Finalizei o ano com 63 livros lidos:

1- "Esperando fim de semana"- Witold Rybczynski;
2- "A guerra dos bastardos"- Ana Paula Maia;
3- "Um dia"- David Nicholls;
4- "Clarice na cabeceira"- Clarice Lispector;
5- "Feliz por nada"- Martha Medeiros;
6- "Capão pecado"- Ferréz;
7- "O Pequeno Filósofo"- Gabriel Chalita;
8- "A sombra do vento"- Carlos Ruiz Zafón;
9- "A metamorfose"- Franz Kafka/
10- "Cinquenta tons mais escuros"- E.L. James;
11- "Laranja mecânica"- Anthony Burges;
12- "@mor"- Daniel Glattauer;
13- "As vantagens de ser invisível"- Stephen Chbosky;
14- "Os livros que devoraram meu pai"- Afonso Cruz;
15- "Canções para Paula"- Blue Jeans;
16- ''Mulheres"- Charles Bukowski;
17- "O livro do riso e do esquecimento"- Milan Kundera;
18- "A culpa é das estrelas"- John Green;
19- "Como eu era antes de você"- Jojo Moyes;
20- "A menina que não sabia ler"- Jonh Harding;
21- "Fahrenheit 451"- Ray Bradbury;
22- "A revolução dos bichos"- George Orwell;
23- "Emmi e Leo- A sétima onda"- Daniel Glattauer;
24- "Amar, verbo intransitivo"- Mário de Andrade;
25- "Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios"- Marçal Aquino;
26- "Lolita"- Vladimir Nabokov;
27- "Uma herança de amor- Quando o fim pode ser o começo"- Lycia barros;
28- "2083"- Vicente Muñoz Puelles
29- "A minha versão da história"- Will Davis;
30- "Cartas de um escritor solitário"- Sam Savage;
31- "Libido aos pedaços"- Carlos Trigueiro;
32- "Extraordinário"- R.J. Palácio;
33- "Onde você está"- Marc Levy;
34- "O livro das emoções"- João Almino;
35- "Sentimento do mundo"- Carlos Drummond de Andrade;
36- "Morte e vida Severina"- João Cabral de Melo Neto;
37- "O lado bom da vida"- Matthew Quick;
38- "Alguma poesia"- Carlos Drummond de Andrade;
39- "Brejo das almas"- Idem;
40- "A Rosa do povo"- Idem;
41- "Persépolis 1"- Marjane Satrapi;
42- "Til"- José de Alencar;
43- "Persépolis 2"- Marjane Satrapi;
44- "O poder dos quietos"- Susan Cain;
45- "Cinquenta tons de liberdade"- E.L. James;
46- "A insustentável leveza do ser"- Milan Kundera;
47- "Admirável mundo novo"- Aldous Huxley;
48- "Frango com ameixas"- Marjane Satrapi;
49- "A hora da estrela"- Clarice Lispecor;
50- "Felicidade clandestina" Idem
51- "Budapeste"- Chico Buarque;
52- "O dia do Curinga"- Jostein Gaarder;
53- "Todo terrorista é sentimental"- Márcio Menezes/
54- "Vita brevis"- Jostein Gaarder;
55- "Eles não usam black-tie"- Gianfrancesco Guarnieri;
56- "Ler, viver e amar"- Jennifer Kaufman e Karen Mack;
57- "Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres"- Clarice Lispector;
58- "A gargalhada no escuro"- Vladimir Nabokov;
59- "O meu pé de Laranja Lima"- José Mauro de Vasconcelos;
60- "Um homem que dorme"- Georges Perec;
61- "Apender a viver"- Luc Ferry
62- "Persépolis 3"- Marjane Satrapi;
63- "Persépolis 4"- Idem.

Esse ano de 2013 foi perfeito! Muitas realizações, desenvolvimentos, planejamentos, projetos, lançamentos, filiações, parcerias e ainda terá muito mais para 2014.
Eu não esperava que as postagens nesta e nas demais colunas tivessem tanto alcance.
Fiquei satisfeito em ver muito dos assuntos comentados e compartilhados em outras páginas.

# A série "A REAL DAS EDITORAS POR DEMANDA" causou muitos comentários;
# A denúncia dos blogueiros que vendiam livros também foi altamente discutido;
# A matéria dos blogueiros que pedem livros grátis e não fazem resenha de qualidade foi tão comentado que muitos blogueiros se uniram para boicotar tais blogs desonestos;
# O texto das editoras golpistas também abriram os olhos de muitos escritores;
# As postagens sobre construção literária, auto publicação, criação de editora e mercado literário renderam um bom número de leitores satisfeitos.

Hoje escrevo periodicamente para dezenas de blogs e páginas literárias, além de manter uma coluna em um jornal e uma revista, também lida em Portugal e alguns países da África.
É cansativo, mas quando fazemos algo que gostamos, o fardo se torna mais leve. Sem contar que o reconhecimento e os elogios me motivam constantemente.

Também foi um ano difícil. Tive aborrecimentos, impasses, calotes, "portas na cara", entre outros problemas literários. Em compensação, também fiquei bem mais esperto, cortando certas "parcerias literárias", recusando propostas de projetos culturais mirabolantes, além de evitar alguns oportunistas megalomaníacos.

