O Selo - The versatile Blogger Award  é uma forma de homenagear aos blogs que consideramos interessantes e versáteis.

Quem me indicou foi a Márcia Martins, do blog Cantinho literário . Agradeço a indicação.

Regras para os participantes:
- Agradecer a pessoa que te deu o selinho e colocar o link dela
-Escolher 15 blogs com menos de 200 seguidores.
- Avisar os blogs que você indicar
- Escrever 07 coisas que você gosta.
 
 
 
Blogs escolhidos:
 
 
 
 
7 coisas que gosto:
1-Ler
2-Livros
3-Escrever
4-Internet
5-Amigos
6-Beijos
7-Abraços.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



Há muitas pessoas que consideram um pecado quase que mortal, assistir o filme antes de ler o livro, quando o primeiro existe. Já eu, não faço muita questão da ordem dos acontecimentos, entretanto, em uma análise de ambos, é claro que o livro vai ser muito melhor (mil vezes!) que o filme e este segundo raramente vai fazer jus ao livro.

Se leu o livro e existe o filme, é importante assistir, nem que seja para criticá-lo e dizer que o livro é melhor.
Ler um livro e depois assistir ao filme, ou vice-versa, é uma forma de ampliar nossa visão, nossa imaginação e ir em busca de novos horizontes, ângulos e perspectivas.
Nesse quesito, eu sou um caso sério. Pois me parece que só me resta a impossibilidade de fazer as duas coisas: ler e assistir (assistir e ler).

Tenho inúmeros casos de livros bons, que foram adaptados para as telonas e nunca tive a oportunidade de assisti-los. Alguns deles são:
-Eu sou o número quatro; Pittacus Lore.
-Comer, rezar, amar; Elizabeht Gilbert.
-Um dia; David Nicholls.
-Fahrenheit 451; Ray Bradbury.
-Capitães da areia; Jorge Amado.
-O caçador de pipas; Khaled Hosseine.
-As vantagens de ser invisível; Stephen Chbosky.
-Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios; Marçal Aquino.
-Laranja mecânica; Anthony Burges.
-Lolita

Também tenho casos de filmes que assisti, gostei bastante e gostaria muito de ler o livro:
-Malu de bicicleta.
-As aventuras de Pi.
-Orgulho e preconceito.
-Jogos vorazes.
-O menino do pijama listrado.

E como não poderia deixar de ser, livros que li e tive a oportunidade de assisti-los:
-Matilda.
-Peter Pan.
-Bridget Jones, no limite da razão.
-Água para elefantes.

Acima, no título, eu escrevi escritor com "E" maiúsculo, porque é assim que tem que ser mesmo!
Nossos escritores merecem todo reconhecimento, todo apoio e todo sucesso devido o lançamento e publicação de seus livros.
Como homenagem a eles, posto aqui algumas fotos de escritores que são mais próximos de mim, tanto em termos de cidades, quanto em termos de conversa e contato.
Em termos de cidades, o Escritor Leo Vieira, é o que mora mais longe: ele mora na cidade maravilhosa, Niterói, Rio de Janeiro. Mas não deixa à desejar em termos de conversa, contato e proximidade. Seu livro é "Alecognição".
O Escritor Maurício Nunes, eu o conheci por intermédio da sua coluna no jornal  Metrô News e após trocar alguns e-mails com ele, o adicionei no Facebook e estamos aí. Quero deixar claro, que nutro um extremo respeito e admiração por esse homem, pois sua capacidade crítica é louvável. Ele mora em São Paulo. Dos seus quatro livros publicados, eu só comprei um deles, que foi "Sexo, cinema e dois corpos fumegantes". Infelizmente, não é tão indicado para uma garotinha de dezessete anos e casta como eu, então dei de presente para um amigo que vai fazer melhor uso dele... Mas, eu tenho vontade de comprar outros livros dele. Dentre eles estão: "Fragmentos de uma mente em construção" (preciso, se alguém quiser me presentear...) e "Lolitas", ainda mais depois que eu li o clássico do Vladimir Nabokov, para o qual até fiz resenha.
E também tem o Maickson Alves dos Santos (Freico). Eu o conheci pelo Skoob, depois migrei para o Facebook. Ele também mora em São Paulo e é autor do livro "As esferas de Medéia". Ainda não li o seu livro, mas assim que tiver oportunidade, o farei.
Este é a minha homenagem aos escritores citados e desejo um FELIZ DIA DO ESCRITOR  para todos que escrevem.
Deixo uma dica básica: Valorizemos mais nossos escritores maravilhosos, o fruto de nossa terra.
                                
