.





Todos nós já tivemos nossos textos recusados por uma editora tradicional. É muito bom saber das alternativas práticas oferecidas por uma editora por demanda, mas é claro que todos nós também queríamos que uma grande editora acolhesse nossas obras para enfim podermos contar com uma ampla estratégia de marketing, publicação e distribuição, mesmo com os direitos autorais tão reduzidos.
Eu mesmo tive muitas cartas de recusa. Algumas nem se preocuparam em me responder. Eu até entendo, pelo fato do escritório receber diariamente dezenas de encadernações por correio, além de uma infinidade de arquivos virtuais.
Vamos listar alguns motivos notáveis da editora recusar uma obra. Talvez você se identifique com alguns desses itens:

1- A Editora não pediu nada
Isso acontece constantemente. Existe uma época em que a editora "abre a porteira" para um número limitado de obras e depois se fecha. É o período de análise e filtragem do que recebeu. Fique esperto no momento em que eles pedirem.

2- A Editora não Publica obras de Autores Iniciantes
Observe a linha editorial da sua futura aliada literária. Existem editoras que publicam mais da metade da lista só de publicações estrangeiras. Cuidado também para não mandar um romance para uma editora que somente publica livros técnicos ou religiosos. Além de gafe, demonstra total desconhecimento.

3- O Autor não Obedeceu as Normas da Editora
Se a Editora pedir impresso, mande-o impresso. Se a Editora pedir em arquivo digital em Word, fonte Arial, tamanho 12, numerado, em letras pretas sem negrito, nem itálico, mande-o dessa forma exigida. É nesse momento que a obra passa pela primeira filtragem. E eles descartam sem dó.

4- O Gênero é Chato
Raramente uma editora irá publicar e distribuir um livro de poesias, ou trovas, ou crônicas, ou qualquer texto de ótica mais pessoal do autor. Não que elas sejam ruins, só que elas não têm apelo comercial e são mais adequadas para um lote limitado em um determinado evento restrito.

5- Péssima Apresentação
É o pouco momento que o autor tem para se apresentar junto com o seu texto. Muitos não são práticos nem claros o suficiente no decorrer das linhas, fazendo o editor nem mesmo terminar de ler a carta.
Seja franco e objetivo na sua apresentação e na sinopse da obra. Se ficar fazendo firula de que "a obra vai revolucionar o mercado literário", a carta será picotada.

6- Erros Ortográficos
Isso é terrível, inadmissível e imperdoável! Um escritor é um profissional que trabalha com as palavras. É claro que erros todos nós podemos cometer, assim como um cantor pode desafinar, um desenhista errar um traço ou um músico errar uma nota. Mas preste atenção: Na medida que lemos e escrevemos, ganhamos intimidade com as palavras e com isso, nossos errinhos são quase nulos com o passar da prática.
Muito cuidado para não errar feio na sua primeira impressão.


É claro que não é só isso. Mas esses são os mais destacados. O resto você vai desenvolvendo e também descobrindo nas demais postagens anteriores. Boa sorte!


Leo Vieira é escritor acadêmico; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural, Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia e Doutor em Literatura.


No dia 26 de janeiro, foi realizado um bate- papo com alguns escritores nacionais na livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, aqui em São Paulo. Tudo foi organizado e promovido pela Larissa Sposito, que também é escritora e uma pessoa que eu passei admirar muito.

Larissa, a organizadora

Os escritores presentes e seus respectivos livros:
Enderson Rafael: "Três céus" e "Todas as estrelas do céu".
Maickson Alves dos Santos: "As esferas de medeia".
Marcel Colombo: "Al-Aisha e os esquecidos".
Luciane Vieira Z: "Fascínio egípcio".
Bruna Camporezi: " Os segredos de Landara".
Sérgio Pereira Couto: (Bem o Sérgio tem muios livros publicados. Para saber mais é só dar um Skoob no nome dele) "Mentes sombrias", "Mentes Criminosas"...
Landulfo Almeida: "As duas faces do destino".
Leila Rego: "Pobre não tem sorte 1 e 2", "Amigas (im)perfeitas", A segunda vez que te amei".