E em 2014 teremos muito mais! Inauguraremos uma Academia de Letras (em conjunto com o CNA- Clube dos Novos Autores), institutos culturais, feiras literárias, jornais e uma editora com gráfica própria e selos editoriais (projetos meus). Muitos desses projetos serão ainda para o primeiro semestre.
Lembrando mais uma vez que todos esses projetos permanecem de forma VOLUNTÁRIA e SEM
FINS LUCRATIVOS.
Muito obrigado a todos!

Leo Vieira

Vi essa tag no blog da Suzana, do Adolecentro.
As regras consistem basicamente em citar o nome de dez livros que a pessoa mais gostou.

Esse é sempre um trabalho difícil de se fazer, mas vamos lá!

- O Pequeno Príncipe
-Sentimento do mundo
-Persépolis
- Alecognição
-@mor
- A menina que não sabia ler
- A menina que roubava livros
- Todo terrorista é sentimental
- Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios
- A culpa é das estrelas
* Lembando que não está em ordem de favoritismo. Seria impossível escolher o que mais gostei.

Categorias:

Edição: 0
Editora: Nova Fronteira
ISBN: 8520900976
Ano: 1988
Páginas: 216                       

Albino, nosso personagem principal é um homem adulto na casa dos trinta, casado e pai. Tem uma ótima relação com sua esposa Elisabeth, com quem é casado há oito anos e tem uma filha juntos: Irma, de oito anos também.
Um dia, caminhando sem destino pelas ruas de Berlim, onde a história é ambientada, simplesmente para matar o tempo, Albino entra em um cinema e conhece Margot, funcionária do cinema em questão. Por ser muito tímido, apenas limita-se a olhá-la e volta pelo menos umas quatro vezes antes de estabelecerem o primeiro diálogo.
Margot era filha de um porteiro de edifício que tinha servido na guerra e de uma mãe que dava muita importância para a limpeza. também tinha um irmão que era três anos mais velho e chamava-se Otto.
Quando criança, fora muito maltratada por sua família, aos 16 anos sonhava em ser estrela de cinema e alguns anos depois seus pais ficaram gratos por se verem livres dela quando ela saiu de casa e foi morar em um quartinho de empregada.
Margot e albino, chamado por ela de Albert, passam a se relacionar amorosamente e embora Albert se mostre perdida e cegamente apaixonada pela menina e financie todos os seus desejos a ponto de dar-lhe dinheiro para comprar um apartamento, continua casado, o que não dura muito tempo, pois Elisabeth descobre sua infidelidade e vai embora de casa levando a filha. Então Albert passa a morar como Margot e cego pelo amor, faz todas as vontades dela.
Com a volta de um amor antigo e a estabilidade que Albert lhe dá, Margot vai construindo sua vida e chega até a realizar seu sonho de se tornar estrela de cinema. No entanto, no dia da estreia, se descobre um fiasco completo e desiste de investir nessa carreira.
Eu gostei demais dessa livro. Já tinha lido outro do mesmo autor e com este, o autor garantiu um lugar fixo no meu coração. Apesar de não gostar da Margot, por ela não ser uma boa pessoa, o livro é fantástico mesmo e deixa transparecer toda glória que o Nabokov merece.
O final é trágico e sugestivo, dando lugar á imaginação do leitor. À Albert está reservado um futuro que ele, definitivamente não merece, mas é como dizem, o amor cega as pessoas; e quando descobrir toda a verdade, suas ações serão irreversíveis.

Fui convidada pela adorável Soraya do blog Meu Meio Devaneio para participar do Desafio de férias:

Ler 05 livros até o dia 05 de fevereiro, desafiar seis blogs, e no dia 05 de fevereiro fazer um post contando se conseguiu ou não realizar o desafio

Eu estava precisando disso para colocar ordem nas minhas leituras, viu? Acredito que eu vou conseguir.
Minhas lista ficou assim:
1- "2001- Uma odisseia nos espaço"
2- " vida e proezas de Aléxis Zorbás"
3- "O barão nas árvores"
4- "Água para elefantes"
5- "O grande Gatsby"

Os blogs que indico para fazer o Desafio são:
Roteando Estrelas- Tatiane
Coisas da Vida- Daiana
Couplé Literário- Samuel e Andresa
Estante das Fadas- Carolina
Letras da Nana- Mariana
Livros e Maluquices- Equipe L.E.M

"Todo o prazer e alegria que o amor pode proporcionar são cobrados mais dia menos dia em sofrimento. E quanto mais intensamente amamos,, mais a dor futura será multiplicada".

"(...) O medo de se machucar só aumenta as chances de você se machucar".

"Para aumentar minhas estatísticas de confiança, vou lhe dar a chave do meu coração. Não pode arrancá-lo, mas pode fazer o quiser com ele, exatamente quando quiser. Apesar de tudo, você é a chave que me abre plenamente".

Neste Natal, eu não vou pedir nada para mim.
Neste Natal, eu vou pedir para o Papai Noel
Passar em baixo da ponte que meu amiguinho mora
E deixar um pouco de comida
E algumas roupas.
Principalmente algumas blusas de frio
e alguns cobertores
Porque eu já vi ele tremendo de frio
e não ter coberta para se embrulhar.

Também vou pedir para o Papai Noel
Fazer com que a mãe do meu amiguinho
Consiga dinheiro quando ela
vai vender garrafas de água no farol.

Neste Natal, eu vou pedir para o Papai Noel
Fazer com que o pai do meu amigo
Consiga um emprego.
Como ele mesmo disse
Pode ser de qualquer coisa.
Ele só precisa de um pouco dinheiro.

