Venho dar um aviso que já deveria ter sido dado.
Desde dezembro estou viajando, de modo que não tenho como me dedicar como gostaria ao blog. Já deveria ter assumido isso e entrado em recesso desde o final do ano passado, mas pensei que conseguiria seguir com a programação normal, o que evidentemente não aconteceu, por diversos motivos.
O que me faz dar esse anúncio agora é a falta de internet. Aqui onde estou não tem sinal de celular para minha operadora e eu estava usando o wi-fi da vizinha, mas não é mais possível fazer uso dele e o novo acesso que estou tendo é bem limitado, de modo que, querendo ou não, vou ter que tirar umas férias forçadas daqui. Retorno de viagem no final desse mês e em março as coisas se normalizarão.


Até breve :)

Capa do cd
Cobrança – talvez esta seja a palavra que defina bem todas as nossas frustrações na vida! Somos cobrados por existir. Existir é de uma responsabilidade imensa a um ser humano, ainda mais por não virmos ao mundo com um manual de como viver. Assim, aprendemos necessariamente por erros e acertos, cujo sucesso nas escolhas não é garantido.

Dia 18 chegamos ao fim da primeira semana da leitura conjunta do livro “Um Defeito de Cor”, da Ana Maria Gonçalves.
Nesta semana lemos o prólogo e capítulo um. Em relação ao primeiro, é escrito pela própria autora. Nele, é apresentado ao leitor a definição de “serendipidade”, que é encontrar algo quando se está procurando outra coisa, mas para que este momento mágico faça sentido, é preciso estar preparado, de alguma forma, para a descoberta inesperada.
A autora também explica que o livro resultou de um momento de serendipidade. Explica qual a história que o originou e tornou sua existência possível. Algumas palavras a autora optou por deixar em iorubá. Nesses casos, há a tradução ou nota de rodapé.
A seguir, apresentarei um pouco do que li e os sentimentos causados, portanto, pode conter spoiler.

Uma das redes sociais que mais gosto é o Instagram (@impressoesdemaria), porque lá, pelo menos no caso do blog, é onde há mais interação entre as pessoas que nos acompanha. E foi de lá também, que me veio a ideia de propor uma leitura conjunta de um livro que estou lendo agora na minha viagem de férias: “Um Defeito de Cor”, da Ana Maria Gonçalves, publicação da editora Record, que completou dez anos de lançamento em 2017.

A imagem que ilustra essa postagem é uma seleção das nove fotos mais curtidas no Instagram (@impressoesdemaria), de acordo com o site Best Nine. Repetindo o discurso que fiz no Twitter, as fotos que aparecem meu rosto têm mais curtidas e achei muito sintomático que esse ano eu tenha passado a ver mais beleza em mim, tenha lidado melhor com meu cabelo natural e percebido que é a Literatura Negra que faz meu coração pulsar mais forte e sinta a certeza de que quero divulgá-la sempre. Então em 2018 continuará havendo muito literatura negra por aqui.
Na retrospectiva do ano passado tinha colocado como meta para esse ano fazer um recorte maior de gênero, raça e nacionalidade. Termino o ano muito satisfeita com minhas leituras, principalmente porque li mais mulheres e mais negros. Por meio dos livros visitei a Nigéria, o Senegal, a China, Camarões, Colômbia, Angola, dentre outros países mais lidos.
Estão linkados os títulos que possuem resenha aqui no blog.

Este livro vai nos contar por meio de versos, o que o caracteriza como cordel, a história de Sebastiana, uma menina que tem a capacidade de controlar os fenômenos da natureza, a forma como isso é explorado é que vai determinar se é algo positivo ou negativo e esse uso da natureza como expressão dos sentimentos é um grande diferencial.