Por causa deste evento, este dia com certeza entrou para a lista dos dias mais felizes da minha vida. Fui convidada via  Facebook por um dos autores que estaria no evento e quando vi que mais dois autores que eu conhecia estariam lá também, fiquei super animada. Minha amiga Tatiane Rodrigues, do blog Roteando Estrelas, me acompanhou nessa aventura.
O bate-papo foi algo totalmente descontraído e a Larissa, a organizadora, soube direcionar bem a conversa.
Foi nesse evento que percebi uma coisa: eu endeusava os escritores, mas neste dia percebi que escritores são gente como a gente. Escritores tem uma história de vida, fizeram e fazem escolhas e trabalham, mesmo que muitas vezes o trabalho não tenha muito ou nada a ver com a escrita, mas de alguma forma, eles sempre arrumam um tempo para escreverem. Ainda bem, né?
Os três autores que eu conhecia via Facebook e Skoob que estavam lá eram o Maickson Alves dos Santos, autor do livro "As esferas de Medeia". O Marcel Colombo, autor do livro "Al-Aisha e os esquecidos"; e o Landulfo Almeida, autor do livro "As duas faces do destino".
Conversei com os três. Logo quando cheguei, dei de cara com o Marcel, acompanhado da esposa, e ele ficou o evento todo me chamando de "Maria do Facebook", porque antes do evento eu falei para ele pelo Facebook que ele não iria me reconhecer. Bem, ele me reconheceu, rs. E tem um senso de humor incrível, é muito engraçado mesmo,  me fez rir demais.


Já dentro da sala do evento, estava sentada, conversando com a Tatiane, até que o Maickson me viu... ele veio me cumprimentar, conversar comigo e ainda me apresentou a mãe dele. Foi muito atencioso. Um fofo.




Maickson ^^

O Landulfo gente, o Landulfo! Só falei com ele no término, mas que pessoa maravilhosa que ele é! Primeiro eu me senti super lisonjeada porque ele veio da Bahia para o evento aqui em São Paulo. Durante a conversa com ele descobri que ele é a simpatia em pessoa. Totalmente carismático. Conversou comigo, tirou foto e ainda fez questão de tirar foto também com a câmera dele. Depois fomos para uma área vip da Starbucks reservada somente para o pessoal do evento, e ele ficou quase que o tempo todo conversando comigo e com minha amiga . Ele é uma pessoa incrível, conversamos sobre muitas coisas e gente, ele tem um sotaque maravilhoso!

A simpatia em pessoa.



Tatiane Rodrigues

Minha amiga, Tati linda.
Eu simplesmente  adorei conhecer todos eles. Se eu já amava a literatura nacional antes, agora amo ainda mais, porque eu ouvi deles próprios o quanto é difícil ser escritor no Brasil; por falta de reconhecimento, falta de apoio editorial, mas apesar de todas as adversidades eles correram atrás dos seus sonhos de ter um livro publicado e nós, leitores, só temos a agradecer por isso. E qual é a melhor forma de agradecer uma autor nacional, senão comprando o livro, avaliando no Skoob, fazendo resenha, divulgando?
Assim que chegávamos, recebíamos uma senha para participarmos de um sorteio no final. Acreditam que quando que estava me convencendo de que não ganharia nada, meu número foi sorteado? Ganhei o livro "Caminhos Infernais" da Larissa Sposito e ainda veio com seis marcadores e um chaveiro.

Larissa Sposito e o livro dela, que eu ganhei.
No fundo da sala tinha uma mesa com vários marcadores. Enquanto o pessoal estava conversando lá na frente, eu e minha amiga (um beijo Tati) fizemos um verdadeiro assalto dos marcadores, rs. Começamos timidamente, mas depois que percebemos que poderíamos pegar quanto quiséssemos, pegamos vários.

Comprei o livro desses meus três amigos, eles escreveram dedicatórias  muito especias para mim e o Marcel escreveu "para a Maria do face", ganhei um novo apelido. O Marcel também me deu bottons do livro dele. Estou encantada até agora. Foi algo totalmente descontraído e eu quero ir a mais eventos desse tipo.
Minha amiga me falou que eu estava com um sorriso fixo, mas era verdade mesmo. Eu estava muito feliz de estar lá , cercada de gente que escreve e que gosta tanto de ler quanto eu.