Papai Noel
Esse ano eu me comportei direitinho,
Fui uma boa pessoa,
Obedeci meus pais,
Fui bem na escola,
E tudo isso
Para que agora no Natal
O senhor possa atender ao meu pedido:
Por favor, ajude meu amiguinho.
Ele precisa mais que eu.

Feliz Natal, Papai Noel.

(Esse texto faz parte da Blogagem Coletiva do blog Refúgio das Palavras ( aqui ))


O livro começa narrando, como se fosse uma matéria de jornal, a morte de três políticos cariocas, em setembro e dezembro de 1994 e janeiro de 1995.
Cito e Gonzáles são amigos que se conheceram na faculdade de Jornalismo. São declaradamente de esquerda e após presenciarem a morte de uma vendedora ambulante em uma praia do Rio de Janeiro e descobrirem que a morte dela estava associada ao consumo de um remédio alterado que era fornecido pelo Estado, os dois amigos decidem que a situação não poderia ficar daquele jeito.
Assistindo uma partida de futebol no estádio do Maracanã, criam o Comando Terrorista Anti-Corrupção. Que consistia basicamente em fazer justiça com as próprias mãos. Queriam justiça pela morte de dona Angelina, a ambulante que havia morrido em seus braços, vítima da corrupção política.
Suas primeiras duas vítimas são mortas com uma bomba e a terceira vítima é morta por envenenamento com o auxílio de um elemento feminino que entrou para o Comando: Ana . E o quarto atentado volta ser com bomba também.
Depois do quarto atentado escrevem uma carta para a imprensa, assumindo seus atos terroristas e com isso exigem o fim da Lei de Impunidade Parlamentar que impede que os políticos sejam julgados como pessoas comuns.
O livro terminou de uma forma bem satisfatória, apesar do destino trágico de um dos membros do Comando.
Há erotismo, há sexo, drogas e rock'n roll e há o despertar para o questionamento de como está a situação política do Brasil. Apesar dos acontecimentos do livro serem datados no ano de 1994 e 1995, ter o espaço amostral no Rio de Janeiro, tudo é muito atual. De tal forma que você fecha o livro e se pergunta "será que  isto aconteceu mesmo ?", mas na orelha do livro já adverte: "qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência".

Geralmente as crônicas são mais voltadas para um pequeno texto com uma narrativa mais temporal e pessoal. Existem vários tipos de crônicas, mas vou focar mais na crônica literária em geral.
Se você tem alguma ideia que não queira estendê-la, talvez  para não perder o foco, o melhor é apresentá-la em forma de crônica. Daí você tem a lição definida e poderá ilustrar com a narrativa (primeira ou terceira pessoa), descrição de ambiente, caracterização de personagens e fechar de forma mais dissertativa.
Se você tiver uma poesia onde o tema for complexo demais, você pode então transformá-la em uma crônica lírica, definindo mais os personagens e usando uma linguagem mais poética e metafórica, ampliando emoções e descrição de sentimentos, usando algumas rimas também.
Com o tema em mente, você já tem o caminho traçado de onde vai explorar. Quanto mais visceral você for, melhor para a sua crônica.
O conto é como  uma crônica, porém é mais conciso, preciso, resumido e somente está no âmbito da ficção. A grande diferença do conto para a crônica é que a crônica pode se ramificar em outros gêneros e linguagens, principalmente dando margem para outros estilos próprios. já no conto ele deve seguir uma linha mais restrita e ser respeitada, expressando emoções, provocando inquietação e causando compreensão do leitor.
No conto a história precisa ser completa e fechada. Na maioria das vezes, o conto está narrado na primeira pessoa, porque apresenta um breve momento, sempre sob a ótica de um personagem, seja ele principal ou não.
Contos são perfeitos para ilustrar palestras e criar linhas de pensamentos e debates.
Os contos são sempre o primeiro caminho de um leitor iniciante. Quando desenvolver sua sinopse, observe se ela será melhor apresentada sob conto ou romance.


Leo Vieira é autor do livro "Alecognição", pela Editora Lexia.
Escritor acadêmico em várias Academias e Associações literárias; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural em São Gonçalo e Doutor em Teologia e Literatura.

"(...) Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Pesar de,se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o própio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que  me deu uma angústia que insatisfeita foi criadora de minha própia vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso".

"E era isso que estava lhe faltando: o mar por dentro como o líquido espesso de um homem".

"(...) Agir sem conhecer exige coragem".

" -Teus olhos (...), são confusos mas tua boca tem a paixão que existe em você e de que você tem medo. Teu rosto (...) tem um mistério de esfinge: decifra-me ou te devoro".


"-Pois eu tive que pagar a minha dívida de alegria a um mundo que tantas vezes me foi hostil".

"- Comigo você falará sua alma toda, mesmo em silêncio. Eu falarei  um dia minha alma toda e nós não nos esgotaremos porque a alma é infinita. E além  disso temos dois corpos que nos será um prazer alegre, mudo, profundo".

"(...) Lembre-se: quem é capaz de sofrer intensamente, também pode ser capaz de intensa alegria".

"Milagres, não.  mas as coincidências. Vivia de coincidências, vivia de linhas que incidiam e se cruzavam e, no cruzamento, formavam um leve e instantâneo, tão ele e instantâneo que era mais feito de segredo".

"Um dia uma folha que caíra batera-lhe nos cílios. Achou então Deus de uma grande delicadeza".