Leo Vieira.

   Maurício Nunes.
                                       
                                    






E acredito que também é a música de todas as "Marias".

Maria, Maria- Milton Nascimento.

Maria, Maria,
É um dom,
Uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece
Viver e amar
Como outra qualquer
Do planeta

Maria, Maria,
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que rí
Quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta

Mas é preciso ter força,
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca

Maria, Maria,
Mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha,
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida...

Link: http://www.vagalume.com.br/milton-nascimento/maria-maria.html#ixzz2ZvMcEpM5

Edição:0
Editora: Companhia das Letras
ISBN:0
Ano:2003
Páginas:319
Tradutor: Jorio Dauster

O meu interesse pela leitura desse livro, partiu inicialmente pela vontade de conhecer a outra parte da história. Ou seja, eu que sempre li livros nos quais o destaque era dado para meninas que gostavam ou se relacionavam com homens mais velhos, quis eu, ler um livro no qual era um homem mais velho gostando de uma criança.
Temos Humbert Humbert que desde cedo se viu atraído por menininhas. Porém, sabendo da descriminação que sofreria caso esse segredo fosse descoberto, resolveu casar e fixar-se num lar, com uma esposa, como um homem comum, e por que não dizer normal? Sua escolhida para esposa foi Valéria. Vista por ele como: “Uma grande e balofa matrona, de pernas curtas, seios fartos e cérebro diminuto”.

Depois de quatro anos de casados, quando Humbert quer mudar-se de Paris para os Estados Unidos, sua mulher revela lhe que há outro homem em sua vida. A primeira reação de Humbert, em seu papel de marido, naturalmente foi ficar pasmo. Não sem antes pensar em dar uma boa surra em Valéria e em seu amante, mas prosseguiu com sua vida.
Foi morar na condição de inquilino na casa de Charlotte Haze. Na qual, não pretendia passar muito tempo, até descobrir que Charlotte era mãe de uma ninfeta de 12 anos: Dolores Haze. Apaixonou-se perdidamente, na mais completa acepção da palavra, pois a partir daí, nutriu um amor louco e doentio, pela pequena criança.
E nesse início, a filhinha Haze dá indícios de corresponder ao amor de Humbert, mas quando os dois só tem um ao outro no mundo, a pequena criaturinha, se mostra infeliz.

 Enquanto Dolores estava em um acampamento de férias, Charlotte e Humbert casam-se. Não sem antes maquinar a morte de sua esposa, Humbert se vê agraciado pela morte dela após ser atropelada e começa a colocar os seus planos de viver uma vida conjunta com seu grande amor, sua ninfeta, sua Lô, sua Lolita, em prática. Viajam por dois anos sem destino. Humbert apresenta-se como pai de Dolores, hospedam-se sempre em motéis de beira de estrada e eventualmente em hotéis.

Quando finalmente fixam residência, Humbert em seu papel de “pai”, matricula Dolores em uma escola, a inicia no tênis, na natação e no teatro. Entretanto, a “inocente” criança ainda se mostra infeliz. O que é compreensível, pois ela se encontra na condição de uma órfã e namorada de um homem de mais de 37 anos, que se viu “abusada” sexualmente não só por Humbert.
Acontecem muitas coisas e, em um determinado dia, Dolores foge de Humbert, que como um louco, a procurou durante dois anos, só a encontrando quando ela já tinha 17 anos e um filho em seu ventre.
O leitor pode imaginar diversos finais, que a possibilidade do término do livro vai ser um desses finais imaginados, não vai ser pouca.

É uma leitura difícil, complicada e confusa, que precisa ser feita na companhia de um dicionário e da determinação de não abandonar o livro antes do final.

Em 1997, foi lançado um filme do livro que fez grande sucesso. Ainda não assisti, mas quando tiver a oportunidade, o farei. Deixo aqui em baixo, o trailer do mesmo:


Edição: 1
Editora: Lexia
ISBN: 9788563557865Ano: 2011
Páginas: 316

O livro Alecognição foi lançado em dezembro de 2011.