Marcel Colombo



Então a sua escola, faculdade ou livraria preferida irá receber um escritor para uma palestra com a turma? Isso é maravilhoso! São poucos os escritores que se dedicam para pequenos eventos literários e a melhor forma é exatamente conhecer de perto, tanto para o escritor quanto para o leitor.
Felizmente, com o advento dos blogs literários, o autor pode ter a sua biografia, junto com as suas referências editoriais fartamente divulgadas e amplamente acessíveis, bastando apenas a digitação de seu nome no campo de busca virtual. Porém, é muito importante que tanto autor quando escritor saibam sobre como se portarem e tirarem o melhor proveito da preciosa oportunidade. 

Para o escritor:
Ele precisa conhecer o local. Sendo escola, o endereço, a faixa etária dos alunos e o que mais for necessário para não se sentir um "forasteiro" no local. Conheça bem o trajeto e a melhor baldeação, para não se perder, nem se atrasar. Leve cartões, marcadores de livros e outros materiais grátis de referência de seu trabalho. Não se esqueça de deixar um exemplar (com dedicatória) de seu livro para a biblioteca da escola ou faculdade.
No momento da palestra, não foque a visão em apenas uma pessoa. Olhe para o campo todo e divida-o em quatro partes, olhando para cada um como em um compasso (direita e esquerda de cima e direita e esquerda de baixo). Relaxe o corpo e não fique curvado nem estufado. Use um bom tom de voz e cuidado para não falar baixo ou incompreensível demais. Seja atencioso nas respostas e fale olhando para a pessoa, sem se estender no tempo.

Para o leitor:
Nem sempre o escritor é popular no mercado literário, mas algum conteúdo ele deve ter na internet como referência. Pesquise o máximo que puder antes, para evitar desperdiçar o direito de pergunta com algo desnecessário.
Cuidado também com perguntas óbvias demais como "você gosta de escrever?" ou então perguntando a ele se ele já escreveu sobre um assunto que não faz o seu gênero.
Evite também fazer qualquer tipo de comparação com a literatura dele. Nem todo livro de vampiro é inspirado em "Crepúsculo". Certas comparações podem parecer ofensivas, além de demonstrar desconhecimento sobre a obra do palestrante.
Não pergunte nada que seja desconexo com o tema da palestra, tão pouco sobre a vida pessoal do escritor.
Tenha cuidado para não provocar má situação, questionando sobre algum aspecto da obra ou trabalho do autor. Reserve isso para alguma conversa restrita ou por e-mail.

Após a palestra, geralmente os meios de contato do autor ficam disponíveis para todos. Se você quiser convidá-lo para algum serviço profissional, como revisão de obras, leitura crítica ou participação seu blog, tenha bom senso e lembre-se de que um escritor profissional vive disso e nem sempre terá tempo (e interesse) para se dedicar em parcerias e projetos que não sejam remunerados.


Leo Vieira é escritor acadêmico; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural, Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia e Doutor em Literatura.


Este livro, na verdade é uma peça de teatro. Na época de seu lançamento foi aclamada pela crítica, não só pela qualidade da obra, como também pelo fato do autor ser novo, apenas 21 anos.
É uma peça/livro com uma trilha sonora: um samba que está presente em toda obra.

As personagens principais são Tião, Maria, Romana e Otávio. Maria e Tião são um casal que logo terão um filho e se apressam para noivar e assim, casarem o mais rápido possível. Romana e Otávio são os pais de Tião.
Pai e filho trabalham na mesma fábrica. Otávio, juntamente com outros operários, se configura em um sindicalista por estar organizando uma greve reivindicando o aumento dos salários. Já Tião, diferentemente de seu pai, não é a favor da greve, pois tem medo de perder sue emprego por conta disso; então resolve furar a greve em troca de um dinheiro extra.
Furando a greve, Tião é rejeitado por sua mulher, por seus colegas de trabalho e é, de certa foram, expulso de casa. Ao furar a greve, ele não traiu só seus colegas grevistas, ele traiu também sua classe, traiu sua família. Tudo isso em detrimento do dinheiro e do desejo de uma ascensão social que estava longe da realidade que vivia. Quando mais novo, morou com os padrinhos na cidade, e agora adulto, mora na casa dos pais em um morro carioca. Ou seja, não lhe é cômodo morar no morro, se ele já experimentou da cidade.