"Nessa mesma noite gaguejara uma prece para o Deus e para si mesma: alivia minha alma, faz com que eu sinta tua mão dada à minha, faze com que eu sinta que a morte não existe porque na verdade já estamos na eternidade, faze com que eu sinta que amar é não morrer, que a entrega de si mesmo não significa a morte e sim a vida, faze com que eu sinta uma alegria modesta e diária, faze com que eu não Te indague demais, porque a resposta seria tão misteriosa quanto a  pergunta, faze com que eu receba o mundo sem medo, pois para esse mundo incompreensível nós fomos criados e nós mesmos também incompreensíveis, então é que há uma conexão entre esse mistério do mundo e o nosso, mas essa conexão não é clara para nós enquanto quisermos entendê-la, abençoa-me para que eu viva com alegra o pão que como, o sono que durmo, faze com que eu tenha caridade e paciência comigo mesma, amém".

"(...) Pensou que talvez essa fosse uma das experiências humanas e animais  mais importantes: a de pedir mudamente socorro e mudamente esse socorro ser dado. Pois apesar das palavras trocadas, fora mudamente que ele havia ajudado".

"Agora eu quero o que você é, e você quer o que eu sou. E toda essa troca será feita na cama".

"Será o mundo com sua impersonalidade soberba versus minha individualidade como pessoa mas seremos um só".

"Era um caos e uma nebulosa tão maravilhosa que ela apertou a mão dele para que alguém a segurasse na terra".

Narrado em primeira pessoa por Hans-Thomas, um garoto que foi abandonado pela mãe quando tinha apenas quatro anos de idade, o livro se estrutura na viagem que Hans e seu pai, fazem na tentativa de encontrar sua mãe e tentar fazê-la voltar para casa com eles.

“Queríamos ir a Atenas, só que não para passar férias de verão, ou em algum outro ponto da Grécia, queríamos procurar mamãe. Não tínhamos certeza de que iríamos encontrá-la; e, caso encontrássemos, não tínhamos certeza de que ela voltaria conosco para a Noruega. Mas precisávamos tentar, dizia meu pai, pois  nem ele e nem eu podíamos suportar a idéia de passar o resto de nossas vidas sem ela".
Durante essa viagem, acontecem as coisas que ditam o rumo do livro. Hans encontra um anão que lhe dá uma lupa; em uma padaria, um senhor lhe dá quatro pãezinhos e diz que o último pão ele só deverá comer quando estiver sozinho e que não deverá contar para ninguém sobre aquilo. Quando morde o quarto pãozinho, descobre que dentro dele tem um livrinho. Um livrinho tão pequeno, que só dá para ser lido com uma lupa. A lupa que o anão havia dado para ele.
O autor Jostein Gaarder escreveu o livro de tal fora que enquanto Hans-Thomas lê o livro que encontrou dentro do pão, o leitor também o lê. Esse livro, é a história de um marinheiro que foi o único  sobrevivente de um naufrágio. perdeu a noção de quanto tempo ficou à deriva quando finalmente encontrou uma ilha. Sua única companhia era um jogo de cartas de baralho e ele se sentia tão sozinho que inventava histórias com os personagens desse baralho. Um dia ele acordou e descobriu que as cartas havia ganhado vida. E é aí que tudo começa a acontecer. Pois tudo o que acontece nesse livrinho maravilhoso coincido com o que está acontecendo na vida de Hans-Thomas.
O Curinga é a carta principal desse jogo e sempre tem uma carta na manga.
Os livros do Jostein Gaarder sempre nos provoca reflexões filosóficas e com este não foi diferente. Nos faz pensar "será que existimos mesmo ou somos apenas fruto da imaginação de alguém?"
Uma ótima leitura para quem gosta de Filosofia e quer iniciar nesse mundo onde as perguntas são mais importantes que as respostas.



Este é um evento que acontece uma vez no ano, durante três dias. Este ano, aconteceu nos dias 11, 12 e 13 de dezembro das 9 às 21h. Todos os livros tinham desconto mínimo de 50%. Era muito livro barato em um lugar só!
Eu fui no segundo dia do evento, dia 12. Estava lotado de pessoas. Tinha tanta gente, mas tanta gente, que quase não dava para respirar. Ainda dizem que brasileiro lê em média quatro livros pro ano (tá bom que eu acredito nisso!).
Ah e sabem que estava lá? Um escritor que eu conheço! O nome dele é Felipe Castilho (e nos somos amigos no Facebook). Eu o vi de pertinho, frente a frente. Fiquei alguns minutos lá no estande em que ele estava, só olhando, mas não falei com ele (é que sou tímida). E também, eu ia falar o que? (Oi Felipe, meu nome é Maria e nós somos amigos no Facebook???) O cara nem ia saber que me tem no Facebook. Mas mesmo assim foi bacana ver ele. Quando cheguei em casa, entrei no face, fui na linha do tempo dele e contei que o havia visto.
Eu cheguei no evento por volta das seis horas da tarde (ou seis horas é noite?) e só fui embora nove horas, quando encerrou.
Tinha muitas editoras lá. Editoras que eu nem sabia que existia! Vocês podem conferir a lista completa das editoras aqui.
Os estandes que mais tinham pessoas eram o da Cosacnaify (a fila era quilométrica), da Companhia das Letras (tinha tanta gente, que você ficava quase meia hora procurando uma brechinha para ver os livros) e da Leya (bem concorrido).