O que dá título ao livro é uma palavra que não consta no dicionário porque foi criada pelo autor para resumir toda a situação do personagem principal: Galileo. Um garotinho muito esperto de apenas 5 anos. Esta é a primeira demonstração da genialidade do autor, que não poupou ensinamentos em seu primeiro livro.

Logo no início é apresentado ao leitor, o mundo de Construls, o jogo de horogamia e seus jogadores que são demônios. Cinquenta demônios, sendo dados seus nomes e uma breve descrição de cada um. Os demônios possuem características de fácil percepção aqui na vida real. Como por exemplo, uma “demônia” que é cantora e diz que vai desviar as pessoas através de mensagens subliminares postas em suas músicas, o que existe de verdade mesmo que as pessoas não percebam. Os demônios agem de mansinho para os humanos não perceberem, e quando se derem conta, o estrago já vai ter sido feito de forma irreversível.

“O povo da Terra é muito submisso ao desconhecido e flexível ao medo. Dá para agir de olhos fechados”.

Um pouco mais para frente, nos é apresentado Galileo em sua festa de aniversário de cinco anos. Aparentemente, um garotinho comum, com um irmão um pouco mais novo, que vai a escola, que tem amigos e até um amor secreto, Aline, sua coleguinha de classe. Mas, aos poucos, Galileo vai se revelando dono de uma imaginação muito fértil, onde ele dá vida e fala aos seus brinquedos: Nasalvo, um fantoche azul, com nariz grande e branco, Pupi, um cachorrinho de pelúcia e Açúcar (Ou Mel), uma boneca com rosto de porcelana.

Mas as coisas não são tão simples assim: Seus brinquedos na verdade são os demônios do começo do livro, que precisaram se espalhar pelo planeta Terra e muitos ficaram em São Gonçalo, na cidade do Rio de Janeiro, para poderem monitorar seu destruidor: Galileo.

Dos demônios apresentados, têm-se Kalel, Mantro e Sharkara, que se tornaram Nasalvo, Pupi e Açucar, respectivamente.

Até para quem não é cristão, fica perceptível a afronta espiritual que existe entre os humanos e os demônios que tentam roubar nossas forças e fazer com que tudo der errado em nossas vidas.

Mesmo “Alecognição” sendo um livro de ficção, protagonizado por um garoto de cinco anos, os ensinamentos que se podem extrair dessa leitura, são muito úteis. Como a valorização da amizade, a valorização do trabalho e o que realmente está por trás de toda essa maldade que existe no mundo.

Quem se interessou e quer comprar o livro, pode adquiri-lo pelo site da editora Lexia.
E quem quiser saber mais sobre o autor e sua obra, pode fazê-lo pelo Facebook, ou pelo Skoob.


Edição:1
Editora: Companhia das Letras
ISBN:853590736X
Ano:2005
Páginas:232

O título “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”, é quase um poema e o livro em si, em decorrência de sua beleza, é um poema retratando uma história que não seria impossível de acontecer comigo, ou até mesmo com você.

Na cidade do Pará, em uma época de descobrimento do ouro, o que provocou uma “guerra” entre a mineradora e os garimpeiros, a personagem principal e também narrador de todo o livro, Cauby (como o cantor) conhece e se apaixona perdidamente por Lavínia.

Enquanto ele relata para os leitores os detalhes de sua relação com Lavínia, também nos expõe a história de Altino, chamado por ele de careca. As duas histórias se mesclam e no final do livro é até possível perceber uma semelhança entre as duas.

Tanto a história de Cauby, quanto a do seu Altino, retratam o amor em níveis extremos, nos fazendo pensar até que ponto nos deixaríamos levar em nome da mulher amada.

Algo que tem que ser levado em consideração, é o fato de que a Lavínia era casada com um pastor de igreja, Ernani, e mesmo o estando traindo, nunca deixou de ser grata a ele por tudo o que fez por ela e também o que justifica a sua negação ao pedido de Cauby de fugirem juntos para São Paulo.

Lavínia tinha dupla-personalidade, era bipolar e uma vez Cauby até presenciou um ataque epilético dela. O leitor fica sem saber o porque dessa sua loucura, mas no decorrer do livro, quando nos é apresentado o triste e revoltante quadro da vida de Lavínia quando adolescente, entendemos muito bem sua loucura e damos até razão a ela. Há pessoas que conseguem superar e esquecer, mas Lavínia não conseguiu.