Também é possível estabelecer uma interdiscursividade com a corrente filosófica do  Naturalismo, se levarmos em consideração fatores como o determinismo (homem determinado pelo meio) e lutas de classes que remete sem dúvidas a ocupação dos morros cariocas na década de 1950.

GUARNIERI,  Gianfrancesco. Eles não usam black-tie. São Paulo: Civilização Brasileira, 1995.


Foi com doze anos, no dia 15 de junho de 1767, que Cosme Chuvasco de Rondó decidiu fazer das árvores a sua morada.
Durante um almoço em família, em que o prato principal era escargots, Cosme, apos sair de um castigo justamente por conta desses mesmos escargots, se recusa avidamente  a comê-los. Seu pai o expulsa da mesa, mas antes que o fizesse, Cosme já estava de pé, se encaminhando para a árvore mais próxima, o carvalho ílex. Deu sua palavra que de lá jamais desceria e foi o que fez.
Em cima das árvores Cosme viveu como se andasse em solo. Como a região em que ele morava era cheia de árvores, ele podia ir de um lugar a outro sem nunca precisar descer. Se adaptou a sua nova vida arbórea. Suportou frio, chuva, criou um mecanismo para fazer suas necessidades e foi muito útil para aos camponeses, pois os ajudava nas caçadas e no campo. Teve até um cachorro que o ajudava na caça, um cão bassê que deu o nome de Ótimo Máximo.

Em uma postagem intitulada "One book a month" do blog Is Always a Good Idea a Alessandra fala sobre a sua pretensão de ler um livro em inglês por mês, com o objetivo de aprender mais e aprimorar o idioma.
Gostei da ideia, mas como eu sou uma verdadeira negação no inglês, ainda não estou pronta para tal ato. Em contrapartida, sou apaixonada pelo idioma espanhol. Gosto muito de aprendê-lo e é preciso praticar sempre.
Aproveitando que tenho livros em espanhol, vou aderir a essa meta também e a partir do mês que vem, vou ler um livro em espanhol por mês.

Quando eu ia a livrarias e via livros em espanhol, sempre pensava “qualquer dia volto aqui e compro um livro desses”. Logo isso irá se concretizar, mas por enquanto os que eu tenho em espanhol são estes:

Vidas terrestres- Rodrigo Muñoz Avia;
Marlon amor impossible- Tarita Teripaia;
Son de mar- Manuel Vicent;
El coronel no tiene a quien le escriba- Gabriel García Márquez;
Anfitríon. Aulularia loscautivos- Plauto.




Não tenha pressa em construir a sua história e sair contando pelas páginas sem antes embasá-la totalmente. Sair escrevendo desenfreadamente sem um planejamento de personagens é como pegar estrada sem revisar o carro para tal quilometragem. O que vai acontecer? O carro vai pifar no meio do caminho, assim como o seu roteiro também vai embotar com as suas ideias.
Você não irá perder tempo se antes de escrever, começar a traçar uma linha
genealógica e biográfica de seus personagens principais. Assim como em uma peça de teatro, os atores que interpretarão os personagens em cena, fazem um preparamento, que incluem leituras, entrosamento, marcações de palco, entre outras coisas. O personagem começa a ser construído, antes do primeiro ensaio.
Os personagens de seu livro também precisam ser bem construidos. Afinal, o autor somente irá dispor das palavras para torná-lo mais verossímil e a leitura agradável até o final, fazendo o leitor ficar preso na história e ter interesse em acompanhar, seguir e até recomendá-lo como leitura de qualidade.