 Eu estava muito bem acompanhada e essas minhas companhias me presentearam.
Os livros que eu ganhei foram:
Vida e proezas de Aléxis Zorbás- Nikos Kazantzákis;
2001 Uma odisseia no espaço- Arthur C. Clarke;
O barão nas árvores- Ítalo Calvino,
Se fosse fácil era para os outros- Rui Cardoso Martins.


 Além dos livros, mais alguns marcadores para a minha coleção.



"Vita brevis" = "A vida é tão curta".                                                                  

 "Videmus nunc per especulum in enigmat, tenc autem facie, nunc cognosco ex  parte, tunc autem cognoscam sicut et cognitus sum"
 "Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como sou conhecido eu mesmo". 

"Fit erranti medicina confessio" =  "Confessar-se é remédio pra quem extraviou-se" 

"Delictum" = "Delito"

"Peccatum" = "Pecado".

"Plaudite" = "Parabéns".

"Nihil tam absurdum dici potest ut non dicatur a philosopho"
" nada é tão absurdo que não possa ser dito por um filósofo".


Este livro não é bem ficção como outros do autor. Começa com ele explicando como encontrou a carta de Flória Emília para Aurélio Agostinho. Logo após, transcreve toda a carta, com notas de rodapé que são bastante explicativas.
Eu já ouvi falar do Santo Agostinho, mas não posso dizer que conheço sua história, mas depois de ler este livro, fiquei com vontade de saber mais sobre ele e ler seu livro “Confissões”.
Este livro, “Vita brevis”, na verdade é uma transcrição da carta que Flória escreveu ao santo Agostinho. Mas quem foi Flória Emília? Ela foi a concubina que viveu com Agostinho antes que ele optasse por viver para Deus. E nesta carta, vemos o outro lado da história. O lado de uma mulher que foi abandonada, o lado da mulher que foi obrigada a deixar seu filho para trás, que sofreu com a sogra.
No final, não fica claro se a carta chegou nas mãos de Agostinho, mas eu queria muito que tivesse chegado, para ele saber o que sentiu Flória, que um importante capítulo de sua vida e ele só se dignou a escrever apenas alguns parágrafos sobre ela em seu livro.

A leitura é rápida. Eu li em questão de horas, inclusive acho que não seja necessário ler aos pouco principalmente por se tratar de uma carta.

Nesta aula, iremos aprender a deixar o processo literário mais dinâmico possível. Existem muitas ideias que ainda podem ficar desorganizadas e estacionadas, faltando poucos detalhes para enfim ser organizado de vez e inserido para o caminho editorial. Esta aula está bem resumida, portanto se quiser saber mais sobre como criar título e desenvolver personagens, entre outras coisas, sugiro que acompanhe as minhas postagens anteriores, neste  blog.

1- Escrevendo
Desenvolva a ideia, com sinopse, personagens, ambiente, vilões, conflito, desfecho e moral da história. Todo livro precisa disso e agir nesse compasso. Não tente viajar demais porque você pode perder o rumo da história e se perder nela, a ponto de desanimar no engajamento.
Dica: Toda reportagem de jornal é uma boa sinopse. O que vai torná-la especial é a forma em que você vai ilustrá-la. É igual receita de bolo; é igual pra todos, mas pode ficar melhor, dependendo dos ingredientes utilizados e do empenho de seu cozinheiro.
Faça um bom planejamento de roteiro;
Organizando tudo, você terá o argumento (eu gosto de chamar de "esqueleto");
Escreva em tópicos, o que os personagens vão fazer; evitando diálogos (deixe isso para quando for escrever pra valer);
Se achar que o argumento está muito curto (8 páginas dá em torno de 40 laudas, o equivalente a 100 páginas de livro 14X21 cm), acrescente dois enredos paralelos e os desenvolva junto com a obra. As novelas são longas porque desenvolvem mais de 40 enredos simultâneos;
Comece a praticar com pequenos contos e crônicas. Observe o cotidiano para se inspirar;
Reunindo tudo, encare a tela em branco e mande brasa, tecendo o argumento e transformando em roteiro.

2- Construindo a obra
Procure escrever no bloco de notas (salvando várias vezes), para praticar mais a sua ortografia. Depois vai colando os capítulos no word, fazendo as eventuais
correções;
Comece cada capítulo com um momento questionador, fazendo o leitor se sentir cúmplice da trama e sempre feche o capítulo com um suspense, fazendo o leitor ter vontade de continuar a obra;
Escreva sempre de bom humor;
Faça intervalos na escrita e nunca escreva com sono ou indisposto;
Use a parte mais conflitante e intrigante da história e transforme-a em título do
livro.
Revise várias vezes a história.

3- Registrando
Encaderne de forma numerada e leve à Biblioteca Nacional, depositando o valor da taxa no Banco do Brasil;
Eu recomendo não enviar as encadernações para as editoras convencionais. Você leva de 6 a 12 meses para receber um "Não" formalizado;
Editoras convencionais dificilmente contratam escritores iniciantes. Então, mãos na massa pra ganhar reconhecimento;
Invista no aprendizado para construir o visual gráfico de seu livro. A economia será de até 300%. Um livro de 100 páginas fica em torno de R$ 300 (30 exemplares) na gráfica e as vendas totalizam um lucro de até 100%;
Faça um blog e páginas oficiais em redes sociais;
Faça propaganda virtual, divulgação de resenhas em blogs, promoções, descontos e sorteios.