É um livro que te deixa de boca aberta e te faz refletir sobre diversas áreas de nossa vida. Como por exemplo, o fanatismo religioso, que é apresentado de modo tão extremo, que nossa primeira reação é colocar a mão na frente da boca, sentir o coração apertar, ver a lágrima rolar e se indignar com a atitude tomada por uma igreja em defesa/honra de seu pastor.

O livro termina de forma satisfatória, no sentido do desfecho dialogar com a história, mas como as personagens acabaram  é de cortar o coração.

 




Que a literatura nacional é desvalorizada, não é novidade para ninguém. Sempre foi assim.

O que vem de fora é sempre mais atrativo do quê o que vem de dentro e não estou dizendo que não o é. Entretanto, as pessoas se prendem a essa visão de tal modo, que esquecem o que têm dentro de seu próprio país.

Quero destacar aqui, a literatura. Quantos livros nacionais você tem na sua estante? Quantos autores nacionais você conhece ou já ouviu falar? Agora compare com os livros e autores vindos do exterior. Aposto que esse segundo ficou em maior número.

Até um tempo atrás, eu só conhecia os mais aclamados: Mário Prata, Martha Medeiros, Luís Fernando Veríssimo.  Mas aí eu conheci um escritor que despertou em mim o interesse pela literatura nacional: Leo Vieira. E junto com o Leo, veio a Lycia Barros, Maurício Nunes... Sendo que este último eu já conhecia como colunista do Jornal Metro News.

Através do Leo Vieira eu pude ver as dificuldades pelas quais um escritor nacional passa para ter um livro publicado e posteriormente, ter o livro vendido. Tais dificuldades se dão, dentre outras coisas, porque a concorrência internacional é muito grande. É muito difícil competir com alguém de fora e já conhecido. Principalmente porque se uma pessoa vai a uma livraria e vê um livro de um autor já conhecido e vê um livro de um autor que nunca ouviu falar na vida, obviamente ela vai optar pela primeira opção. Porque ela sente segura e não tem motivos para arriscar na compra de um livro escrito por alguém desconhecido. E isso quando é dada a alternativa da escolha. Pois muitas vezes um livro nacional não tem muito destaque dentro de livraria.

Eu tenho dois motivos para valorizar a literatura nacional: 1) Os autores estão vivos.  2) Eles estão ao meu alcance.

Eu sou assumidamente APAIXONADA pelo grande poeta de todos os tempos: Carlos Drummond de Andrade e toda vez que leio um poema dele, lamento não poder elogiá-lo, lamento não ter tido a oportunidade de abraçá-lo e dizer que ele é o CARA! Por isso é bom valorizarmos os escritores nacionais enquanto estão vivos.

Li dois livros muito bons. Um deles, “@mor”, escrito pelo Daniel Glattauer. Foi uma leitura fascinante e eu gostaria de poder dizer ao autor que cada palavra do livro estabelece uma interdiscursividade com a minha vida, mas estou impossibilitada disto, primeiro porque ele vive em outro país, segundo que não tenho seu e-mail, nem endereço e caso ele tenha um perfil no Facebook, dificilmente aceitaria o meu pedido de amizade. O segundo livro é “A culpa é das estrelas”, do John Green.  Gostaria tanto de parabenizar o autor pela sua sensibilidade e agradecer por ter me mostrado, através do livro o quanto sou ingrata, não só eu, mas todos, por não agradecer a Deus todos os dias e todos os momentos por ter saúde, por ter vida... Mas sou impossibilitada pelo motivo anterior.

No entanto, Leo Vieira está ao meu alcance e eu posso dizer a ele o quanto seu livro “Alecognição” influenciou na minha vida e o quanto eu aprendi com a leitura do mesmo. Porque o autor é uma pessoa que excede a definição de educado, atencioso e está aberto a novas amizades e aceita críticas tanto positivas quanto negativas.  Da mesma forma, tenho a autora Lycia Barros e o genial, crítico e inspirador Maurício Nunes em altíssima conta.

Vamos arriscar mais, vamos valorizar quem está próximo da gente e assim estaremos incentivando a literatura nacional.