Exemplos:
Protagonista- É o principal, aonde a história toda irar girar. Não é exatamente o herói no romance, porque em muitos casos, o principal pode ser o vilão, como em literaturas de terror. Os protagonistas precisam ter uma linhagem genealógica básica, com breve história dos irmãos, pais e avós. Também precisam ter um histórico biográfico, contando um pouco do passado, para não escrever incoerências no livro e deixar tudo muito bem atrelado. Também é importante que o protagonista tenha definido algumas características pessoais, como hobbys, fobias, traumas, preferências, além de detalhes físicos e estéticos.   

Antagonista- Ele é quase que adjunto ao protagonista, mas está em uma linha oposta, como se fosse um vilão. Como havia falado do protagonista, também existem literaturas onde no caso, o antagonista é o herói. Esse personagem geralmente tem a sua biografia construída na mesma profundidade do protagonista, porém deve ser pouco apresentada, para não tirar o foco do personagem principal. O foco no antagonista é o motivo dele se tornar o oposto do protagonista. Não é tão difícil construir e manter esse tipo de personagem durante o livro.

Personagens coadjuvantes- Esses são os que vão dar uma ilustrada na obra. Eles são cúmplices do que acontece no pequeno universo que dura nas páginas do romance. Eles sabem e interagem na história, ajudando e prejudicando em alguns aspectos. O desafio é nunca criar personagens coadjuvantes desnecessários. Somente inclua um personagem que realmente tenha função importante na obra. 

Personagens secundários- Esses são os que precisam fazer parte para que o enredo não fique isolado demais. Os secundários têm a sua importância para suavizar certas passagens na história, sempre fazendo o inverso, como cenas de humor ou de romance.
Uma forma de tornar os secundários especiais é antes da obra, apresentar uma característica onde seria fundamental a participação dele. Ex: O vizinho velho e o seu carro empoeirado no início da trama. Depois vem a necessidade do protagonista fugir no meio do livro e o vizinho acaba emprestando o veículo.

Escrever um livro é como um jogo, onde o enredo é o cenário e os personagens são peças no tabuleiro da história. O autor precisa apenas observar os personagens e construí-los da melhor forma possível. Quanto mais ele ler e pesquisar, melhor serão os resultados.
Mais dicas: Leia muitas reportagens em jornais e internet para desenvolver os seus personagens. Se atentem nas características e construa todo o perfil biográfico, genealógico e características pessoais. Em muitas dessas construções, você pode desenvolver histórias próprias. Tudo dependerá de seu empenho, criatividade e imaginação (que também somente se desenvolvem através de muita leitura).


Leo Vieira é escritor acadêmico; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural, Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia e Doutor em Literatura. 


Este é o resultado do Bibliotecando (1).

Livros lidos: 4
- "Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres"- Clarice Lispector;
- "A gargalhada no escuro"- Vladimir Nabokov;
- "O dia do Curinga"- Jostein Gaarder;
- "Um homem que dorme"- Geoger Perec.

Livros renovados: 2
- "Azaléia vermelha"-Anchee Min;
- "Os homens que não amavam as mulheres"- Stieg Larsson.

Livros devolvidos sem ler: 2
- "Ovelhas negras"- Caio Fernando Abreu;
- "Conte-me seus sonhos"- Sydney Sheldom.

Data para devolução: 04/01/2014
Data da devolução: 12/01/2014
Motivo do atraso: A bibliotecária marcou a devolução para o dia 4. O que é que está funcionando dia 4, minha gente? Todo mundo de férias.


Esta resenha foi escrita originalmente para o blog em que colaboro, o Refúgio das Palavras da Iasmim Cruz e se vocês quiserem podem ver minha resenha lá, aqui. Não costumo postar aqui as resenhas que escrevo para lá, mas esta em especial, eu quis trazer para cá.

Quando se fala em “Água para elefantes”, tem-se que pensar nas seguintes palavras: Velhice, desespero, circo e perdição”.

Jacob Jankowski é um senhor que não sabe se tem 90 ou 93 anos. Mora em uma casa de repouso com outros idosos e recebe a visita da família uma vez por semana. Aos olhos das enfermeiras, se vê como um velho que não é levado á sério, mas uma delas, Rosemary, passa a lhe dar atenção especial.