4- Editoras por demanda
As editoras por demanda são gráficas especializadas no serviço editorial. São excelentes para construir e expor o seu livro à venda. Mas eles não passarão disso. O empenho de marketing literário é todo seu;
Aprenda a simplificar ao máximo os seus serviços, solicitando apenas a impressão dos livros;
A porcentagem de venda é de 10 a 20%. Em poucos casos, 30%;
Faça o orçamento antes, porque o serviço pode ficar barato na arte, mas caro demais na impressão e preço final. Daí você terá que comprar um lote para baratear e vender por conta própria. Veja só; você acabou trabalhando duas vezes para a editora e ainda vai ajudar a divulgar os serviços deles!;
Se você vai publicar muitos livros, aprenda de uma vez a ter sua própria editora, economizando e lucrando mais.

5- Livro publicado
O autor é responsável pela divulgação e marketing;
Apareça em eventos, levando pelo menos 2 livros na mochila. Logo aparecerá uma oportunidade para falar sobre seu trabalho e você acabará vendendo um livro inesperadamente;
A internet é uma grande aliada do escritor. Use e abuse de blogs, redes sociais, Twitter, Facebook, Skoob, lista de e-mails, e quando criar promoção, apresente as novidades;
Procure redação de jornal local e leve um exemplar, pedindo uma matéria. Faça o mesmo nas emissoras de rádio;
Mantenha o seu nome "aquecido" no mercado virtual, anunciando novidades, promoções, notícias, parcerias e colaborações culturais;
Muito cuidado para não cair no "conto do vigário", com parcerias mirabolantes e projetos embrionários. Seja esperto sempre!

Escritor acadêmico em várias Academias e Associações literárias; ator, professor; Comendador; Delegado Cultural em São Gonçalo e Doutor em Teologia e Literatura.







Todos os textos abaixo, foram escritos pelo escritor Leo Vieira na página no Facebook do livro "Alecognição". Para quem ainda não conhece, pode conferir a resenha aqui.
E este mês de dezembro é mês de aniversário! 2 anos de Alecognição. Vamos dar parabéns, pessoal!!!
E como dezembro também é natal e natal requer presentes, que tal presentear aquela pessoa que você gosta com o livro Alecognição?

"Este mês de dezembro completam 3 anos que o primeiro livro da série "Alecognição" foi escrito e também 2 anos em que ele foi publicado.
O que eu posso dizer é que a experiência literária é muito boa. Tive também muitas decepções e frustrações, claro; mas isso é normal em qualquer campo profissional.
Também teremos muitas novidades. Iria fazer um bolo, mas como o Pupi não tem boca (e não teria como soprar as velinhas), ele se contentou somente em posar ao lado do livro.


"Em breve, teremos mais aventuras do Galileo e a sua caçada horogâmica. Os próximos livros estão prontos e na lista de projetos, com outras novidades culturais literárias."



Dimensão Boreal
Sinopse: Após 10 anos da primeiro ciclo quebrado, Galileo, agora com 15 anos se vê em uma nova jornada, agora na Horogamia Psíquica. Com ajuda de Aristarco, o jovem herói agora precisa caçar os sorrateiros vilões que se esconderam em sua mente. Um mundo novo, no subconsciente, com muitos desafios e personagens incríveis.

O Vulcão da Vaca Maldita
Sinopse: Mais dez anos se passaram e agora o Galileo, já adulto e formado, precisa investigar o ponto de partida da Horogamia Física e tudo o que trabalha por ela.
Uma quadrilha do sobrenatural anda intrigando e amedrontando a cidade com perseguições e depredações, enquanto o seu namoro vai por água abaixo por má influência da sogra. O que será que pode acontecer quando tudo faz sentido e somente depende dele para solucionar?"





Qual biblioteca: Biblioteca da Fundação Julita.

Sobre: Uma ONG que atende crianças, jovens e idosos.
Facebook, Flickr, Site, Blog.

Endereço: Rua Nova do Tuparoquera, 117. Jardim São Luís. CEP: 05820-200 São Paulo, SP.

Quantos livros renovados: 1

Quantos livros emprestados: 7

Total de livros: 8

Data do empréstimo: 27/11/2013/ Quarta-feira

Data para devolução: 04/01/2014/ Sábado

Quais livros: "Os homens que não amavam as mulheres", Stieg Larsson;
"Uma aprendizagem ou o Livro dos prazeres", Clarice Lispector;
"Azaléia Vermelha", Anchee Min;
"Conte-me seus sonhos", Sidney Sheldon;
"A gargalhada no escuro" Vladimir Nabokov;
"Ovelhas negras", Caio Fenando Abreu;
"Um homem que dorme", Georges Perec;
"O dia do Curinga", Jostein Gaarder (renovado).

O que tenho a dizer: Amo essa biblioteca. Não só porque eu posso pegar vários livros e ter um prazo bem grande para lê-los, mas principalmente porque nela há livros realmente bons e diversificados.






"Meu conselho para todos os que querem se encontrar é continuarem bem onde estão. Do contrário, é grande o risco de se perderem para sempre".

"Existem cerca de cinco bilhões de pessoas neste planeta. Mas a gente acaba se apaixonado por uma pessoa determinada e não quer trocá-la por nenhuma outra".

"Pois maior do que tudo é o amor. E o tempo nem de longe consegue apagá-lo com a mesma rapidez com que apaga as lembranças".

