Que a literatura nacional é desvalorizada, não é novidade para ninguém. Sempre foi assim.

O que vem de fora é sempre mais atrativo do quê o que vem de dentro e não estou dizendo que não o é. Entretanto, as pessoas se prendem a essa visão de tal modo, que esquecem o que têm dentro de seu próprio país.

Quero destacar aqui, a literatura. Quantos livros nacionais você tem na sua estante? Quantos autores nacionais você conhece ou já ouviu falar? Agora compare com os livros e autores vindos do exterior. Aposto que esse segundo ficou em maior número.

Até um tempo atrás, eu só conhecia os mais aclamados: Mário Prata, Martha Medeiros, Luís Fernando Veríssimo.  Mas aí eu conheci um escritor que despertou em mim o interesse pela literatura nacional: Leo Vieira. E junto com o Leo, veio a Lycia Barros, Maurício Nunes... Sendo que este último eu já conhecia como colunista do Jornal Metro News.

Através do Leo Vieira eu pude ver as dificuldades pelas quais um escritor nacional passa para ter um livro publicado e posteriormente, ter o livro vendido. Tais dificuldades se dão, dentre outras coisas, porque a concorrência internacional é muito grande. É muito difícil competir com alguém de fora e já conhecido. Principalmente porque se uma pessoa vai a uma livraria e vê um livro de um autor já conhecido e vê um livro de um autor que nunca ouviu falar na vida, obviamente ela vai optar pela primeira opção. Porque ela sente segura e não tem motivos para arriscar na compra de um livro escrito por alguém desconhecido. E isso quando é dada a alternativa da escolha. Pois muitas vezes um livro nacional não tem muito destaque dentro de livraria.

Eu tenho dois motivos para valorizar a literatura nacional: 1) Os autores estão vivos.  2) Eles estão ao meu alcance.

Eu sou assumidamente APAIXONADA pelo grande poeta de todos os tempos: Carlos Drummond de Andrade e toda vez que leio um poema dele, lamento não poder elogiá-lo, lamento não ter tido a oportunidade de abraçá-lo e dizer que ele é o CARA! Por isso é bom valorizarmos os escritores nacionais enquanto estão vivos.

Li dois livros muito bons. Um deles, “@mor”, escrito pelo Daniel Glattauer. Foi uma leitura fascinante e eu gostaria de poder dizer ao autor que cada palavra do livro estabelece uma interdiscursividade com a minha vida, mas estou impossibilitada disto, primeiro porque ele vive em outro país, segundo que não tenho seu e-mail, nem endereço e caso ele tenha um perfil no Facebook, dificilmente aceitaria o meu pedido de amizade. O segundo livro é “A culpa é das estrelas”, do John Green.  Gostaria tanto de parabenizar o autor pela sua sensibilidade e agradecer por ter me mostrado, através do livro o quanto sou ingrata, não só eu, mas todos, por não agradecer a Deus todos os dias e todos os momentos por ter saúde, por ter vida... Mas sou impossibilitada pelo motivo anterior.

No entanto, Leo Vieira está ao meu alcance e eu posso dizer a ele o quanto seu livro “Alecognição” influenciou na minha vida e o quanto eu aprendi com a leitura do mesmo. Porque o autor é uma pessoa que excede a definição de educado, atencioso e está aberto a novas amizades e aceita críticas tanto positivas quanto negativas.  Da mesma forma, tenho a autora Lycia Barros e o genial, crítico e inspirador Maurício Nunes em altíssima conta.

Vamos arriscar mais, vamos valorizar quem está próximo da gente e assim estaremos incentivando a literatura nacional.

2 Comentários

  1. Amo Literatura Nacional!!!
    Tenho esta característica de ser um nacionalista, seja com música, literatura, poesia, etc...
    Ainda lembro das nossas aulas de violão Maria. Você lia aqueles livros enormes, sempre vendo o mundo de uma perspectiva mais ampla, sempre com mais brilho, com mais arte.
    Já olhei inteirinho seu blog e estou muito feliz em ver que você não deixou se perder sua essência.

    Um grande abraço,

    Felipe Prestes

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  2. Acredito que o fato de não termos tanto da literatura nacional é da dificuldade de conseguir um lugar com as editoras. O grande acervo que temos é uma literatura um pouco "pesada" difícil de se digerir. E a maior parte dos jovens prefere algo mais leve para ler, algo menos complicado, não tão subjetivo.
    Há um grande preconceito com a Literatura Brasileira. (Pelo menos eu lembro da minha infância, crescemos na escola todos odiando-a)

    Mas temos grandes obras nacionais lindas! Eu não ligo se a obra é nacional ou estrangeira, contando que a história me agrade. Por exemplo eu ODEIO Paulo Coelho, acho que ele plagia tudo e a escrita dele me perturba. E agora nesse momento estou lendo Dias de Rock and Roll do Edmilson Felipe (autor brasileiro). Por enquanto estou gostando rs

    Grande abraço!!

    http://estante-dos-sonhos.blogspot.com.br/

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Obrigada pela visita e pelo comentário :)