Com 23 anos, Jacob recebeu na faculdade, a notícia de que seus pais haviam morrido em um acidente de carro. Sem dinheiro e totalmente desnorteado, abandonou a faculdade, na qual cursava veterinária e saiu sem destino. Encontrou em seu caminho um trem e sem pensar, pulou no trem em movimento. Só depois descobriu que aquele era o Esquadrão Voador do Circo Irmãos Benzini, o Maior Espetáculo da Terra.
No circo, muita coisa não era o que aparentava ser: Homens eram jogados para fora do trem durante a noite, o chefe não dava pagamento para os empregados...
Jacob foi contratado para cuidar dos animais e ficou submetido ao Tio Al, o dono do circo e á August. Este segundo era casado com Marlena, a estrela do número com cavalos.

Mesmo indo quase á falência, o Tio Al comprou uma elefanta, Rosie, e depositou nela a esperança de que ela traria bastante dinheiro para o circo. Foi difícil treiná-la, mas num trabalho conjunto de Jacob, August e Marlena, conseguiram ensinar algumas coisas para ela. Rosie é realmente uma elefanta encantadora e muito esperta. Impossível não se afeiçoar a ela.

Inevitavelmente Jacob e Marlena se apaixonaram e no início reprimiram esse sentimento por ela ser a mulher do chefe, mas após um acontecimento, todas as coisas mudaram.

A narrativa do livro é intercalada, ora narrando o que se passa na casa de repouso, ora narrando as lembranças das coisas que aconteceram quando Jacob trabalhava no circo.
Em um fim de semana que Jacob aguardava a visita da família para leva-lo em um circo que se instalou perto da casa de repouso, acontece algo que ele não imaginou que pudesse acontecer.

Este livro também foi adaptado para os cinemas com Robert Pattison no papel de Jacob e Reese Withersppon como Marlena. Sugiro que assistam ao filme após ler o livro, para que o filme funcione como um complemento; até porque o livro é sempre mais completo.

O Italo a quem me refiro no título é o Italo Calvino.
Vou contar um segredo para vocês: Até pouco tempo atrás, eu seria capaz de jurar que este Calvino era o mesmo Calvino da Reforma Protestante. Eu achava isso por causa do nome e porque nunca havia lido nenhum livro do Calvino (Italo).
Então eu descobri que eles não são a mesma pessoa. Primeiro eu cheguei a essa conclusão por causa da data de nascimento do Italo. Ele nasceu em 1923. Ou seja, século XX;  e a Reforma Protestante ocorreu durante o século XVI.
Este outro Calvino tem por nome João. João Calvino. E nasceu em 1509.
Sempre havia ouvido falar do Italo Calvino, mas nunca havia tido a oportunidade de ler um livro de autoria dele. Até que um belo dia ganhei “O barão nas árvores” e o livro é muito bom, a história tão bem composta e desenvolvida. Gostei muito da forma que ele escreve e quero ler outros livros de sua autoria e conhece-lo melhor.

Tenho aqui há um bom tempo, um livro intitulado “Contos fantásticos do século XIX escolhidos por Italo Calvino”; tentei lê-lo uma vez mais não me animei muito. Agora estou animada. Ainda que os contos não tenham sido escritos por ele, pelo menos foram escolhidos e ele escreveu a introdução. Cinco páginas de introdução.

Pessoal do meu coração, venho anunciar uma super novidades para vocês.
O Minhas Impressões agora está no Twitter!!!!
Antes eu estava relutante em aderir a outras redes sociais que não fossem o Skoob e o Facebook. Mas neste mundo em que vivemos atualmente, se você não tem Twitter, acaba se excluindo de muitas coisas.
Por exemplo, promoções de livros. Quantas e quantas promoções eu deixei de participar porque não tinha um Twitter!?
Se vocês têm Twitter e quiserem nos seguir, é só clicar aqui.
Aproveito também para sugerir que vocês sigam o Twitter  do livro Alecognição, para ficarem por dentro de todas as novidades.
Para quem ainda não conhece o livro, o poe conhecer no
Skoob;
Facebook;
Twitter;
Site da editora.