 
É muito comum o "vácuo nas ideias" surgir em algum momento, seja com quem for. O escritor ficava horas encarando o papel vazio na máquina de escrever e hoje continua assim, encarando a tela branca do Word. Vamos falar um pouco sobre prática.
O aspirante a desenhista começa a encarar o seu maior desafio ao analisar o desenho complexo permeado de sombras, texturas e detalhes. Ele imediatamente pensa no tempo e dedicação que gastará para detalhar tudo aquilo. O desenhista precisa aprender que não se aprende a construir um desenho da forma mais complexa. Desenho são formas geométricas aplicadas com alguns detalhes. Ele desenha o "esqueleto" de sua ideia e daí o desenho vai ganhando forma.
Organize o tamanho e proporção de sua arte, com linhas horizontais e verticais. Você agora já sabe o espaço que deverá respeitar ao apresentar o seu desenho. Depois, esboce as formas geométricas que se assemelharão com o seu desenho, seja ele um vaso, um carro, um prédio ou um personagem. Círculos, quadrados, retângulos e cilindros serão desenhados antes de formar o desenho. Em seguida, comece a desenhar por cima esses detalhes. O seu desenho está ganhando identidade e vida. A sua arte nasce finalmente.
Não é tão fácil assim. O bom desenhista é aquele que pratica muito. Repita a operação e verá que não será tão difícil quanto da última vez. Quando você faz uma história em quadrinhos, repete tanto o procedimento de desenhar o mesmo personagem que ele acaba fluindo automaticamente. Charles Schulz (Peanuts/Charlie Brown) revelou ter desenhado a cabeça redonda do personagem mais de 50 mil vezes. O que diria os animadores então, sendo que cada segundo de desenho animado tem em média 24 desenhos por segundo?
Agora, vamos focar na questão da literatura. Assim como as formas geométricas giram ao redor de tudo e estão camufladas por todos os cenários no campo visual, as histórias e personagens também estão disponíveis ao escritor, como se fosse um gigantesco pomar onírico, só esperando a sua colheita e que você use os ingredientes para você por a mão na massa na construção e ornamentação de sua obra.
            Se você não tiver ideia alguma do que começará a escrever, faça um pequeno exercício, como se fosse um hábito. Comece narrando o dia, como se fosse um diário, mas sob a perspectiva de um personagem:
"Hoje acordei com preguiça e sem vontade de fazer nada. Abri a cortina e olhei para a janela e o dia estava bonito, mas não estava o meu estado de espírito. Fui tomar café e me arrumei às pressas para mais um dia rotineiro..."
Preencha tudo isso em uma lauda, focando e mesclando conflitos pessoais com coisas boas, como se fosse um ritmo. A escrita deve caminhar em um compasso, com surpresas boas e ruins.
 
-Apresentação;
-Saindo na rua;
-Primeiro conflito;
-Dúvida e desafio brotando;
-Voltando para casa;
-Pensativo sobre o conflito;
-Encontro com o coadjuvante;
-Problema paralelo;
-Ápice do problema e conflitos unidos;
-Solução do enígma;
-Desfecho.
 
Esses tópicos preenchem um conto de 20 ou 25 páginas em formato A5, narrado em primeira pessoa, na qual é mais difícil, por não poder expandir tanto nos demais personagens. No caso de uma obra em terceira pessoa, a obra pode ficar muito maior, porque o autor pode narrar e apresentar outros personagens, em várias perspectivas e até recheá-la com histórias paralelas. Primeiro faça teste com crônicas menores. Depois passe para contos deste exemplo. Quando se sentir mais seguro, desenhe as "formas geométricas" de sua obra e com o "esqueleto" pronto (esboço do início, meio e fim) determine os personagens que participarão e siga em frente com a escrita. Nunca escreva sem rumo e sem conceito do que quer passar e para onde vai chegar. Não se comporte como um viajante sem rumo. Tenha em mãos o "mapa" de sua obra.
Boa sorte e boa viagem!
 
Escritor acadêmico em várias Academias e Associações literárias; ator, professor; Comendador; Delegado Cultural em São Gonçalo e Doutor em Teologia e Literatura.
 
 

A principal meta de um escritor é se tornar reconhecido como escritor.
O principal argumento que possa alegar o ofício do escritor são os seus livros
publicados.
Para que um escritor tenha muitos livros publicados, é conveniente que ele tenha livros vendidos.
Para que um escritor venda muitos livros, é necessário que ele seja um escritor
militante.
Para ser militante, um escritor precisa escrever muito.
Para escrever muito, nem sempre um escritor precisa apenas escrever livros.
Se um escritor não tem como publicar muita coisa, ele pode publicar em blogs.
Se um escritor publica muita coisa em blogs, ele pode conquistar leitores.
Os leitores conquistados vão acompanhar o que ele tiver publicado.
Com as vendas de suas publicações, o escritor pode publicar mais livros.
Com mais livros publicados, o escritor pode vender mais e poder investir mais.
Se ainda assim, o escritor achar cansativo e quiser andar mais devagar, vamos focar então na meta de despesa menor de investimento.

O escritor precisa se tornar conhecido, mas também precisa fazer boas ações
literárias.
Vou ensinar a fazer "Heroísmo Literário".