Para fazer uma boa construção de sua obra, seja ela acadêmica ou romancista, é muito  importante saber apresentar seu conhecimento através das palavras adequadas. Cuidado para não usar um conteúdo muito extenso ou rebuscado, tornando a leitura enfadonha e cansativa. A leitura deve ser suave e prática, trazendo bom entendimento e compreensão para o leitor.
Outro detalhe da narrativa é o contexto e âmbito em que ela for apresentada. Se você for escrever um livro técnico, tenha muito cuidado em não usar gírias ou opiniões pessoais demais. Um livro técnico deve sempre se parecer com um livro técnico. É um estudo com uma linguagem universal no idioma "livrês" (isso, o livro fala um idioma próprio).
Existem livros que não se tornaram o esperado simplesmente porque o autor não se atentou aos pequenos e preciosos detalhes que fariam uma grande diferença.
Agora na questão de apresentar um romance, eu aconselho com a comparação com a piada: "não existe anedota ruim e sim a que foi mal contada".
Existem centenas de milhares de piadas de papagaio, de português, de bêbado, etc. Todas praticamente parecem sair da fôrma quando são publicadas ou contadas. Isso porque o autor faz uma "releitura" do que aprendeu, contando da forma mais atual possível.
Os romances de ficção podem serem comparados à essas piadas, porque também são ambientadas no mesmo aspecto, como romance de amor, de ficção, de terror, etc. O autor decidirá a melhor forma de contá-la através de sua narrativa.
Se uma história ficar focada demais em um personagem, como se fosse uma biografia, o mais recomendável é a narrativa em primeira pessoa. O melhor em utilizar esse meio é que o autor poderá investir mais na profundidade do personagem através de sua narrativa, explorando as suas emoções enquanto conta tudo o que passou durante a história.
Agora, se a história for dinâmica demais, com enredos paralelos, o melhor é a narrativa em terceira pessoa. Mas o autor precisa contar a história em uma linguagem mais acadêmica, em estilo mais jornalístico. Quanto mais neutro ele for, melhor. Nada de deixar escapar uma opinião pessoal. Lembre-se que é o livro que conta a história. O autor é apenas um empregado nesses momentos, tornando o leitor um cúmplice.
Apenas em crônicas que é melhor para que o autor use todo o seu conteúdo pessoal, abusando das comparações e linguagem. É claro que tudo isso é apenas uma opinião pessoal, mas não deixe de manter a mente aberta para analisar e comparar o que pode ser melhor para o seu estilo de narrativa.


Leo Vieira é escritor acadêmico em várias Academias e Associações literárias. Também é colaborador em várias colunas em jornais, revistas e blogs.

É bacharel, mestre e doutor em Teologia e doutor em Missiologia e Literatura.

Fonte
 No dia 16 de abril de 1874, o dia mais frio do mundo, nasce Jack em Edimburgo. Quem faz seu parto é a doutora Madeleine, considerada por muitos uma bruxa, já que em pleno final do século XIX ela "conserta" as pessoas, lhes colocando algumas próteses como olho de vidro, perna de pau... É a doutora que faz também o parto de prostitutas e mulheres abandonadas que não tem coragem de enfrentar a sociedade.
Jack nasce e é rejeitado pela mãe, que nem o olha e o deixa aos cuidados de Madeleine. Ele nasceu com um pequeno problema no coração: seu coração estava congelado! Então a doutora teve que instalar um relógio para dar assistência ao seu frágil coraçãozinho.
No seu aniversário de dez nos, vai á cidade e lá conhece uma garota que faz seu coração bater mais forte, descompassadamente. Mal sabia que essa garota seria sua perdição.
No entanto, é proibido de se apaixonar e sentir emoções fortes para não prejudicar seu coração/relógio.
Começa a frequentar a escola na esperança de encontrar sua amada, mas no lugar dela, encontra Joe: O valentão que o persegue porque também é apaixonado por ela e não quer concorrentes. Durante anos a fio o persegue, mas um dia, cansado de sofrer, Jack resolve revidar e o resultado é o olho sangrando de Joe e a fuga de Jack. Ele vai para a Europa a procura de sua Miss Acácia, seu amor. Por fim a encontra e vivem um romance, ainda que em segredo. Mas nem tudo dura para sempre e quando ele menos espera, Joe aparece em sua vida novamente.
Jack viveu aventuras, sofreu muito, cresceu e foi dolorido crescer. Mais dolorido do que crescer, foi se apaixonar e sentir toda intensidade que o amor nos obriga a sentir. Pior ainda é quando se ama verdadeiramente e o sentimento não parece ser recíproco. E quando se faz loucuras para provar a sinceridade dos sentimentos e ir até as últimas consequências, como fez nosso Little Jack.
Mathias Malzieu, o autor, também é cantor. Vocalista da banda Dionysos e compôs um cd inteiro com músicas inspiradas no livro. Aqui está uma delas, que sintetiza de uma forma magnífica a ideia do livro:



Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Edição: 3
Editora: Melhoramentos
ISBN: 8506042062
Ano: 2009
Páginas: 196                      

Em um dia em que as horas passaram muito rápido e o meu coração continuava a bater lentamente, inquieto, como está batendo há alguns dias, eu finalizei a leitura de um livro que me fez sentir uma empatia muito grande. O livro era: "O meu pé de Laranja Lima".
Nesse livro, Zezé, um garotinho de apenas cinco anos, me emocionou e tocou fundo no meu coração com a sua sensibilidade, esperteza e precocidade.
Zezé, com apenas cinco anos aprendeu a ler, e mais impressionante ainda, sozinho! Ele tinha um tio com quem aprendia muitas coisas, o tio Edmundo. Por muitas vezes, Zezé se expressava melhor que gente grande.
A família dele era pobre, necessitada. O pai estava desempregado e a mãe tinha que trabalhar fora para ajudar com as despesas da casa. Por não conseguirem pagar o aluguel, tiveram que mudar de casa. Nessa casa nova, havia muitas árvores no quintal e cada filho foi escolhendo uma para si. Os mais velhos escolheram as melhores para árvores e a que sobrou para o pequeno Zezé, foi o também pequeno, pé de Laranja Lima. Que ele deu o nome de Minguinho e quando queria muito bem a ele, o chamava de Xururuca. Quando estava muito triste, ou muito alegre, era para o seu pé de laranja que desabafava e os dois passavam horas e horas conversando.
Zezé era o que se pode chamar de um pestinha. Sempre fazendo arte e aprontando por aí. Por isso levava muitas surras, até que um dia levou uma surra colossal.
O português Manuel Valadares era muito  admirado por todas as crianças. Apesar dos desentendimentos que teve com Zezé, os dois se tornaram grandes amigos. Uma completa relação de amizade, de homem para homem e de pai para filho. E foi essa relação de amizade que mudou de forma tão irreversível a vida do pequeno garoto. Pois aconteceu a maior tragédia de usa vida. Foi nessa parte do livro que me desfiz em lágrimas e chorei como uma criança. Chorei como eu fosse o Zezé, porque me coloquei n seu lugar e senti toda a sua dor. até a pessoa com o coração mais duro do mundo choraria Não tem como não chorar! Li algumas resenhas do livro no Skoob e vi que até homens choraram!
Todas as pessoas, pelo menos uma vez na vida deveriam ler esse livro. Esta foi a segundo que o li e entrou para a minha lista de favoritos.
"O meu pé de Laranja Lima" é um livro autobiográfico e por mais impressionante que seja, foi escrito em apenas doze dias. Foi o livro que deu maior reconhecimento ao autor e foi publicado em mais de quinze países.

CONSOLO NA PRAIA                                  


Fonte
Vamos, não chores…
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.

O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.

Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis casa, navio, terra.
Mas tens um cão.


Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.                   
 Mas, e o humour?

Fonte
A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.      
Mas virão outros.

Tudo somado, devias
precipitar-se – de vez – nas águas.
Estás nu na areia, no vento…
Dorme, meu filho.


JOSÉ

Fonte
Fonte
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,                           
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,  
Fonte
você é duro, José!                               

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?