Um empresário quando se envolve em filantropia, precisa fazer algo pela sociedade a qual obteve sustento por meio dela. Isso é uma forma de gratidão, além de abatimento de impostos.
No caso de nós, escritores, precisamos defender e proteger o nosso espaço
literário, desenvolvendo os leitores de amanhã (literalmente, porque eles se
interessarão mais por suas obras).
Uma das alternativas é preparando a "trincheira" que receberão as nossas "armas" (livros). Esse arsenal precisa estar bem preparado e nada melhor que o próprio capitão para fazer essa tarefa tão nobre e digna de admiração.

Tópico 1: Local
Defina o espaço que receberá a sua obra e motive os soldados a cuidarem do acervo. Existem escolas em lugares carentes, condomínios e instituições que não possuem biblioteca organizada. Se ofereça para desenvolver a atividade, designando tarefas para professores, funcionários e alunos.
Material: uma sala com prateleiras, mesa e cadeiras, um fichário e, se possível, um computador para controle dos livros e dos usuários.

Tópico 2: Organização
Verifique os livros que estão no local e separe por classificação. Você também pode designar os funcionários para conseguir doações entre eles. Se a instituição tiver verba, negocie com as editoras com compra especial com desconto. Se a instituição for filantrópica, desenvolva a carta timbrada na prefeitura para que consiga doação.

Tópico 3: Catálogo
Com as obras reunidas, faça catalogação das mesmas, organizadas por temas nas prateleiras (ficção, infantil, técnico, enciclopédia, etc)
Cada aluno deverá fazer uma ficha, a qual ficará registrada virtualmente, ou por
fichário (nome, RG, CPF, endereço, e-mail e telefone). A retirada dos livros não
terá custo, mas esboce uma taxa simbólica de multa, caso não seja devolvido no prazo. A multa não tem intenção de punir o leitor, somente para ressaltar a
responsabilidade.

Fazendo isso, você terá até o mérito de ter a biblioteca batizada com o seu nome (!). Depois, visite regularmente e acompanhe as novidades. Crie circuitos literários, rodas de leitura, palestras, leitura para crianças, entre outras atividades na biblioteca.

Essa tarefa é muito nobre e conveniente para cada escritor. O resultado são reconhecimento, prestígio, respeito e divulgação cultural literária.

Escritor acadêmico em várias Academias e Associações literárias; ator, professor; Comendador; Delegado Cultural em São Gonçalo e Doutor em Teologia e Literatura.


Este é o segundo selo que o blog ganhou e estou muito feliz. Agradeço as meninas , Amanda e Flora, do blog Pedaços do Mundo pela indicação.

REGRAS:
- Falar 11 coisas aleatórias sobre si;
-Responder as 11 perguntas de quem te perguntou;
-Criar outras 11 perguntas e indicar para outros 11 blogs;
-Avisar os indicados.

11 COISAS SOBRE MIM:
1- Sou apaixonada pelo Rio de Janeiro;
2- Não sei o que seria de mim se não fosse os livros;
3- Vou cursar Biblioteconomia;
4- Tenho cadastro em quatro bibliotecas e pego livros em todas elas;
5- Acho que o Skoob é uma ótima invenção;
6- Já muita fiz coisa nessa vida. Incluindo participar de um time de futsal feminino com direito a ganhar campeonatos e fazer aulas de violão;
7- Sou tímida;
8- Escrevo poemas;
9- Amo o idioma espanhol;
10- Gosto de MPB, ouço jazz e música clássica;
11- Tenho duas plantas. Uma se chama Maria-Flor e a outra Tereza-Lima.

MINHAS RESPOSTAS:
1- Sempre gostou de ler?
Sim, desde pequena, lá nos meu 8 anos de idade.

2- Já sofreu algum tipo de preconceito por gostar de ler ou por ler muito?
Preconceito não, mas as pessoas sempre se impressionam.

3- Que música é perfeita para seu livro favorito?

Não sei... é que não costumo ler ouvindo música e até mesmo quando leio escutando alguma coisa, me desligo completamente e só presto atenção no livro.

4- Se pudesse ser um personagem, ou vários, qual seria?
A Anastasia Steele.

5- Seu filho/filha teria o nome do seu personagem favorito?
Hoje em dia, acho que não, mas quando eu era mais nova pensava em colocar o nome de um personagem que eu gostava muito.

6- Muita gente diz que os brasileiros leem pouco. O que você acha disso?

Eu acho que é verdade se levarmos em conta o quanto de pessoas que conhecemos é que não gostam de ler. Mas também há pessoas que leem muito.

7- Você assiste as adaptações dos seus livros favoritos?
Assisto.

8- Já enjoou de ler alguma vez?
Não, nunca! mas as vezes é preciso dar um tempinho para sua mente se recuperar.

9- Qual o pior livro que você já leu?

Acho que só li livros bons.

10- Se pudesse mudar o final de algum livro, qual seria?

"Emmi e Leo- a sétima onda".

11- Qual é o livro ideal para se dar de presente a uma pessoal especial?
 Um livro que a pessoa queira ou que você queira que ela leia.


MINHAS PERGUNTAS:
1- Se você pudesse casar com algum personagem, qual seria?
2- Você já julgou algum livro pela capa?
3- Já recebeu indicação de um livro que gostou muito?
4- Se ficasse preso em um elevador gostaria de estar com qual livro em mãos?
5- Seu escritor preferido costuma matar os personagens que você mais gosta?
6- Você tem Skoob?
7- Costuma assistir filmes baseados em livros?
8- Já ganho alguma promoção?
9- Como entrou nesse mundo dos blogs?
10- Consegue ler escutando música?
11- Na sua família tem quem goste de ler?

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